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Fisioterapeuta do Flamengo alerta para impacto dos acréscimos e excesso de lesões

GERSON FLAMENGO
REDE SOCIAL GERSON/INSTAGRAM

A série de lesões que tem afetado o elenco do Flamengo nas últimas semanas trouxe à tona uma discussão sobre a intensidade do futebol moderno e seus efeitos sobre os atletas. Neste domingo, após a derrota do Flamengo por 2 a 1 para o Corinthians, o fisioterapeuta Fábio Mahseredjian, membro da comissão técnica de Tite, abordou o problema em uma coletiva de imprensa, explicando que o aumento nas lesões não é exclusivo do Flamengo, mas um fenômeno que atinge o futebol mundial.

Mahseredjian destacou que o Flamengo, atualmente, conta com sete jogadores no departamento médico, incluindo nomes de peso como Gabigol, Arrascaeta e De La Cruz. Além disso, o clube pode ter dois novos desfalques: Varela, que reclamou de dores no quadril, e David Luiz, que deixou o campo com um incômodo na coxa. O fisioterapeuta ressaltou que a situação, embora preocupante, não indica falta de controle na preparação física dos jogadores, mas reflete o aumento da intensidade e do volume de jogos, especialmente após a Copa América.

Aumento das lesões: um fenômeno global

Fábio Mahseredjian afirmou que o aumento nas lesões musculares não é um problema isolado do Flamengo, mas uma tendência observada em clubes ao redor do mundo. Ele citou um estudo da revista Mirror, do Reino Unido, que relatou 30 jogadores ausentes em uma rodada da Premier League devido a lesões no posterior da coxa. No Flamengo, jogadores como Gabriel, Pedro e De La Cruz foram afetados por lesões semelhantes, que, segundo o fisioterapeuta, refletem a alta intensidade do futebol atual.

Mahseredjian explicou que o futebol moderno se tornou muito mais exigente fisicamente, com um aumento significativo na quantidade de sprints e na distância percorrida em alta velocidade pelos atletas. Ele mencionou um estudo da Premier League que analisou sete temporadas consecutivas, revelando que, embora a distância total percorrida pelos jogadores tenha permanecido quase inalterada, houve um aumento de 85% no número de piques e uma elevação de 35% na distância percorrida em velocidade superior a 25 km/h.

O impacto dos acréscimos e a sobrecarga em Gerson

Outro ponto abordado por Mahseredjian foi o impacto do aumento dos acréscimos nas partidas, que contribuiu para a sobrecarga física dos jogadores. Ele usou o meio-campista Gerson como exemplo, destacando que o atleta, único do elenco a participar de todos os jogos do Flamengo no Campeonato Brasileiro, já disputou o equivalente a um jogo e meio a mais apenas por conta dos acréscimos.

Gerson, que tem mostrado sinais de esgotamento, precisou de apoio para deixar o campo após a partida contra o Bahia pela Copa do Brasil. Mahseredjian destacou que, nos últimos 13 jogos, Gerson acumulou uma carga de trabalho que, somada aos acréscimos, equivale a 14 jogos e meio. Isso reflete a sobrecarga que os jogadores vêm enfrentando e ajuda a explicar o aumento nas lesões.

O cenário atual e a busca por recuperação

No momento, o Flamengo trabalha para recuperar o maior número possível de atletas lesionados, especialmente Gabigol e Arrascaeta, que são esperados para o segundo jogo contra o Bahia, pelas quartas de final da Copa do Brasil, logo após a Data Fifa. No entanto, Mahseredjian admitiu que algumas lesões, como a de Arrascaeta, são imprevisíveis e difíceis de prevenir, mesmo com o monitoramento constante dos jogadores.

Mahseredjian também destacou que a pausa no calendário, proporcionada pela Data Fifa, será crucial para permitir que o Flamengo recupere seus jogadores e evite novas lesões. Com um intervalo maior entre as partidas, o fisioterapeuta espera que a equipe consiga se reequilibrar fisicamente e esteja melhor preparada para os desafios que virão na reta final das competições.

O contexto das lesões no futebol brasileiro

O fisioterapeuta fez questão de frisar que o Flamengo não é o único clube brasileiro enfrentando uma maratona de lesões. Ele mencionou que outras equipes do Campeonato Brasileiro têm enfrentado problemas semelhantes, com até 12 jogadores no departamento médico. Segundo Mahseredjian, essa situação é sazonal e tende a melhorar com a redução na quantidade de jogos consecutivos.

A explicação de Mahseredjian visa tranquilizar a torcida e mostrar que o clube está ciente dos desafios impostos pela temporada. Ele enfatizou que, apesar das dificuldades, o Flamengo está tomando todas as medidas possíveis para proteger seus jogadores e garantir que possam retornar ao campo em condições ideais.

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