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Empate sem gols entre Cuiabá e Juventude na Arena Pantanal é marcado por polêmica com VAR

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Na noite desta quinta-feira (5), em jogo adiado da 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, Cuiabá e Juventude ficaram no empate por 0 a 0, em um confronto realizado na Arena Pantanal. Em meio ao forte calor de Cuiabá, a partida foi marcada por um baixo nível técnico e pela falta de oportunidades claras de gol. No entanto, o que mais gerou debate foi uma decisão controversa da arbitragem no segundo tempo, quando um gol de Lucas Fernandes foi anulado após a marcação de um pênalti, que acabou sendo revertido pelo VAR.

Apesar da expectativa de que o Cuiabá, jogando em casa e necessitando desesperadamente da vitória para tentar sair da penúltima posição na tabela, fosse mais agressivo, o time encontrou dificuldades para impor seu ritmo diante de um Juventude bem organizado defensivamente. O calor da capital mato-grossense, que beirava os 35 graus, também contribuiu para a lentidão do jogo, que teve poucas emoções até o momento da polêmica envolvendo a arbitragem.

Primeiro tempo marcado por cautela e forte calor

O primeiro tempo da partida foi de poucas chances para ambos os lados. Desde o apito inicial, ficou claro que o forte calor seria um fator determinante no ritmo do jogo. As duas equipes optaram por adotar uma postura mais cautelosa, com o Juventude mostrando uma defesa sólida e o Cuiabá buscando brechas, mas sem conseguir transformar a posse de bola em chances claras de gol.

O Juventude, comandado pelo técnico Eduardo Baptista, entrou em campo com a estratégia de segurar o ímpeto inicial do time da casa, evitando se expor a contra-ataques. A equipe visitante, que também está envolvida na luta contra o rebaixamento, posicionou-se defensivamente e apostou em transições rápidas para tentar surpreender o Cuiabá. No entanto, o setor ofensivo do Juventude também teve dificuldades para criar oportunidades, com a bola chegando pouco aos atacantes.

Já o Cuiabá, pressionado pela necessidade de somar pontos, teve mais posse de bola, mas não conseguiu converter esse domínio territorial em lances de perigo. O meio-campo do Dourado carecia de criatividade, e o time encontrava dificuldades para furar a defesa bem postada do Juventude. As tentativas de finalização de fora da área não assustaram o goleiro Gabriel, que foi pouco acionado durante os primeiros 45 minutos.

Lucas Fernandes tenta, mas calor e defesa do Juventude seguram o ataque do Cuiabá

Uma das poucas figuras que se destacou na partida foi Lucas Fernandes, que demonstrou vontade e foi o jogador mais ativo no setor ofensivo do Cuiabá. No entanto, apesar dos seus esforços, ele não conseguiu superar a sólida defesa do Juventude. Fernandes arriscou duas finalizações no primeiro tempo, mas ambas pararam em defesas seguras do goleiro Gabriel. Além disso, o calor parecia estar limitando a intensidade das jogadas, com os jogadores visivelmente afetados pelo clima.

O Juventude, por sua vez, manteve sua postura defensiva e explorou esporadicamente os contra-ataques. O lateral-direito Paulo Henrique e o atacante Ricardo Bueno tentaram algumas escapadas pela direita, mas a defesa do Cuiabá, liderada pelo zagueiro Alan Empereur, conseguiu neutralizar as investidas. Assim, o primeiro tempo terminou sem grandes emoções e com o placar inalterado.

Mudanças no intervalo não trazem o resultado esperado

O técnico do Cuiabá, voltou para o segundo tempo com algumas alterações táticas, buscando dar mais dinamismo ao meio-campo e aumentar a presença ofensiva. O time voltou a campo com uma postura mais agressiva, tentando acelerar o ritmo do jogo e empurrar o Juventude para o seu campo de defesa. A equipe começou a trocar mais passes próximos à área adversária, mas as finalizações ainda não apareciam.

No entanto, o Juventude, mesmo recuado, manteve sua solidez defensiva. A linha de quatro defensores seguia compacta, e o volante Jadson foi um dos destaques na proteção à zaga, cortando diversas tentativas de infiltração do Cuiabá. Ao mesmo tempo, os visitantes seguiam tentando explorar os espaços deixados pelo adversário nas saídas em velocidade, mas a equipe não conseguiu ameaçar o goleiro Walter de forma concreta.

