A corrida eleitoral para a Prefeitura de São Paulo segue acirrada entre os principais candidatos. Segundo pesquisa realizada pelo instituto RealTime Big Data, divulgada na madrugada desta segunda-feira (16), Ricardo Nunes (MDB), atual prefeito, continua empatado tecnicamente com Guilherme Boulos (PSOL) e Pablo Marçal (PRTB), consolidando uma disputa polarizada nas intenções de voto.
Pesquisa aponta empate técnico
Os dados mais recentes revelam que Nunes lidera com 24% das intenções de voto, enquanto Boulos e Marçal seguem de perto com 22% cada um. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, o que mantém o cenário indefinido entre os três candidatos.
Em comparação com o levantamento anterior, divulgado no dia 3 de setembro, os três nomes apresentaram um leve crescimento. Na pesquisa anterior, Marçal possuía 21% das intenções de voto, e tanto Boulos quanto Nunes registravam 20%.
Tabata Amaral e outros candidatos
A candidata Tabata Amaral (PSB), conhecida por sua atuação na Câmara dos Deputados, aparece com 9% das intenções de voto, posicionando-se em quarto lugar na disputa. Em seguida, o ex-apresentador José Luiz Datena (PSDB) registra 6%, enquanto Marina Helena (Novo) tem 3%.
Entre os eleitores que optaram por votos nulos ou brancos, o percentual chegou a 6%, e 7% dos entrevistados ainda não souberam ou preferiram não responder.
Cenário espontâneo revela equilíbrio
Na pesquisa espontânea, onde os nomes dos candidatos não são apresentados, o equilíbrio se mantém. Nunes e Marçal aparecem com 15% das intenções de voto cada um, seguidos de perto por Boulos, que registra 14%. Este cenário espontâneo reforça a alta competitividade da disputa e a incerteza sobre quem será o líder nas próximas semanas.
Análise do crescimento dos candidatos
O crescimento discreto de Nunes, Boulos e Marçal desde o início de setembro indica que a campanha está em fase de consolidação. A leve variação nas intenções de voto também sugere que os três principais candidatos estão conseguindo atrair o interesse de eleitores indecisos, ao mesmo tempo em que mantêm suas bases de apoio firmes.
Os debates e a visibilidade na mídia desempenham um papel essencial neste cenário, especialmente considerando a proximidade das eleições. O próximo mês será decisivo para definir qual dos três terá mais condições de capitalizar os votos dos eleitores indecisos e dos que ainda não se posicionaram claramente.
Influência dos debates e da mídia
O desempenho dos candidatos em debates televisivos e suas estratégias nas redes sociais serão fatores determinantes para o desfecho da eleição. Até o momento, todos os principais candidatos têm marcado presença em eventos públicos e debates, buscando se diferenciar em relação aos concorrentes.
Boulos, com forte apoio entre movimentos sociais e da juventude, aposta em propostas voltadas para moradia e inclusão social, enquanto Nunes, atual prefeito, defende sua gestão, destacando a continuidade de programas voltados para o transporte e infraestrutura. Já Marçal, que vem ganhando espaço rapidamente, foca em um discurso de renovação política e gestão eficiente.
Cenário da oposição e papel dos partidos menores
Tabata Amaral, mesmo com uma posição mais distante dos líderes, vem se destacando como uma voz de renovação, especialmente entre os eleitores jovens. Sua campanha tem focado em temas como educação e inovação, buscando ampliar sua base de apoio.
Datena, por sua vez, mantém um eleitorado fiel, mas seu crescimento estagnado nas pesquisas pode indicar dificuldades em ampliar sua presença no debate político. Marina Helena, com 3%, luta para se firmar em um cenário competitivo e com pouca margem para os partidos menores.
Reação dos eleitores e expectativa para os próximos levantamentos
Com o cenário atual, os eleitores paulistanos demonstram um alto nível de polarização, e o cenário de empate técnico entre os três primeiros colocados reflete a indecisão de parte do eleitorado. À medida que a campanha avança e mais debates são realizados, a expectativa é de que esses números oscilem, especialmente conforme os eleitores indecisos definem seus candidatos.
A pesquisa foi encomendada pela Record e ouviu 1.500 pessoas entre sexta-feira (13) e sábado (14). A margem de erro é de três pontos percentuais, com um intervalo de confiança de 95%.