Entrada aumentou no Minha Casa, Minha Vida: veja as 3 faixas O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida sofreu mudanças significativas nas regras de financiamento para imóveis usados, especialmente para as famílias da Faixa 3, que possuem renda entre R$ 4,4 mil e R$ 8 mil. As novas diretrizes foram publicadas hoje no Diário Oficial da União, conforme anunciado antecipadamente na última segunda-feira (5).
Alterações no Financiamento
O objetivo das mudanças é frear o crescimento dos financiamentos de imóveis usados, que aumentaram consideravelmente durante o atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As novas regras incluem:
- Aumento da entrada para 50% do valor do imóvel nas regiões Sul e Sudeste. Antes, a entrada variava entre 25% e 30%.
- Aumento da entrada para 30% nas demais regiões, reduzindo o teto de financiamento de 80% para 70%.
- Redução do valor máximo do imóvel financiado de R$ 350 mil para R$ 270 mil, aplicável a todo o país.
Histórico das Regras
No início do ano, as famílias da Faixa 3 podiam financiar até 80% do valor do imóvel, com uma entrada mínima de 20% e um valor máximo de R$ 350 mil para a propriedade. Em abril, houve um ajuste para as regiões Sul e Sudeste, onde a entrada subiu para entre 25% e 30%, dependendo da renda familiar.
Controle Financeiro e Impacto
O governo visa conter a alta nos financiamentos de imóveis usados para manter o foco do programa em atender as famílias de baixa renda e garantir recursos para a compra de imóveis novos, que geram mais empregos. Até o final do ano, o Minha Casa, Minha Vida deve alcançar um recorde de quase 600 mil financiamentos, sendo que imóveis usados representarão mais de 30% desse total, um aumento significativo em comparação aos 25% de 2023.
Participação de Imóveis Usados
Nos últimos anos, a participação de imóveis usados nos financiamentos do programa cresceu substancialmente:
- 2021: 6,25%
- 2022: 14,3%
- 2023: 25%
- 2024: 30%
Meta do Governo
A meta do presidente Lula é contratar 2 milhões de unidades habitacionais durante seu mandato de quatro anos. Com 860 mil novos contratos assinados nos primeiros 18 meses, a meta parece estar no caminho para ser superada antes do prazo.