Automobilismo

Exaustão e calor intenso afastam Hamilton e Russell das entrevistas após GP de Cingapura

HAMILTON FÓRMULA 1
Jay Hirano / Shutterstock.com Jay Hirano / Shutterstock.com

A exaustão causada pelo calor extremo e alta umidade durante o Grande Prêmio de Cingapura impediu os pilotos da Mercedes, Lewis Hamilton e George Russell, de comparecerem à tradicional entrevista coletiva pós-corrida. Segundo o chefe da equipe, Toto Wolff, ambos os pilotos apresentaram sintomas de hipertermia, condição caracterizada pelo aumento excessivo da temperatura corporal, após completarem as 62 voltas no desafiador circuito de Marina Bay.

Hipertermia após a corrida

O GP de Cingapura é conhecido por suas condições extremas, e a edição deste ano provou ser particularmente desafiadora para os pilotos. Após a corrida, Wolff explicou que, devido ao desgaste físico, Hamilton e Russell foram liberados pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) da coletiva de imprensa para receberem cuidados médicos imediatos. “Ambos estão sofrendo de hipertermia, mas já estão bem agora. Eles passaram por banhos de gelo, o que ajudou na recuperação”, declarou Wolff ao site Motorsport.

Durante a corrida, George Russell chegou a relatar via rádio que seu cockpit parecia uma sauna, um reflexo da intensidade do calor enfrentado dentro do carro. Mesmo com a adaptação física e o preparo dos pilotos, as condições em Cingapura frequentemente desafiam os limites do corpo humano.

Resultados na pista

No final da prova, Lewis Hamilton, que largou da terceira posição no grid, terminou em sexto lugar, após enfrentar dificuldades com a estratégia de pneus. Já George Russell cruzou a linha de chegada na quarta posição, um minuto atrás do vencedor, Lando Norris, da McLaren. A performance da Mercedes ficou aquém das expectativas, especialmente considerando as esperanças que a equipe depositava em uma largada agressiva com pneus macios para Hamilton.

Wolff lamentou as escolhas estratégicas feitas pela equipe, destacando que as decisões foram baseadas em corridas anteriores no circuito de Cingapura, onde as ultrapassagens são historicamente difíceis. “Achamos que os pneus macios dariam uma chance ao Hamilton na largada, mas foi uma decisão errada que todos tomamos em conjunto”, afirmou Wolff.

Desafios da Mercedes em Cingapura

O calor intenso de Cingapura evidenciou uma das fraquezas da Mercedes em 2024: a dificuldade de lidar com pistas que exigem grande tração em condições de alta temperatura. Wolff não escondeu o desapontamento com o resultado. “Foi uma noite dolorosa. Estar um minuto atrás do líder da prova com o carro mais rápido é difícil de aceitar”, desabafou o chefe da equipe.

Com o desempenho abaixo do esperado, a pausa no calendário da Fórmula 1 até a próxima corrida nos Estados Unidos, em 20 de outubro, surge como uma oportunidade crucial para a Mercedes ajustar o carro e corrigir os problemas observados no GP de Cingapura. A equipe agora foca em se recuperar e otimizar o desempenho para as etapas finais da temporada.

Situação da equipe no campeonato

A temporada de 2024 tem sido desafiadora para a Mercedes. Embora Hamilton e Russell tenham mostrado potencial em diferentes corridas, a consistência em circuitos que exigem tração elevada e performance sob calor extremo tem sido um ponto de dificuldade para a equipe.

A pausa no calendário até a etapa de Austin, no Texas, permitirá à Mercedes uma análise aprofundada dos problemas apresentados nas últimas provas. Wolff destacou que o foco agora será em fazer os ajustes necessários para que a equipe volte a competir pelo pódio nas etapas finais da temporada.

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