A ginástica rítmica brasileira enfrentou uma decepção nesta sexta-feira durante a fase classificatória das Olimpíadas de Paris. O conjunto, que tinha grandes expectativas de avançar para a final, terminou na nona posição, ficando fora da disputa por medalhas. O desempenho do Brasil foi prejudicado por uma lesão inesperada sofrida por Victória Borges durante o aquecimento.
Desempenho Promissor e Revés Inesperado
O Brasil começou bem a competição, obtendo uma pontuação de 60,900. No entanto, essa marca foi insuficiente para garantir uma vaga entre as oito melhores equipes que avançaram à final, já que o Azerbaijão, que ficou com a última vaga, alcançou 62,000 pontos.
Sob a liderança da técnica Camila Ferezin, a equipe brasileira teve um início promissor. Na primeira série, com a coreografia de cinco arcos ao som de “I Wanna Dance with Somebody”, interpretada por Whitney Houston e Thalita Pertuzatti, o conjunto obteve a quarta melhor nota (35,950), atrás apenas de Itália, Bulgária e França.
No entanto, durante o aquecimento para a série mista, Victória Borges sofreu uma lesão na panturrilha. Segundo o médico da equipe, Rodrigo Sasson, a lesão comprometeu a força necessária para a segunda etapa da competição. Logo no início da apresentação, ficou evidente que Victória estava com dificuldades para acompanhar os movimentos mais complexos das companheiras. Ao final da série, visivelmente abalada, ela foi às lágrimas, sendo consolada pelas treinadoras e colegas antes de ser carregada para fora da quadra.
Final Amargo para a Equipe Brasileira
A segunda série, que combinava fitas e bolas, terminou com uma pontuação de 24,950, colocando o Brasil à frente apenas da Alemanha, que marcou 23,650. Com a soma das duas séries, o Brasil não conseguiu a classificação para a final.
Duda Arakaki, capitã da equipe, falou à TV Globo sobre a frustração do grupo. “O nosso sonho era uma final, mas a gente só fez isso, deu o nosso máximo. Mas hoje era isso que ela (Victória) tinha para dar, ela estava com muita dor”, disse Duda, evidenciando o esforço coletivo e a superação da equipe diante das adversidades.
A saída precoce do Brasil na ginástica rítmica em Paris serve como um lembrete das dificuldades e incertezas que envolvem competições de alto nível. A lesão de Victória Borges, ocorrida em um momento crucial, foi um golpe duro para a equipe, que havia demonstrado potencial para avançar na competição. O foco agora se volta para a recuperação da atleta e o planejamento para futuras competições, onde a equipe buscará novas oportunidades de brilhar no cenário internacional.