O momento de polêmica: pênalti anulado e gol invalidado

O jogo seguiu em seu ritmo cadenciado até que, aos 35 minutos do segundo tempo, uma sequência de lances mudou completamente o clima da partida. Após uma jogada pela direita do ataque do Cuiabá, Lucas Fernandes invadiu a área e tentou uma finalização. A bola desviou no braço do zagueiro Ronaldo, do Juventude, e o árbitro Felipe Fernandes de Lima prontamente apontou para a marca do pênalti, entendendo que houve toque de mão intencional.

Enquanto os jogadores do Juventude protestavam contra a marcação, Lucas Fernandes seguiu a jogada e finalizou para o fundo das redes. No entanto, o árbitro já havia interrompido o lance ao assinalar o pênalti. A comemoração do time da casa foi breve, pois, mesmo com a bola na rede, o gol não seria validado devido à paralisação anterior.

A confusão aumentou quando, após a consulta ao VAR, o árbitro voltou atrás em sua decisão. A revisão das imagens mostrou que o toque de mão de Ronaldo foi involuntário, e o pênalti foi anulado. No entanto, como a partida já estava interrompida no momento do chute de Lucas Fernandes, o gol também foi invalidado. A decisão gerou revolta nos jogadores do Cuiabá, que se sentiram prejudicados, já que a bola teria entrado no gol sem a necessidade de marcação do pênalti.

O episódio acendeu os ânimos no estádio, e o jogo ficou truncado nos minutos finais. O Cuiabá, que já demonstrava cansaço devido ao calor e à intensidade do confronto, não conseguiu mais encontrar forças para buscar o gol da vitória. O Juventude, por sua vez, recuou ainda mais, apostando na defesa para garantir o empate fora de casa.

Consequências do empate para Cuiabá e Juventude

O empate sem gols foi um resultado frustrante para o Cuiabá, que segue na penúltima colocação do Campeonato Brasileiro. A equipe, que luta contra o rebaixamento, precisava da vitória para tentar encurtar a distância para os times que estão fora da zona de descenso. Com apenas 20 pontos conquistados em 23 jogos, o Cuiabá vê a situação cada vez mais complicada e o tempo se esgotando para reagir na competição.

O Juventude, por outro lado, comemorou o ponto conquistado fora de casa, que mantém o time um pouco mais distante da zona de rebaixamento. A equipe de Caxias do Sul, agora com 29 pontos, ocupa a 15ª posição na tabela, mas sabe que precisa somar mais vitórias para se afastar de vez do perigo de cair para a Série B. O técnico Eduardo Baptista destacou a importância do empate, mas também ressaltou a necessidade de melhorar o desempenho ofensivo da equipe.

Análise pós-jogo: arbitragem em foco

O uso do VAR voltou a ser tema de debate após o jogo entre Cuiabá e Juventude. A anulação do pênalti e do gol de Lucas Fernandes gerou discussões tanto dentro quanto fora de campo. Para muitos, a decisão de invalidar o gol foi correta dentro das regras, já que o árbitro havia apitado antes da finalização. No entanto, a sensação de injustiça permaneceu, especialmente para os jogadores e torcedores do Cuiabá, que viram uma oportunidade de ouro para vencer a partida ser perdida.

O técnico evitou críticas diretas à arbitragem, mas deixou claro seu descontentamento com o resultado. “Fomos superiores durante boa parte do jogo, criamos as melhores chances e tivemos um gol anulado de forma que eu considero equivocada. Mas agora é olhar para frente, porque não temos tempo para lamentar”, afirmou o treinador em coletiva após a partida.

Já Eduardo Baptista, do Juventude, reconheceu a importância do VAR na decisão, mas também destacou o empenho de sua equipe em segurar o resultado. “O VAR está aí para corrigir os erros, e hoje vimos isso. Foi uma partida difícil, mas saímos com um ponto importante que pode fazer a diferença lá na frente”, comentou.

Próximos desafios

O Cuiabá tem agora um confronto direto contra o Ceará fora de casa no próximo domingo. A equipe precisa urgentemente somar pontos para manter as esperanças de permanência na Série A. Já o Juventude retorna a Caxias do Sul, onde enfrentará o Avaí no mesmo dia, buscando aproveitar o fator casa para se distanciar da zona de rebaixamento.

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