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Empréstimo liberado no programa Acredita para quem faz parte do Bolsa Família

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Sidney de Almeida/Shutterstock.com Sidney de Almeida/Shutterstock.com

Empréstimo liberado no programa Acredita para quem faz parte do Bolsa Família O Governo Federal lançou recentemente o programa “Acredita no Primeiro Passo”, uma iniciativa estratégica destinada a oferecer crédito orientado para pessoas inscritas no Cadastro Único. Com o objetivo de fomentar o empreendedorismo e apoiar microempreendedores de baixa renda, o programa já está em operação em algumas regiões do Brasil, destacando-se como uma ferramenta de inclusão financeira sem precedentes.

Acesso facilitado ao crédito

O “Acredita no Primeiro Passo” surge como uma oportunidade significativa para cerca de 91 milhões de brasileiros, distribuídos em aproximadamente 41 milhões de famílias. Este programa se diferencia por permitir a liberação de crédito sem a exigência de fiador ou avalista, tornando-se mais acessível para a população que mais necessita de suporte financeiro.

Os beneficiários podem acessar valores médios de R$ 6 mil, com taxas de juros abaixo do mercado, uma medida que visa incentivar a utilização responsável do crédito. Para garantir a segurança das operações, o programa conta com o apoio de um Fundo Garantidor específico, destinado a proteger as instituições financeiras contra possíveis inadimplências.

Bancos autorizados e regiões contempladas

Até o momento, três bancos regionais foram autorizados a operar o programa: o Banco do Nordeste, o Banco do Pará e o Banco da Amazônia. Com isso, as regiões Norte e Nordeste são as primeiras a terem acesso ao crédito orientado pelo “Acredita no Primeiro Passo”.

Já os grandes bancos estatais, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, estão em fase final de preparação para iniciar a liberação dos créditos. De acordo com declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a expectativa é que estes bancos comecem a operar o programa a partir de setembro.

Outras ferramentas do programa Acredita

Além do “Acredita no Primeiro Passo”, o Governo Federal disponibiliza outras três ferramentas importantes dentro do programa Acredita, todas voltadas para diferentes necessidades dos empreendedores brasileiros:

  • Desenrola Pequenos Negócios: Focado na renegociação de dívidas com instituições financeiras, este programa oferece descontos que variam de 40% a 90%. A iniciativa permite a retomada do crédito para os pequenos negócios que enfrentam dificuldades financeiras.
  • PRONAMPE: O Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (PRONAMPE) oferece a renegociação de empréstimos para a retomada de crédito e a regularização financeira. O programa também expande o prazo para leilões de créditos não recuperados, de 18 para até 60 meses.
  • ProCred 360: Destinado aos empreendedores que não se encaixam nos critérios do PRONAMPE, o ProCred 360 oferece uma fonte adicional de financiamento. É uma alternativa importante para garantir o acesso ao crédito por parte de pequenos empresários que encontram dificuldades nos programas tradicionais.

A implementação gradual do programa

O “Acredita no Primeiro Passo” foi formalizado como Medida Provisória no dia 22 de abril. Embora o programa ainda esteja em fase de expansão, já demonstra resultados promissores nas regiões onde foi implementado. A estratégia de liberação gradual, adaptada às particularidades de cada região, busca maximizar o impacto positivo entre os beneficiários.

Com a adesão dos principais bancos estatais prevista para breve, o Governo Federal espera ampliar significativamente o alcance do programa, integrando mais empreendedores ao sistema financeiro formal e fortalecendo a economia local em diversas partes do Brasil.

Perspectivas futuras para o programa Acredita

A expectativa é que, com a ampliação do programa para outras regiões e a inclusão de mais bancos na operação, o “Acredita no Primeiro Passo” se torne um pilar central na política de crédito para pequenos negócios no Brasil. A inclusão financeira, por meio do acesso facilitado ao crédito, é vista como um passo crucial para reduzir as desigualdades e promover o desenvolvimento sustentável em áreas historicamente marginalizadas.

Com a continuidade do programa, espera-se que mais microempreendedores possam formalizar seus negócios, acessar novos mercados e gerar emprego e renda, contribuindo para o crescimento econômico do país como um todo.

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