A Seleção Brasileira se despediu da Copa do Mundo Feminina Sub-20 ao ser derrotada por 1 a 0 pela Coreia do Norte, em confronto realizado neste domingo (15) no Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, na Colômbia. A partida, válida pelas quartas de final do torneio, marcou o fim da campanha brasileira, que vinha com grande expectativa após uma fase de grupos impecável.
Campanha brasileira até as quartas de final
O Brasil chegou às quartas com um desempenho impressionante na primeira fase. Liderou o Grupo B com nove pontos conquistados, vencendo todas as partidas contra França, Canadá e Fiji, sem sofrer nenhum gol e marcando 14 vezes. Nas oitavas de final, as brasileiras eliminaram Camarões em uma vitória suada por 3 a 1, garantida apenas na prorrogação.
Porém, o duelo contra a Coreia do Norte, bicampeã mundial da categoria (2006 e 2016), se mostrou um desafio muito mais complexo. As asiáticas dominaram grande parte do jogo, controlando o meio de campo e criando as melhores oportunidades de gol.
Primeiro tempo de pressão norte-coreana
Os primeiros 45 minutos foram marcados pela superioridade da Coreia do Norte, que controlou a posse de bola e criou diversas oportunidades de perigo. A goleira brasileira, Rillary, foi um dos principais destaques, evitando que as adversárias abrissem o placar cedo. Logo aos 15 minutos, Choe Il Son teve a primeira chance clara em uma cabeçada após cobrança de escanteio, mas a bola passou por cima do gol.
Pouco depois, Jon Ryong Jong arriscou mais uma vez de cabeça, obrigando Rillary a fazer uma defesa segura. O domínio norte-coreano continuou, e aos 31 minutos, Jon Ryong Jong novamente assustou, acertando o travessão brasileiro. A resposta brasileira veio apenas aos 44 minutos, quando Dudinha avançou em velocidade e finalizou rasteiro, mas a goleira Chae Un Gyong defendeu com tranquilidade.
Gol decisivo no início do segundo tempo
A segunda etapa começou com o gol da Coreia do Norte logo aos três minutos. A capitã Chae Un Yong aproveitou um passe na entrada da área e finalizou rasteiro para marcar o único gol da partida. O Brasil tentou reagir rapidamente, com a atacante Dudinha novamente arriscando finalizações perigosas, mas sem sucesso.
A técnica Rosana Augusto fez mudanças na equipe na tentativa de alterar o panorama do jogo, colocando Lara Dantas no lugar de Vi Amaral e Milena substituindo Priscila. Contudo, as coreanas continuaram pressionando, e Chae Un Yong quase ampliou o placar aos 21 minutos, mas chutou por cima da meta brasileira.
Tentativas frustradas e VAR protagonista
Nos minutos finais, o Brasil ainda tentou o empate em chutes de fora da área, com Vendito assustando a goleira adversária. Aos 39 minutos, a Coreia do Norte chegou a ter um pênalti marcado a seu favor, mas após revisão do VAR, a árbitra Marta Huerta anulou a penalidade.
Apesar do esforço brasileiro em busca do empate, a sólida defesa norte-coreana conseguiu segurar a vantagem até o apito final. O Brasil deixou a competição de forma precoce, mas com uma campanha que deixou boas impressões, especialmente pela solidez defensiva e a garra demonstrada nos jogos anteriores.
Escalação do Brasil
O Brasil entrou em campo com: Rillary; Gi Fernandes, Guta, Carla e Guimarães (substituída por Carol); Rebeca, Maiara (saiu para a entrada de Gisele) e Vi Amaral (substituída por Lara Dantas); Dudinha, Vendito e Priscila (que foi substituída por Milena). Sob o comando da técnica Rosana Augusto, a equipe brasileira lutou até o fim, mas não conseguiu superar a eficiente equipe da Coreia do Norte.
Futuro da seleção brasileira sub-20
Apesar da eliminação nas quartas de final, a campanha brasileira trouxe pontos positivos, especialmente no desenvolvimento de jovens talentos que, em breve, poderão brilhar na equipe principal. A solidez defensiva e o potencial ofensivo de jogadoras como Dudinha e Vendito indicam que o Brasil tem um futuro promissor nas próximas competições internacionais.
As lições aprendidas nesta edição da Copa do Mundo Sub-20 serão fundamentais para o aperfeiçoamento da equipe nas futuras edições, além de serem essenciais para o fortalecimento do futebol feminino no país, que segue em evolução.

