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Bilhões esquecidos: R$ 8,5 bi ainda aguardam resgate no Brasil

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Brenda Rocha - Blossom/Shutterstock.com Brenda Rocha - Blossom/Shutterstock.com

Mais de R$ 8,56 bilhões estão disponíveis para resgate em instituições financeiras brasileiras, conforme dados atualizados pelo Banco Central (BC). Esses valores estão à disposição de brasileiros, incluindo pessoas físicas e jurídicas, que podem consultar no Sistema de Valores a Receber (SVR) se possuem montantes esquecidos para serem resgatados.

Dos recursos disponíveis, 32 milhões de beneficiários têm valores entre R$ 0 e R$ 10 à espera. Outros 13,2 milhões têm direito a até R$ 100. Já cerca de 5,1 milhões de brasileiros podem recuperar até R$ 1 mil, enquanto 931 mil pessoas têm mais de R$ 1 mil para resgatar.

A quantia total esquecida é dividida entre R$ 6,58 bilhões pertencentes a 41,8 milhões de pessoas físicas e R$ 1,97 bilhão relacionado a 3,6 milhões de pessoas jurídicas. As atualizações mais recentes indicam que os valores não reclamados abrangem uma grande diversidade de perfis, sendo comum que muitos sequer saibam que têm esse direito.

Para quem deseja consultar se possui dinheiro a receber, o primeiro passo é acessar o site do Banco Central e verificar por meio do CPF ou CNPJ se há saldo disponível. Essa consulta pode ser feita de forma rápida e fácil, exigindo apenas o preenchimento de algumas informações básicas, como data de nascimento ou a data de abertura da empresa, no caso das pessoas jurídicas.

Caso seja identificado algum valor a ser resgatado, o usuário é direcionado ao Sistema de Valores a Receber (SVR), onde poderá acessar os detalhes dos montantes e das instituições financeiras responsáveis. Esse serviço do BC foi criado para centralizar todas as informações e facilitar o processo de devolução dos valores esquecidos.

Dentro do SVR, é possível visualizar os valores disponíveis e, em muitos casos, também consultar possíveis créditos que pertenciam a pessoas falecidas. O sistema permite que familiares ou herdeiros realizem a solicitação do dinheiro, desde que sigam os procedimentos corretos.

Ao visualizar os valores, o usuário deve selecionar a opção “Solicitar por aqui”, onde preencherá os dados para recebimento, como chave Pix, e-mail e telefone. Após o cadastro dessas informações, a solicitação é formalizada e um protocolo de acompanhamento é gerado. O processo é relativamente simples, mas exige atenção ao preencher os dados pessoais e financeiros.

Nem todas as instituições financeiras, no entanto, aderiram ao termo de devolução automática via SVR. Nesses casos, o beneficiário deve entrar em contato diretamente com a instituição para combinar os detalhes da devolução. Vale destacar que não há uma obrigatoriedade de que o resgate ocorra em até 12 dias úteis se o termo não tiver sido firmado.

Após solicitar o resgate, o sistema também lembra que o valor efetivo a ser recebido pode variar devido a atualizações monetárias ou descontos previstos em lei. Além disso, é importante estar atento às mensagens de confirmação enviadas pelas instituições financeiras, que podem solicitar mais informações para garantir a segurança da transação.

O BC destaca ainda que, durante esse processo, o usuário jamais deve fornecer senhas ou realizar pagamentos para liberar o dinheiro. Todas as informações necessárias são solicitadas exclusivamente dentro do ambiente seguro do sistema.

Para quem ainda não possui uma conta no gov.br, necessária para acessar o SVR, a criação pode ser feita de forma gratuita e rápida. O usuário precisa criar um login com nível prata ou ouro, garantindo a segurança nas operações. O aplicativo gov.br, disponível para Android e iOS, facilita a criação da conta.

Essa iniciativa do Banco Central é parte de um esforço para devolver aos brasileiros recursos que muitas vezes ficam esquecidos em contas bancárias antigas, consórcios, e outras instituições financeiras. Desde o início do projeto, já foram devolvidos mais de R$ 7,66 bilhões. Desses, R$ 5,63 bilhões foram resgatados por 20,6 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 2,03 bilhões foram recuperados por 1,5 milhão de pessoas jurídicas.

A recuperação de valores esquecidos pode ser uma surpresa positiva para muitos brasileiros que, por diversos motivos, perderam o controle sobre esses montantes ao longo dos anos. O processo simples e centralizado pelo Banco Central promete ser uma solução eficiente para quem busca reaver esses valores.

A consulta ao SVR é gratuita e aberta a todos os cidadãos. No entanto, o Banco Central alerta para que as pessoas não caiam em golpes, já que em nenhuma etapa do processo é exigido o pagamento de qualquer taxa para liberação dos valores.

Por fim, para aqueles que descobriram ter dinheiro a receber, o acompanhamento da solicitação pode ser feito diretamente no SVR, garantindo maior transparência e segurança durante todo o processo de devolução.

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