Empresas de apostas ligadas a Deolane Bezerra visam licença milionária

Deolane Bezerra presa

Deolane Bezerra- instagram

Operação policial expõe busca por regulação de empresas de apostas Uma operação da Polícia Civil de Pernambuco trouxe à tona os planos de várias empresas de apostas, incluindo uma de propriedade da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, de regularizarem suas atividades no Brasil. Esportes da Sorte, Vai de Bet, e a Zeroumbet, empresa da própria Deolane, estão investindo pesado para obter a outorga do Ministério da Fazenda e atuar legalmente no mercado de apostas esportivas. A obtenção dessa licença exige um investimento inicial de pelo menos R$ 50 milhões, incluindo taxas, reservas e aportes obrigatórios.

A movimentação milionária de Esportes da Sorte e Vai de Bet

Esportes da Sorte, de Darwin Henrique da Silva Filho, e Vai de Bet, de José André da Rocha Neto, são algumas das principais empresas citadas nas investigações. Ambas estão registradas sob os nomes Esportes Gaming Brasil e BPX Bets Sports Group, respectivamente. Para conseguir operar no mercado regulado de apostas no Brasil, essas empresas precisam adquirir uma licença do governo federal, cujo custo total ultrapassa R$ 30 milhões, além de manter uma reserva financeira de R$ 5 milhões e investir mais R$ 15 milhões no início das operações.

Influenciadora entra no mercado de apostas com a Zeroumbet

Deolane Bezerra, conhecida por sua atuação como influenciadora e advogada, entrou no mercado de apostas ao fundar a Zeroumbet Plataforma Digital em julho. Sua empresa, da qual é a única sócia, também busca a autorização para operar legalmente no setor de apostas. Com mais de 20 milhões de seguidores no Instagram, Deolane foi uma das primeiras figuras públicas a promover apostas online em suas redes sociais, onde mantém um link direto para o site da Zeroum.bet.

Regras rigorosas para operar no mercado de apostas

O Ministério da Fazenda, através da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), estabeleceu requisitos rigorosos para a concessão da licença de operação. Além do investimento financeiro substancial, as empresas devem comprovar que seus sócios não possuem antecedentes criminais e que têm “reputação ilibada”. Essas exigências visam manter a integridade e a transparência no crescente mercado de apostas esportivas no Brasil.

Investigações sobre operações financeiras e lavagem de dinheiro

A investigação, que teve início em abril de 2023, aponta que as empresas utilizavam um esquema complexo envolvendo empresas de eventos, publicidade, casas de câmbio e seguradoras para a lavagem de dinheiro. Depósitos e transações bancárias eram feitos de forma a ocultar a origem dos recursos, levantando suspeitas sobre a legalidade dos negócios. A Polícia Civil de Pernambuco ainda não especificou quais jogos eram considerados ilícitos, mas uma portaria da Fazenda de julho colocou alguns caça-níqueis virtuais em uma área cinzenta de regulamentação.

Bloqueios de ativos e medidas judiciais

A operação, chamada de “Integration”, resultou na emissão de 19 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão, além do sequestro de bens de alto valor, como imóveis, aeronaves, carros de luxo e embarcações. A polícia também conseguiu bloquear ativos financeiros no valor de R$ 2,1 bilhões, bem como a retenção de passaportes e a suspensão de porte de arma de fogo dos envolvidos.

O capital social das empresas investigadas

Informações revelam que cada uma das empresas investigadas possui um capital social de R$ 30 milhões. A Zeroumbet, de Deolane Bezerra, o BPX Bets Sports Group (ligado à Vai de Bet) e a Esportes Gaming Brasil (Esportes da Sorte) estão entre as empresas com capital declarado. Essas cifras demonstram o tamanho da aposta financeira que esses empresários estão dispostos a fazer para operar legalmente no Brasil.

Reações das empresas e posicionamentos oficiais

O advogado de Deolane Bezerra, Rogério Nunes, não se manifestou sobre o caso. Em nota divulgada nas redes sociais, Deolane se defendeu, afirmando estar sendo vítima de uma grande injustiça e que todas as obrigações fiscais estão em dia. Já a Vai de Bet informou que suas atividades seguem a legislação vigente e que estão em conformidade com as novas regras que entrarão em vigor em 2025.

Esclarecimentos das empresas e colaboração com as autoridades

O Grupo Esportes da Sorte também se posicionou, afirmando que suas atividades de apostas estão dentro da legalidade e que estão colaborando com as investigações desde o início. A empresa destacou que tem fornecido todos os documentos necessários e esclarecimentos às autoridades, buscando demonstrar a transparência de suas operações.

Requisitos para operar no mercado brasileiro

As regras estabelecidas pelo governo para concessão da licença de apostas são rigorosas. Além de comprovar a “reputação ilibada” e apresentar certidões negativas de antecedentes criminais, as empresas devem mostrar que nunca foram condenadas por crimes contra a economia popular, corrupção, sonegação fiscal ou quaisquer delitos relacionados ao Sistema Financeiro Nacional. Essas medidas visam proteger o mercado brasileiro de apostas de práticas fraudulentas e garantir um ambiente seguro para os consumidores.

Bens apreendidos e detalhes da operação policial

Entre os bens apreendidos na operação policial está uma aeronave pertencente à J.M.J Participações, empresa de José André da Rocha Neto, um dos sócios da Vai de Bet. O jatinho estava registrado anteriormente em nome da Balada Eventos e Produções, do cantor Gusttavo Lima, que afirmou ter vendido o bem ao empresário. Esses detalhes mostram o nível de complexidade envolvido nas investigações e o alcance das operações das empresas de apostas.

O futuro das apostas esportivas no Brasil

Com o mercado de apostas esportivas crescendo exponencialmente no Brasil, a regularização se tornou uma necessidade para garantir a proteção dos consumidores e a integridade das operações financeiras. O governo brasileiro, por meio de suas agências reguladoras, busca criar um ambiente mais transparente e seguro, exigindo uma série de comprovações financeiras e legais das empresas interessadas em atuar no setor.

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