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São Paulo solicita ao STJD anulação de jogo contra o Fluminense

Saõ paulo Futebol clube
São Paulo/Instagram São Paulo/ Instagram

O São Paulo tomou a decisão de acionar o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para tentar anular a derrota por 2 a 0 contra o Fluminense, ocorrida no dia 1º de setembro, no Estádio do Maracanã. Segundo a diretoria do clube, o árbitro Paulo Cesar Zanovelli teria cometido um erro de direito durante a partida. A informação, inicialmente divulgada pela Folha de S.Paulo, aponta que o tricolor paulista deve oficializar a ação nos próximos dias.

Motivo da contestação

O principal motivo da reclamação do São Paulo está relacionado ao primeiro gol do Fluminense, marcado por Kauã Elias. Durante o lance, o árbitro deu vantagem após uma falta cometida por Calleri em Thiago Santos. O zagueiro Thiago Silva, acreditando que a infração havia sido marcada, segurou a bola com as mãos e deu início à jogada que culminou no gol.

O São Paulo argumenta que houve uma falta de Thiago Silva no lance e que a sequência da jogada foi irregular. Durante o confronto, a equipe chegou a protestar no campo, e o árbitro afirmou que havia dado vantagem. No entanto, ao revisar o lance no VAR, Zanovelli se contradisse ao tentar justificar a decisão. “Eu ia dar a vantagem, o jogador (Thiago Silva) para e bate a falta. Eu dei sinal de falta. Vamos seguir. Eu dei a vantagem, eu segui. É gol legal, tá, Igor (VAR)?”, disse Zanovelli durante a análise.

Irritação de Zubeldía

O técnico do São Paulo, Luis Zubeldía, demonstrou descontentamento após a partida, questionando a postura da arbitragem. “Se o árbitro não apita, como vai permitir que o Thiago toque com a mão? Depois voltou a ver as imagens. Se dá vantagem, dá de costas para as jogadas e Thiago coloca a mão. Não apitou. Como cobrou a falta se estava de costas?”, afirmou Zubeldía, destacando a confusão na condução da jogada.

Regras e posicionamento do clube

De acordo com as regras estabelecidas pela International Football Association Board (Ifab), é obrigatório que o árbitro apite para indicar uma infração, caso não veja vantagem na jogada. No entanto, o apito não é necessário para reiniciar a partida no caso de uma falta simples, sem barreira montada, desde que a jogada ocorra no campo defensivo. Para interromper a jogada, porém, a sinalização através do apito é fundamental.

Diante da liberação do áudio do VAR, ocorrido na última sexta-feira, o São Paulo se mostrou ainda mais insatisfeito. O clube já havia demonstrado sinais de que poderia levar o caso ao STJD e, com a divulgação dos áudios, a irritação aumentou. Em nota oficial, o tricolor paulista afirmou que estuda com o corpo jurídico quais medidas tomar.

Nota oficial do São Paulo

Após a divulgação do áudio do VAR, o São Paulo publicou uma nota expressando sua insatisfação com a condução da arbitragem no jogo contra o Fluminense. O clube lamentou a demora na liberação do material e considerou o conteúdo “absurdo”. No comunicado, o clube destacou que havia protocolado dois ofícios solicitando o áudio, que só foi liberado cinco dias após a partida.

“O São Paulo Futebol Clube lamenta profundamente a forma como foi conduzida a arbitragem na partida contra o Fluminense, no último domingo, no Maracanã, e os seus desdobramentos. O áudio do VAR demorou cinco dias para ser liberado, sendo que a publicação ocorreu somente depois de dois ofícios protocolados pelo clube. Diante do conteúdo absurdo do áudio, o São Paulo Futebol Clube estuda junto ao seu corpo jurídico quais medidas serão tomadas daqui em diante”, diz o comunicado do clube.

Reação da CBF

Antes mesmo da liberação dos áudios, o São Paulo já havia registrado um protesto formal junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Após a divulgação do conteúdo do VAR, o presidente do clube, Julio Casares, se reuniu com o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, para tratar do assunto.

Inicialmente, o São Paulo considerava o caso encerrado, mesmo com a insatisfação latente. No entanto, a análise dos novos fatos fez com que o clube voltasse atrás e decidisse por ações mais concretas, como o acionamento do STJD.

Código de Justiça Desportiva

A ação movida pelo São Paulo junto ao STJD terá como base o artigo 259 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Esse artigo prevê punições para árbitros que “deixem de observar as regras da modalidade”, com sanções que vão desde a suspensão por 15 a 120 dias até a aplicação de multas de até R$ 1.000,00.

Além disso, a decisão de acionar o STJD é independente de quaisquer outras ações que o clube possa tomar diretamente com a CBF, uma vez que os dois órgãos possuem atuações distintas no cenário esportivo.

Expectativa de desdobramentos

A expectativa agora é sobre como o STJD reagirá ao pedido do São Paulo e quais serão os próximos passos do processo. A análise do caso pode se arrastar por algumas semanas, e o clube paulista espera que a partida seja anulada ou que, pelo menos, sejam reconhecidos os erros cometidos na condução da arbitragem.

Por outro lado, o Fluminense acompanha a situação de forma atenta, já que o resultado da partida foi favorável à equipe carioca. O tricolor das Laranjeiras mantém seu foco nas competições em andamento, enquanto aguarda os desdobramentos desse caso jurídico envolvendo o rival paulista.

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