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Bombardeio israelense no Líbano deixa 492 mortos em ataque sem precedentes

Israel
Nataliia K - Shutterstock.com Nataliia K - Shutterstock.com

O bombardeio aéreo mais amplo de Israel em território libanês em quase duas décadas matou 492 pessoas e deixou 1.645 feridos, tornando esta segunda-feira o dia mais sangrento desde a guerra de 2006. Entre as vítimas, há 35 crianças e 42 mulheres, segundo informações do Ministério da Saúde do Líbano. O ataque atingiu diversas áreas do sul e leste do país, além da capital, Beirute, já abalada por bombardeios anteriores.

Escalada de violência entre Israel e Hezbollah

Os ataques de Israel nesta segunda-feira ocorreram em meio a uma escalada de confrontos entre as Forças de Defesa de Israel (FDI) e o grupo extremista Hezbollah, que há quase um ano tem trocado bombardeios com Israel. Segundo o exército israelense, mais de 1.600 alvos do Hezbollah foram atingidos, e um “grande número” de militantes do grupo foram mortos nos ataques. Entre os alvos estava um dos líderes de alto escalão do Hezbollah, Ali Karaki, que, segundo a organização, sobreviveu ao ataque e foi levado a um local seguro.

O Hezbollah, aliado do Hamas, que atua na Faixa de Gaza, respondeu ao ataque com o lançamento de “dezenas” de mísseis contra o norte de Israel. Um dos principais alvos foi a base militar de Nimra, embora a maioria dos mísseis tenha sido interceptada ou caído em áreas desabitadas.

Comunidades evacuadas e alerta em Haifa

A tensão no norte de Israel também aumentou, com mais de 1 milhão de civis sendo levados a abrigos antibombas na cidade de Haifa. O ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, afirmou que as operações contra o Hezbollah continuarão até que a segurança dos cidadãos seja garantida. Gallant destacou a importância de seguir as orientações de segurança para minimizar as baixas civis.

Impacto no Líbano e reação internacional

O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, denunciou os ataques como parte de um “plano de destruição” orquestrado por Israel. A ONU também se manifestou sobre a escalada do conflito, com o secretário-geral, António Guterres, expressando preocupação com o grande número de vítimas civis.

Os bombardeios causaram uma fuga em massa de civis no Líbano, com escolas sendo convertidas em abrigos para receber os deslocados. Beirute, uma das cidades mais atingidas, enfrenta grandes dificuldades para lidar com a crise, já que hospitais estão sobrecarregados e cirurgias eletivas foram suspensas.

A guerra por controle na fronteira norte

Israel tem intensificado suas operações ao longo da fronteira com o Líbano, com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmando que a campanha militar está destruindo “milhares de mísseis” apontados para áreas civis israelenses. O conflito, que inicialmente se limitava a bombardeios no sul do Líbano, agora se espalha por uma área maior, atingindo o Vale do Bekaa, uma região anteriormente poupada nos ataques.

Enquanto isso, a resistência do Hezbollah persiste, prometendo continuar a luta até que cesse o massacre de palestinos na Faixa de Gaza. O grupo, apoiado pelo Irã, tem usado o Líbano como uma base estratégica para seus ataques contra Israel, o que levou a região a se tornar um campo de batalha crucial no conflito mais amplo do Oriente Médio.

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