Celebridades

A máfia chinesa e as ligações com Deolane Bezerra e Adélia Soares: detalhes da operação revelados

Deolane Bezerra presa
Deolane Bezerra- instagram Deolane Bezerra- instagram

Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) revelou um suposto envolvimento da influenciadora Deolane Bezerra e da advogada Adélia Soares com a máfia chinesa. O grupo criminoso asiático estaria por trás de um esquema de exploração de cassinos online e lavagem de dinheiro, utilizando empresas de fachada como parte da operação. De acordo com as investigações, bandidos chineses chegaram ao Brasil e, com apoio local, abriram empresas fraudulentas para movimentar o dinheiro obtido ilegalmente. A PCDF acredita que o esquema envolvia a desregulamentação das instituições de pagamento para facilitar essas transações ilícitas.

Os responsáveis pela operação

O trio chinês apontado como responsável pela operação é composto por Fuhao Liu, Mingyang Li e An Hu, que desembarcaram no Brasil em maio de 2024. Com vistos de turismo, eles entraram no país e logo começaram a articular a criação de empresas de fachada para mascarar suas atividades ilícitas. A polícia conseguiu identificar esses três indivíduos como os cabeças da operação, responsáveis pela abertura das firmas fraudulentas e pela gestão do esquema de lavagem de dinheiro. Segundo a PCDF, após realizarem as ações necessárias, os criminosos asiáticos deixaram o Brasil, dificultando as investigações.

Empresas de fachada e a lavagem de dinheiro

As investigações da PCDF apontam que o grupo utilizava empresas fantasmas para esconder as transações financeiras ilegais. Uma das empresas mais recentes envolvidas no esquema é a PlayFlow Processadora de Pagamentos Ltda., criada com o objetivo de receber pagamentos provenientes de apostas ilegais. A polícia descobriu que essa empresa foi registrada em São Paulo, em junho de 2024, utilizando documentos falsificados de uma firma fictícia localizada nas Ilhas Virgens Britânicas.

Adélia Soares, advogada de Deolane, foi nomeada como administradora dessa empresa, o que levantou suspeitas sobre seu envolvimento no esquema. A polícia acredita que, devido à sua experiência jurídica, Adélia deveria estar ciente das irregularidades no registro da PlayFlow. Sua assinatura no contrato social da empresa reforça essa hipótese, uma vez que o processo de abertura continha evidentes sinais de fraude, como o uso de documentos falsos e o envolvimento de pessoas associadas à máfia chinesa.

O papel de Adélia Soares no esquema

Adélia Soares, advogada com extensa experiência no setor jurídico, é apontada como uma figura central no esquema devido à sua posição como administradora da PlayFlow. Apesar disso, a advogada negou qualquer envolvimento direto com os crimes e afirmou que seu nome foi utilizado de forma indevida. Ela explicou às autoridades que foi contratada apenas para prestar suporte administrativo e jurídico à empresa, sem saber das verdadeiras intenções dos criminosos por trás da operação.

Documentos obtidos pela PCDF mostram que Adélia assinou o contrato social da empresa e participou de reuniões com os representantes do grupo chinês. No entanto, ela insiste que não tinha conhecimento das atividades ilícitas que estavam sendo realizadas. Adélia afirmou, em depoimento, que desconhecia a identidade dos verdadeiros responsáveis pela PlayFlow, identificados como Michael e Riko, dois indivíduos ligados diretamente à máfia chinesa.

Operação Integration e o indiciamento de Deolane Bezerra

Além de Adélia Soares, a influenciadora Deolane Bezerra também está sendo investigada na Operação Integration, que apura a exploração ilegal de jogos de azar e a lavagem de dinheiro no Brasil. Deolane foi indiciada pela polícia por falsidade ideológica e associação criminosa. Segundo as investigações, a influenciadora teria participado da criação de empresas de fachada usadas pelo grupo criminoso para ocultar a identidade dos verdadeiros operadores do esquema.

As investigações indicam que Deolane desempenhou um papel fundamental na criação dessas empresas, facilitando o fluxo de dinheiro obtido por meio dos jogos de azar. A influenciadora, no entanto, nega as acusações e afirma que sua participação se limitou à assessoria jurídica prestada por Adélia Soares. Deolane alega que não sabia que as empresas estavam sendo usadas para práticas ilegais.

A fraude envolvendo CPFs e transações fraudulentas

Uma das empresas investigadas, a AnSpacePay, foi acusada de utilizar CPFs de pessoas falecidas para realizar transações financeiras fraudulentas. De acordo com a polícia, essa prática fazia parte de um esquema mais amplo de lavagem de dinheiro, permitindo que o grupo criminoso transferisse grandes quantias para o exterior sem levantar suspeitas. A PCDF também descobriu que a empresa estava envolvida em operações fraudulentas de câmbio, permitindo que os criminosos enviassem dinheiro ilegalmente para fora do Brasil.

A polícia acredita que Adélia e Deolane, mesmo que indiretamente, contribuíram para o sucesso dessas operações, seja por meio da criação de empresas de fachada ou pela facilitação de transações financeiras ilícitas. As investigações ainda estão em andamento, e novos detalhes podem surgir a qualquer momento.

Carreira e trajetória de Adélia Soares

Com 44 anos, Adélia Soares é uma advogada respeitada e experiente. Durante 12 anos, ocupou o cargo de diretora do Procon de Suzano, São Paulo, além de ter presidido a Comissão de Proteção e Defesa do Consumidor da OAB por três gestões. Sua trajetória no mundo jurídico é marcada por casos de grande repercussão, incluindo a defesa de artistas e figuras públicas.

Entre seus clientes mais conhecidos estão nomes como MC Mirella e Thomaz Costa. Adélia também é conhecida por sua habilidade em recuperar bens de luxo para seus clientes. Além de sua carreira de sucesso, Adélia é casada com o engenheiro Alexandre Moraes de Assis e possui uma residência em Orlando, nos Estados Unidos.

Nota de defesa de Adélia Soares

Diante das acusações, Adélia Soares divulgou uma nota oficial em que nega qualquer envolvimento nos crimes investigados. A advogada afirma que foi vítima de um golpe, no qual seu nome foi utilizado de maneira criminosa por terceiros. Na nota, Adélia declara que já tomou todas as medidas legais cabíveis para se defender, incluindo o registro de boletins de ocorrência para preservar sua integridade e reputação.

Adélia também destacou que está colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos e identificar os verdadeiros culpados. A advogada reafirmou seu compromisso com a ética e a legalidade, valores que norteiam sua carreira profissional e vida pessoal. “Repudio veementemente qualquer conduta contrária a esses princípios”, declarou na nota.

A investigação continua

As investigações sobre o envolvimento de Deolane Bezerra e Adélia Soares com a máfia chinesa continuam. A polícia segue apurando todos os detalhes do caso, com o objetivo de identificar outros participantes do esquema e responsabilizar os envolvidos. A operação ainda está em andamento, e a qualquer momento novos desdobramentos podem surgir.

A complexidade do caso e a participação de diversas partes tornaram a investigação extensa e minuciosa. A polícia acredita que este é apenas um dos muitos casos de exploração ilegal de jogos de azar no país, e que a desregulamentação do setor de instituições de pagamento facilita a atuação de grupos criminosos internacionais.

To Top