No embate entre Paraguai e Brasil pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, os primeiros 20 minutos foram suficientes para deixar os torcedores brasileiros em alerta. O Paraguai, jogando em casa no Estádio Defensores del Chaco, surpreendeu ao abrir o placar com Diego Gómez. O gol, marcado em um chute preciso de trivela, foi uma das raras jogadas de ataque da equipe paraguaia, que, mesmo com dificuldades iniciais, soube aproveitar a falha na marcação brasileira.
O Brasil, por sua vez, enfrentou um início complicado, mostrando dificuldade para criar oportunidades e para lidar com a pressão do adversário. A equipe comandada por Dorival Júnior pareceu travada, sem conseguir explorar sua tradicional velocidade no ataque. Este cenário resultou em críticas fervorosas nas redes sociais.
Torcedores expressam indignação após gol paraguaio
A reação do público não demorou a aparecer. Com o Paraguai na frente no placar, os torcedores brasileiros usaram as redes sociais para manifestar sua insatisfação. Termos como “time sem alma” e “falta de intensidade” se multiplicaram, refletindo a frustração com o desempenho aquém do esperado da Seleção Brasileira. As críticas se concentraram na pouca criatividade do time e nas falhas recorrentes na transição entre defesa e ataque, evidenciando a necessidade de ajustes.
A postura de jogadores como Vini Jr. e Rodrygo também foi alvo de comentários, já que ambos, acostumados a brilhar no setor ofensivo, não conseguiram se destacar na primeira metade do jogo. A sensação de apatia e falta de comprometimento se intensificou conforme o Brasil não conseguiu reverter o cenário.
Paraguai aposta em contra-ataques rápidos
Enquanto o Brasil buscava se organizar em campo, o Paraguai se mostrou eficiente ao explorar os espaços deixados pelo adversário. A equipe de Gustavo Alfaro investiu em transições rápidas, especialmente pelos lados, colocando a defesa brasileira à prova. Com jogadores como Almirón e Julio Enciso, o Paraguai constantemente ameaçava o gol de Alisson, fazendo uso de contra-ataques bem orquestrados e se aproveitando das falhas de marcação do Brasil.
O gol de Diego Gómez, mais do que um golpe de sorte, refletiu uma estratégia bem executada pela seleção paraguaia, que, mesmo sendo pressionada em certos momentos, soube manter a calma e a precisão na hora de atacar.
Dorival Júnior enfrenta críticas e pressão por mudanças
À medida que o jogo avançava e o Brasil continuava atrás no placar, a pressão sobre Dorival Júnior crescia. A incapacidade de sua equipe em criar jogadas eficazes levou muitos torcedores a questionarem suas escolhas de escalação e suas estratégias de jogo. Nas redes sociais, o clamor por substituições se intensificou, com pedidos para que o técnico realizasse mudanças drásticas no intervalo.
Jogadores como Bruno Guimarães e Lucas Paquetá, que deveriam ser o motor do meio-campo, mostraram-se desconectados dos atacantes, isolando o setor ofensivo e diminuindo as chances de gol. A expectativa de que Dorival realizasse ajustes para trazer mais agressividade e velocidade ao ataque era alta, mas as soluções não pareciam claras.
Defesa paraguaia segura pressão brasileira
Mesmo com a pressão brasileira se intensificando perto do fim do primeiro tempo, a defesa do Paraguai mostrou-se resiliente. Balbuena e Junior Alonso, a dupla de zaga, destacaram-se pela solidez defensiva, bloqueando tentativas de cruzamentos e interceptando bolas perigosas. Além disso, o goleiro Gatito Fernández foi uma figura de segurança sob as traves, realizando defesas importantes.
O desempenho de Balbuena, conhecido dos brasileiros por sua passagem pelo Corinthians, rendeu elogios. Sua liderança na defesa foi crucial para conter o ímpeto do ataque do Brasil, que, apesar de todo o esforço, não conseguiu converter as investidas em gols.
Expectativas elevadas para o segundo tempo
O cenário ao final do primeiro tempo deixava claro que o Brasil precisaria de uma abordagem diferente para tentar virar o jogo. A torcida exigia uma mudança de atitude e de estratégia, esperando ver uma equipe mais combativa e eficiente no segundo tempo. Dorival Júnior, ciente da insatisfação tanto da torcida quanto da mídia, precisava mexer no time.
As opções no banco de reservas, como Gabriel Martinelli e Raphinha, eram vistas como alternativas promissoras para revitalizar o ataque. Além disso, ajustes táticos eram necessários para trazer mais controle ao meio-campo e permitir uma transição mais fluida para o setor ofensivo.
Paraguai busca manter a vantagem no segundo tempo
Na volta do intervalo, o Paraguai, ciente da vantagem conquistada, optou por um esquema ainda mais defensivo, focando em segurar a pressão do Brasil. A proposta de jogo, baseada em contra-ataques rápidos, continuou sendo a estratégia principal, visando explorar qualquer descuido da equipe brasileira.
O Brasil, por sua vez, precisava furar a barreira defensiva do Paraguai para evitar uma derrota que poderia complicar suas pretensões nas Eliminatórias. A equipe sabia que o tempo estava contra, e a torcida, impaciente, esperava por uma resposta rápida em campo.
Ficha técnica: Paraguai x Brasil
- Competição: Eliminatórias da Copa do Mundo 2026 – 8ª rodada
- Data: 10 de setembro de 2024
- Local: Estádio Defensores del Chaco, Assunção, Paraguai
- Horário: 21h30 (horário de Brasília)
- Transmissão: Globo e Sportv
Arbitragem
- Árbitro: Andrés Matonte (URU)
- Assistentes: Nicolás Tarán (URU) e Andrés Nievas (URU)
- VAR: Alberto Feres (URU)
Escalações
- Paraguai (Técnico: Gustavo Alfaro): Gatito Fernández; Velázquez, Balbuena, Alderete, Junior Alonso; Villasanti, Bobadilla, Diego Gómez, Almirón; Julio Enciso, Isidro Pitta.
- Brasil (Técnico: Dorival Júnior): Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Guilherme Arana; Bruno Guimarães, André, Lucas Paquetá; Rodrygo, Endrick, Vini Jr.
Paraguai segura o placar em casa
Com o jogo avançando e o placar ainda favorável ao Paraguai, a equipe buscou garantir a vitória apostando em uma defesa robusta e contra-ataques esporádicos. O Brasil, lutando contra o relógio e a frustração, precisava encontrar alternativas para romper a sólida defesa paraguaia. A pressão nos minutos finais aumentava, mas o Paraguai, bem postado, continuava a segurar as investidas da Seleção Brasileira.