A Seleção Brasileira continua sua busca por estabilidade no setor ofensivo, enfrentando o Paraguai pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Com a ausência de Neymar e a constante troca de atacantes, Dorival Júnior terá que testar uma nova formação, dessa vez apostando em um trio que combina juventude e velocidade, formado por Endrick, Rodrygo e Vinícius Júnior. Esta será a sexta combinação diferente de ataque sob o comando do técnico, que ainda não encontrou a fórmula ideal para substituir a presença do camisa 10.
Um ataque em constante transformação
O Brasil tem enfrentado dificuldades em encontrar uma formação ofensiva eficiente desde a lesão de Neymar, que afastou o craque dos gramados por um longo período. Com a previsão de retorno adiada novamente, agora por mais dois meses, Dorival Júnior precisa ajustar o ataque para garantir vitórias nas Eliminatórias. A ausência de um centroavante de ofício também complica a situação, deixando o treinador sem muitas opções para ocupar o setor.
A decisão de colocar Endrick como o jogador mais avançado reflete essa busca por uma referência no ataque, ainda que o jovem jogador já tenha demonstrado melhor desempenho atuando como segundo atacante. Sem alternativas mais experientes como Pedro, que também está lesionado, o técnico aposta na velocidade e habilidade do trio de atacantes que atuam no Real Madrid.
A estreia do trio de ouro
A combinação entre Endrick, Rodrygo e Vinícius Júnior promete trazer um ataque mais dinâmico para o Brasil. Esta será a primeira vez que os três atuarão juntos como titulares pela Seleção Brasileira. Curiosamente, nem mesmo no Real Madrid o trio teve a oportunidade de iniciar uma partida juntos, o que aumenta ainda mais a expectativa em torno desse experimento tático.
Rodrygo será deslocado para o lado direito do ataque, enquanto Vinícius Júnior mantém sua posição habitual pelo lado esquerdo. Endrick, embora não seja um centroavante típico, será a referência centralizada, uma tentativa de corrigir a falta de presença ofensiva vista na última partida contra o Equador. O jovem atacante terá a responsabilidade de ocupar espaços na área e ajudar na criação de jogadas.
Histórico recente de formações ofensivas
Desde que assumiu a Seleção, Dorival Júnior tem tido dificuldades para fixar uma formação estável no ataque. Foram várias combinações, algumas com resultados positivos, outras nem tanto. A formação com Raphinha, Rodrygo e Vinícius Júnior foi uma das mais frequentes, mas não conseguiu manter uma consistência ofensiva ao longo das partidas. Nas últimas eliminatórias, contra Equador e Uruguai, o Brasil não apresentou o futebol esperado, com dificuldades para furar as defesas adversárias.
Curiosamente, a melhor atuação da equipe sob o comando de Dorival Júnior foi justamente contra o Paraguai, na goleada por 4 a 1. Naquela ocasião, o ataque funcionou bem, com Vinícius Júnior se destacando com dois gols. A esperança é que o confronto de hoje possa reviver aquela performance e dar confiança ao time.
Dificuldades com a ausência de Neymar
Desde que Neymar sofreu uma grave lesão no joelho, em outubro do ano passado, o Brasil ainda não conseguiu encontrar uma solução eficiente para sua ausência. O camisa 10, que sempre foi o principal articulador do time, fazia a diferença tanto na criação de jogadas quanto na finalização. Sem ele, o time tem enfrentado dificuldades para manter a criatividade e a fluidez ofensiva.
Lucas Paquetá, que tem sido escalado como o principal responsável pela armação, oscilou em suas atuações. Embora tenha feito um bom primeiro tempo contra o Equador, seu rendimento caiu na segunda etapa, refletindo as dificuldades da equipe em manter um padrão consistente de jogo. No confronto de hoje, Paquetá será novamente titular, atuando ao lado de Bruno Guimarães e André no meio de campo.
A falta de um centroavante fixo
A carência de um centroavante de ofício tem sido um dos principais obstáculos para Dorival Júnior. Com Pedro lesionado e Neymar fora, a equipe se vê sem uma figura de referência no ataque. Jogadores como Endrick e Rodrygo são versáteis e têm mobilidade, mas não possuem as características típicas de um camisa 9. Essa lacuna na equipe tem dificultado o aproveitamento de chances de gol, especialmente contra defesas mais fechadas, como foi o caso nas últimas partidas.
Dorival tentou várias formações para suprir essa ausência. Desde o início de sua era à frente da Seleção, já foram seis diferentes combinações de ataque. Algumas com Savinho, Gabriel Martinelli e Evanilson, e outras com o trio do Real Madrid, sempre variando entre velocidade e movimentação. No entanto, a falta de um jogador que atue de forma mais fixa no ataque ainda persiste.
Expectativas para o confronto contra o Paraguai
O Paraguai não traz boas lembranças para a Seleção, mas a última vez que as equipes se enfrentaram, o Brasil conseguiu uma vitória contundente. O time de Dorival Júnior marcou quatro gols e apresentou seu melhor futebol ofensivo até então. Essa partida serve como referência para o que o Brasil pode alcançar, especialmente agora que precisa voltar a somar pontos para melhorar sua posição nas Eliminatórias.
Com dez pontos, o Brasil ocupa a quarta colocação, e uma vitória hoje é essencial para manter a equipe entre as quatro primeiras colocadas, garantindo tranquilidade nas próximas rodadas. Já o Paraguai, que atualmente tem seis pontos, busca surpreender jogando em casa para subir na tabela e garantir uma vaga na repescagem.
A nova formação pode ser a solução?
A expectativa em torno da nova formação com Endrick, Rodrygo e Vinícius Júnior é grande. A juventude e a habilidade desses jogadores podem ser a chave para destravar o ataque brasileiro. Se bem-sucedido, esse trio pode se consolidar como a solução temporária para a ausência de Neymar e a falta de um centroavante fixo. No entanto, como essa combinação ainda não foi testada em outras ocasiões, há uma certa incerteza sobre como o trio irá se comportar em campo.
Dorival Júnior espera que a nova configuração tática traga mais profundidade ao ataque e permita à Seleção aproveitar melhor as chances criadas. Com um meio de campo talentoso e experiente, a ideia é que os atacantes recebam mais suporte e tenham mais liberdade para movimentação e finalização.
Desafios no futuro próximo
O próximo desafio do Brasil será continuar a busca por uma formação estável e eficaz no ataque. Com Neymar ainda afastado, o técnico Dorival Júnior precisará explorar diferentes opções para manter o time competitivo nas eliminatórias. A janela de retorno de Neymar está cada vez mais incerta, e até lá, o Brasil precisará contar com a habilidade e criatividade de jogadores mais jovens para manter seu nível nas competições.
O resultado da partida de hoje contra o Paraguai será um indicador importante do que o futuro reserva para a Seleção Brasileira. A torcida espera uma vitória que traga confiança e solidifique a nova formação ofensiva.