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Ex-assistente de Kanye West alega que foi drogada em festa com Diddy

Diddy e Kanye West
Diddy e Kanye West s_bukley / Shutterstock.com Diddy e Kanye West s_bukley / Shutterstock.com

Recentemente, o mundo do entretenimento foi abalado por graves acusações contra Kanye West, também conhecido como Ye, feitas por sua ex-assistente, Lauren Pisciotta. Ela afirmou que foi drogada e abusada sexualmente pelo rapper durante um evento co-organizado por Sean “Diddy” Combs. Esse novo processo vem se somar a outros casos controversos envolvendo West, que já enfrenta uma série de alegações legais.

O início das alegações

Pisciotta começou a trabalhar para Kanye West em 2021, desempenhando funções administrativas e criativas para sua marca Yeezy e colaborando em álbuns como Donda. Segundo relatos, no entanto, os problemas entre eles começaram a se intensificar já no período inicial de sua contratação. Em junho de 2024, Pisciotta entrou com um processo contra West por assédio sexual e rescisão indevida de contrato, afirmando que ele enviava mensagens explícitas e fazia avanços inadequados.

As alegações mais graves, no entanto, surgiram em outubro de 2024, quando Pisciotta adicionou novas informações ao processo original. Segundo seu depoimento, ela foi convidada para uma sessão de gravação em um estúdio em Santa Monica, Califórnia, em uma festa organizada por West e Diddy. Lá, West teria ordenado que um assistente de estúdio servisse a Pisciotta uma bebida que, segundo ela, estava “batizada” com uma substância não identificada.

As consequências imediatas da droga

Pisciotta afirmou que, após ingerir a bebida, começou a sentir-se desorientada e perdeu o controle de suas ações e da fala. Logo depois, sua memória da noite ficou fragmentada e ela não conseguia se lembrar dos acontecimentos com clareza. Ao acordar no dia seguinte, relatou uma sensação de vergonha e confusão sobre o que havia ocorrido, assumindo inicialmente que havia apenas “passado mal” ou que algo leve havia ocorrido devido à bebida adulterada.

Por muito tempo, ela acreditou que tinha sido “dopada” e agido de forma inadequada durante o evento. No entanto, o que ela descreve como a revelação mais devastadora veio depois, quando West, de forma casual, mencionou que eles haviam “ficado” naquela noite, algo que ela não tinha lembrança até ele ter comentado.

A escalada das acusações

As alegações de Pisciotta não param por aí. Em outra ocasião, durante um workshop de álbum realizado no hotel St. Regis, em San Francisco, ela afirma que West apareceu em seu quarto de hotel às 6h da manhã, batendo agressivamente na porta. Após entrar no quarto sob o pretexto de usar o chuveiro, West supostamente fez avanços sexuais explícitos, tentando forçar um ato sexual enquanto ela repetidamente pedia que ele parasse.

Esses episódios fizeram com que Pisciotta atualizasse seu processo, incluindo acusações de violência de gênero e agressão sexual. A reação emocional dela, conforme descrito no processo, foi de “vergonha extrema, desconforto e nojo absoluto” ao entender a extensão do abuso.

As respostas de Kanye West

Os advogados de Kanye West negaram todas as acusações, classificando-as como infundadas. Em sua defesa, eles alegam que Pisciotta teria usado sua sexualidade para manipular e extorquir West, e que ela teria tentado chantageá-lo ao exigir pagamentos elevados, incluindo um suposto salário anual de 4 milhões de dólares. Além disso, a equipe legal do rapper alega que Pisciotta tentou roubar o celular de West para destruir provas que pudessem desmentir suas alegações.

Diddy também é mencionado

Embora Pisciotta não tenha acusado Diddy diretamente de envolvimento na agressão, ele foi citado na ação judicial por ser co-anfitrião do evento onde tudo teria ocorrido. Atualmente, Diddy também enfrenta uma série de acusações legais relacionadas a tráfico de seres humanos e outros crimes graves, o que só intensifica o peso das alegações ao redor da festa em questão.

Implicações legais e sociais

As acusações feitas por Pisciotta contra Kanye West levantam questões sérias sobre abuso de poder, especialmente em indústrias como a da música e do entretenimento, onde o comportamento inadequado de artistas com status elevado pode ser acobertado por anos. A coragem de Pisciotta em compartilhar suas experiências traz à tona a necessidade de maior transparência e responsabilidade dentro desse setor.

Se as alegações de Pisciotta forem confirmadas, West pode enfrentar severas repercussões legais e profissionais. Além do impacto direto em sua carreira, isso adiciona outra camada ao histórico de controvérsias que West acumulou nos últimos anos, incluindo declarações polêmicas e rupturas com empresas parceiras, como a Adidas.

Cronologia dos fatos

  • Julho de 2021: Lauren Pisciotta começa a trabalhar como assistente de Kanye West.
  • Junho de 2024: Pisciotta entra com um processo contra West por assédio sexual e rescisão indevida de contrato.
  • Outubro de 2024: A assistente inclui novas alegações de agressão sexual em um processo atualizado.
  • Outubro de 2024: As alegações de que Kanye West teria drogado Pisciotta durante um evento co-organizado por Diddy vêm à tona.

O que esperar a seguir

Os desdobramentos desse caso serão seguidos de perto por todos os envolvidos na indústria do entretenimento, especialmente devido ao impacto que pode ter na reputação e carreira de West. As audiências e investigações que se seguirão poderão fornecer mais clareza sobre os detalhes do caso e sobre as possíveis consequências legais para o rapper.

West já indicou que pretende contra-atacar com ações legais contra Pisciotta, o que significa que essa batalha judicial está longe de terminar. Com o aumento de casos semelhantes envolvendo figuras públicas, é esperado que o resultado dessa ação traga mais discussões sobre a necessidade de proteção e justiça para vítimas de abuso dentro da indústria.

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