Sérgio Conceição, treinador português que recentemente deixou o comando do FC Porto, voltou a falar sobre sua carreira e as experiências que moldaram sua trajetória. Em uma entrevista para a ‘Radiosei’, na Itália, ele destacou seu carinho pela Lazio, clube que defendeu como jogador, e comentou sobre as equipes que, mesmo com sua postura profissional, ele não consideraria treinar. Conceição reforçou sua ligação emocional com a torcida da Lazio e deixou claro que essa relação influencia suas escolhas no futebol.
Carreira na Lazio e conexão com o clube
Durante sua passagem pela Lazio, Sérgio Conceição marcou época e conquistou o coração dos torcedores. “Fico arrepiado quando ouço falar dos meus gols na Lazio”, comentou ele, lembrando dos momentos vividos em Roma. A ligação com o clube romano é tão forte que, mesmo após anos desde sua saída, o treinador afirma voltar frequentemente à capital italiana, onde é sempre recebido com carinho pela torcida.
Essa conexão emocional é um fator que o distingue de outros treinadores. Ao falar sobre o clube, Conceição não esconde sua paixão pela Lazio e pelo ambiente que encontrou lá. “Nunca me esqueci do clube”, reforçou, destacando que a paixão pelos torcedores e pela cidade de Roma faz parte de sua identidade até hoje.
Relacionamento com o FC Porto e lealdade aos seus clubes
Além da Lazio, Sérgio Conceição também carrega uma forte ligação com o FC Porto, onde atuou como treinador por sete anos. Ele mencionou que, tanto na Lazio quanto no FC Porto, encontrou torcidas que o acolheram e o trataram muito bem. “Os adeptos do FC Porto e da Lazio estão no meu coração, verdadeiramente”, afirmou. Conceição ressalta que essas conexões emocionais são importantes para ele e que sua lealdade aos clubes onde trabalhou é um reflexo de seu caráter.
Apesar de ser um profissional dedicado, o treinador afirmou que há algumas equipes que ele não consideraria treinar, sem especificar quais seriam essas exceções. Segundo ele, isso faz parte de sua personalidade e de seu modo de ver o futebol e a vida. “Há uma ou outra que não treinaria, mas isso é uma coisa normal para mim”, revelou.
Reflexões sobre o futebol e o futuro como treinador
Ao longo da entrevista, Sérgio Conceição também refletiu sobre o futuro e sua carreira como técnico. Embora não tenha descartado nenhuma possibilidade de seguir treinando em clubes de outros países, ele deixou claro que suas escolhas são influenciadas por suas experiências e pelas relações que construiu ao longo dos anos. “Sou um verdadeiro apaixonado pela Lazio, por todo esse mundo e essa gente que me acolheu muito bem”, reiterou.
Essa paixão pela Lazio, demonstrada de forma constante, levanta questões sobre onde Conceição pode decidir trabalhar no futuro. Ele manteve a possibilidade de treinar fora de Portugal aberta, mas sua lealdade aos clubes que marcaram sua trajetória pode ser um fator determinante em suas decisões.
Homenagem a Sven-Goran Eriksson
Durante a entrevista, Conceição também dedicou algumas palavras ao treinador Sven-Goran Eriksson, com quem trabalhou na Lazio e que faleceu recentemente. “Todos concordamos que era uma pessoa maravilhosa, todos o amávamos”, disse Conceição. Ele relembrou o legado de Eriksson como um grande cavalheiro e um pensador positivo que deixou uma marca indelével no clube e no futebol mundial.
As palavras de Conceição sobre Eriksson foram carregadas de respeito e emoção, refletindo a importância de seu antigo treinador em sua formação tanto como jogador quanto como pessoa. Essa homenagem revela um lado mais pessoal e sensível do treinador português.
Relação com o filho Francisco e diferenças no futebol
Outro ponto abordado por Sérgio Conceição foi a relação com seu filho Francisco, que também segue carreira no futebol. O treinador fez questão de ressaltar que, apesar de compartilhar o mesmo esporte, o estilo de jogo do filho é diferente do seu. “É diferente de mim”, disse ele, indicando que cada um tem sua própria identidade dentro de campo.
A relação com Francisco parece ser mais uma das muitas facetas de Conceição que o destacam no cenário do futebol. Ele é não só um treinador respeitado, mas também um pai presente, que reconhece as diferenças e apoia a carreira de seu filho.

