A Fifa confirmou como será a Copa Intercontinental em 2024, substituindo o antigo Mundial de Clubes. O representante da Conmebol será o campeão da Libertadores 2024, e a data do “Dérbi das Américas” gera preocupação entre os times brasileiros, devido à proximidade com o fim do Brasileirão.
Nova competição: Copa Intercontinental substitui Mundial de Clubes
Em 2024, a tradicional disputa do Mundial de Clubes será reformulada pela Fifa e substituída pela Copa Intercontinental. A competição mantém a essência de colocar frente a frente os melhores times de diferentes continentes, mas com um formato renovado que promete mais emoção e desafios para os participantes. O grande ponto de atenção, entretanto, é a data definida para o jogo decisivo envolvendo o campeão da Libertadores 2024, que coincidirá com a reta final do Brasileirão, gerando preocupações sobre o desgaste e a logística para os clubes brasileiros.
Após muitos rumores e especulações sobre quem representaria a América do Sul no novo formato, a Fifa definiu que o campeão da Libertadores de 2024 será o responsável por carregar as cores da Conmebol no torneio. Esta decisão coloca times como Atlético-MG, Flamengo, Botafogo, Fluminense, São Paulo, além de gigantes de outros países sul-americanos, como River Plate (Argentina), Colo Colo (Chile) e Peñarol (Uruguai), na expectativa de disputar o título.
Calendário apertado e preocupações dos brasileiros
A principal preocupação para os times brasileiros está no curto intervalo de tempo entre o fim do Campeonato Brasileiro e o início da Copa Intercontinental. O “Dérbi das Américas”, partida que envolverá o campeão da Libertadores e o Pachuca, do México, está marcado para o dia 11 de dezembro, apenas três dias após o término do Brasileirão. Esta proximidade pode gerar problemas logísticos e de preparo físico para os clubes do Brasil que, diferentemente do campeão europeu, terão uma partida a mais antes da final.
Além disso, o desgaste causado pelas viagens de longa distância, especialmente para Doha, no Catar, onde o torneio será realizado, é outro fator preocupante. A logística pode afetar diretamente o desempenho das equipes brasileiras, que precisarão ajustar sua preparação física em um curto espaço de tempo.
Formato e caminho até a final
O novo formato da Copa Intercontinental foi desenhado para ampliar a disputa entre clubes de diferentes continentes. A competição começa com um playoff entre Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos, e Auckland City, da Nova Zelândia, que será realizado no dia 22 de setembro. O vencedor dessa partida avançará para enfrentar o Al Ahly, do Egito, no dia 29 de outubro. Quem vencer esse duelo jogará contra o vencedor do confronto entre o campeão da Libertadores de 2024 e o Pachuca, do México.
A partida entre o representante da Conmebol e o campeão da Concacaf, apelidada de “Dérbi das Américas” pela Fifa, definirá qual time enfrentará o vencedor das disputas entre África, Ásia e Oceania. A grande final está marcada para o dia 18 de dezembro, quando o Real Madrid, já classificado por ser o representante europeu, aguardará o time que emergir vitorioso dessas fases iniciais.
Jogos decisivos e datas da Copa Intercontinental
- Playoff 1 (Ásia-África-Oceania)
Al Ain (EAU) x Auckland City (NZL)
Data: 22 de setembro
Local: Al Ain (Emirados Árabes Unidos) - Playoff 2 (Ásia-África-Oceania)
Al Ahly (EGI) x Vencedor do Playoff 1
Data: 29 de outubro
Local: Cairo (Egito) - Dérbi das Américas
Campeão da Libertadores 2024 x Pachuca (MEX)
Data: 11 de dezembro
Local: Doha (Catar) - Copa dos Desafiantes
Vencedor do Dérbi das Américas x Vencedor do Playoff 2
Data: 14 de dezembro
Local: Doha (Catar) - Final da Copa Intercontinental
Real Madrid (ESP) x Vencedor da Copa dos Desafiantes
Data: 18 de dezembro
Local: Doha (Catar)
Impactos no calendário brasileiro
A preocupação com o calendário apertado afeta diretamente os times do Brasil. O Atlético-MG, Flamengo, Fluminense, Botafogo e São Paulo são os principais candidatos à vaga, e todos têm compromissos pesados no Campeonato Brasileiro e na própria Libertadores. O intervalo de apenas três dias entre o término do Brasileirão e o confronto internacional obriga os clubes a equacionarem suas prioridades e otimizarem o planejamento de viagem e recuperação física de seus elencos.
Para os brasileiros, o peso da preparação para o jogo no Catar será ainda maior, pois a Copa Intercontinental, diferentemente do Mundial de Clubes, exige uma fase a mais para quem chega da América do Sul. Enquanto o Real Madrid, representante da Europa, entrará diretamente na final, o campeão da Libertadores precisará vencer o Pachuca e mais uma partida antes de enfrentar os espanhóis.
Rivalidade continental: Conmebol x Concacaf
O confronto entre o campeão da Libertadores e o vencedor da Liga dos Campeões da Concacaf, Pachuca, já é esperado como um dos grandes momentos do torneio. Apelidado pela Fifa como “Dérbi das Américas”, esse jogo promete elevar a rivalidade entre clubes da América do Sul e da América do Norte e Central. Historicamente, clubes brasileiros e mexicanos travaram disputas acirradas em competições como a Libertadores, e esse encontro no Catar vai reacender essa rivalidade com um prêmio ainda maior em jogo: a chance de desafiar o Real Madrid na grande final.
A equipe mexicana vem de uma sólida campanha na Liga dos Campeões da Concacaf e promete dificultar a vida do representante sul-americano. Para os brasileiros, superar o Pachuca será crucial, já que apenas depois dessa fase eles poderão focar em uma possível final contra os campeões da Europa.
Expectativas para a final contra o Real Madrid
Real Madrid, o gigante europeu, já tem sua vaga garantida na decisão do torneio. Tetracampeão mundial de clubes, o time espanhol chega como grande favorito para levar o título da Copa Intercontinental. No entanto, a possibilidade de enfrentar uma equipe brasileira na final reacende as lembranças de confrontos históricos entre o futebol europeu e sul-americano. Os clubes brasileiros carregam a esperança de representar bem o continente e, quem sabe, repetir façanhas anteriores, como a vitória do Corinthians sobre o Chelsea em 2012.
Com a vantagem de jogar apenas a final, o Real Madrid terá mais tempo de preparação e menos desgaste, o que preocupa ainda mais os clubes sul-americanos. No entanto, o equilíbrio e a imprevisibilidade do futebol podem reservar surpresas, e o título ainda está em aberto.