A FIFA confirmou que as partidas da “Fase 1” da Copa Intercontinental de Clubes, a ser disputada em dezembro, não serão realizadas em campo neutro. O confronto entre o Pachuca, campeão da Concacaf, e o futuro campeão da Libertadores será decidido por sorteio de mando de campo, a ser realizado após a definição do representante da Conmebol, cuja final será disputada em Buenos Aires no dia 30 de novembro.
Fórmula de disputa da Copa Intercontinental
A estrutura do torneio prevê três fases principais. Na “Fase 1”, os clubes serão divididos em duas chaves:
- Chave 1: Inclui os campeões da África, Ásia e Oceania. O clube da Oceania sempre jogará a primeira partida como visitante contra um dos representantes africanos ou asiáticos. O vencedor deste confronto enfrentará o time que estiver de espera. O mando de campo dessa primeira partida será decidido por sorteio, e, nos anos seguintes, o mando será alternado entre as confederações.
- Chave 2: Reúne o campeão da Libertadores e o campeão da Concacaf (Pachuca, do México). Os dois times se enfrentarão em jogo único, com o mando de campo sendo definido por sorteio. Esse mando também será alternado a cada edição do torneio.
Na Fase 2 (playoff), os vencedores das duas chaves da Fase 1 se enfrentarão em jogo único na cidade que sediará a grande final, cujo local ainda não foi escolhido pela FIFA. Esse confronto decisivo acontecerá no dia 14 de dezembro.
A Fase 3 será a finalíssima, marcada para o dia 18 de dezembro. O campeão europeu, Real Madrid, enfrentará o vencedor da Fase 2 para decidir o título da Copa Intercontinental de Clubes da FIFA.
Desafios para o campeão da Libertadores
O calendário do futebol sul-americano pode apresentar um grande desafio para o eventual campeão da Libertadores, especialmente se este for um dos cinco clubes brasileiros ainda na disputa: Atlético-MG, Botafogo, Flamengo, Fluminense ou São Paulo.
A final da Libertadores será no dia 30 de novembro, enquanto a rodada final do Campeonato Brasileiro está agendada para 8 de dezembro, apenas três dias antes do confronto inicial contra o Pachuca, previsto para o dia 11 de dezembro. Se um dos clubes brasileiros estiver disputando tanto o título da Libertadores quanto o Brasileirão, enfrentará uma verdadeira maratona de decisões em um curto período.
Possíveis cenários para clubes brasileiros
Caso um clube como Botafogo, Flamengo ou São Paulo se classifique para representar a Conmebol na Copa Intercontinental, eles enfrentarão uma sequência de partidas de alta intensidade:
- 30 de novembro: Final da Libertadores.
- 8 de dezembro: Rodada final do Campeonato Brasileiro.
- 11 de dezembro: Confronto contra o Pachuca pela Fase 1 da Copa Intercontinental.
- 14 de dezembro: Playoff contra o vencedor da Chave 1.
- 18 de dezembro: Final da Copa Intercontinental contra o Real Madrid.
Essa sequência pode causar um grande desgaste físico e mental nos jogadores, além de forçar os técnicos a fazerem escolhas estratégicas para preservar o elenco e evitar lesões. A logística de viagens e a necessidade de adaptação rápida a diferentes fusos horários e condições climáticas também serão fatores complicadores.
Considerações sobre o torneio e o calendário
A decisão da FIFA de manter o sorteio para o mando de campo na Fase 1, ao invés de estabelecer um campo neutro desde o início, adiciona uma camada extra de incerteza ao planejamento das equipes. A alternância de mando em edições futuras busca manter o equilíbrio competitivo, mas pode beneficiar ou prejudicar equipes dependendo do sorteio.
Além disso, o impacto do calendário apertado do futebol sul-americano será uma preocupação central para os clubes brasileiros que almejam disputar o título da Copa Intercontinental. A gestão do elenco e a capacidade de manter um alto nível de desempenho em diferentes competições simultâneas serão determinantes para o sucesso dessas equipes.
Expectativas para a Copa Intercontinental
A Copa Intercontinental de Clubes da FIFA, reformulada para 2024, promete ser uma competição de grande relevância, reunindo campeões de diferentes continentes em confrontos decisivos. A presença de clubes tradicionais, como o Real Madrid, e a possibilidade de um clube brasileiro enfrentar essa sequência intensa de jogos, aumentam a expectativa para o torneio.

