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Santos vacila, leva virada da Chapecoense e vê liderança ameaçada na Série B

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chapecoense fc/instagram Chapecoense - Foto: chapecoense fc/instagram

A derrota do Santos por 3 a 2 para a Chapecoense na Arena Condá expôs fragilidades e trouxe incertezas sobre a permanência do time na liderança da Série B. A equipe, que vinha de uma sequência de bons resultados, não conseguiu segurar a vantagem e permitiu a reação do adversário, colocando em risco sua posição no topo da tabela.

Início promissor, mas sem brilho

O Santos chegou para o confronto com a Chapecoense ostentando três vitórias seguidas contra o time de Chapecó, todas sem sofrer gols. No entanto, a atuação na noite de terça-feira foi abaixo do esperado, especialmente para uma equipe que lutava para se manter no topo da competição. A apresentação, descrita como preguiçosa e pouco objetiva, decepcionou os torcedores que esperavam mais diante de um adversário desesperado para fugir da zona de rebaixamento.

O técnico Fábio Carille, ainda lidando com os desfalques de peças-chave como Gil, Escobar e Diego Pituca, optou por uma formação com jovens promessas, apostando na experiência de Guilherme e Willian Bigode para liderar o ataque. Mas, apesar do início equilibrado, o time alvinegro não conseguiu criar grandes oportunidades no primeiro tempo, limitando-se a algumas tentativas sem muito perigo.

A Chapecoense, por sua vez, embora apresentasse dificuldades no setor ofensivo, começou a crescer no jogo, testando a defesa santista e forçando erros que seriam decisivos para o desenrolar da partida.

Virada no fim do primeiro tempo

Quando parecia que o Santos sairia para o intervalo com a vantagem no placar, após o gol de Guilherme aos 43 minutos – que encerrou um jejum pessoal de 12 rodadas sem marcar –, a Chapecoense respondeu de imediato. Aos 47 minutos, Mário Sérgio, de cabeça, empatou o jogo após cobrança de escanteio. Esse gol antes do apito para o intervalo foi um golpe duro para a equipe santista, que viu a confiança se esvair em questão de minutos.

O empate no fim do primeiro tempo simbolizou a dificuldade do Santos em manter a concentração e controlar o jogo. Mesmo após abrir o placar, o time continuou a dar espaços para o adversário, permitindo a reação de uma Chapecoense que, até então, parecia pouco ameaçadora.

Chapecoense cresce no segundo tempo

O retorno para o segundo tempo trouxe uma Chapecoense disposta a virar o jogo. Logo no início, Ítalo quase marcou com uma bomba de fora da área, que assustou o goleiro Gabriel Brazão. As falhas de marcação do Santos começaram a se acumular, e o time visitante parecia perder o controle do jogo a cada minuto.

Aos 22 minutos, a coragem da Chapecoense foi recompensada com o segundo gol, aproveitando-se de uma falha do goleiro Gabriel Brazão, que não conseguiu afastar uma bola cruzada na área, permitindo que Marcelinho colocasse o time da casa à frente no placar. A partir daí, o Santos pareceu ainda mais desorganizado, e os erros defensivos passaram a ser uma constante.

Rafael Carvalheira, que já havia participado do primeiro gol, ampliou o marcador aos 33 minutos, em uma jogada de contra-ataque iniciada após um erro de passe do meio-campo santista. O placar de 3 a 1 para a Chapecoense colocou o time de Fábio Carille em uma situação desesperadora.

Reação tardia

Mesmo em um jogo apático, o Santos ainda conseguiu diminuir a diferença com Otero aos 40 minutos do segundo tempo, trazendo esperanças de uma reação nos minutos finais. No entanto, a Chapecoense soube se defender bem nos instantes decisivos e segurou a vitória, comemorando três pontos fundamentais na luta contra o rebaixamento.

A derrota do Santos, além de frustrante, pode custar caro na briga pelo título e pela promoção à Série A. Com o revés, a equipe corre o risco de perder a liderança ao final da rodada, dependendo dos resultados de seus concorrentes diretos.

Fábio Carille sob pressão

Com mais um tropeço fora de casa, a pressão sobre Fábio Carille e sua equipe tende a aumentar. Após um breve alívio com a conquista da liderança, o técnico novamente terá que lidar com a insatisfação da torcida santista, que já havia demonstrado sua impaciência após a derrota para o Mirassol, dias antes.

O próximo desafio do Santos será diante do Ceará, em um confronto que pode ser decisivo para as pretensões da equipe na reta final da Série B. O time precisará reencontrar o bom futebol e, principalmente, corrigir as falhas que têm sido recorrentes em jogos fora de casa, se quiser evitar novos tropeços e manter vivo o sonho do retorno à elite do futebol brasileiro.

Pontos de atenção na campanha santista

A campanha do Santos na Série B tem sido marcada por altos e baixos. Apesar de momentos brilhantes, como a sequência de três vitórias que levou o time à liderança, a equipe tem mostrado inconsistências, principalmente nos jogos fora de casa. Alguns pontos que têm preocupado:

  • Defesa vulnerável: O Santos tem sofrido com falhas defensivas, especialmente em jogadas aéreas, como ficou evidente nos gols da Chapecoense.
  • Falta de criatividade no ataque: Embora o time conte com jogadores experientes como Willian Bigode e Guilherme, a equipe tem criado poucas oportunidades claras de gol.
  • Dependência de jogadores-chave: A ausência de nomes como Diego Pituca e Gil foi sentida na partida contra a Chapecoense, evidenciando a falta de profundidade no elenco.

Para seguir firme na briga pela liderança e pela promoção, o Santos precisará ajustar esses aspectos, além de trabalhar a parte mental dos jogadores, que têm demonstrado nervosismo em momentos decisivos.

Próximos desafios

O Santos ainda tem confrontos importantes pela frente, e cada ponto será crucial na reta final da Série B. Além da partida contra o Ceará, o time enfrentará outros adversários diretos na briga pelo acesso, e a margem para erros será cada vez menor.

Detalhes da partida

  • Chapecoense 3 x 2 Santos
  • Gols: Guilherme (Santos), aos 43 minutos; Mário Sérgio (Chapecoense), aos 47 minutos do primeiro tempo; Marcelinho (Chapecoense), aos 22 minutos; Rafael Carvalheira (Chapecoense), aos 33 minutos; Otero (Santos), aos 40 minutos do segundo tempo.
  • Cartão amarelo: Marcelinho (Chapecoense).
  • Renda: R$ 345.540,00.
  • Público: 9.971 presentes.
  • Local: Arena Condá, Chapecó.

As próximas rodadas serão decisivas para o Santos, que precisa retomar o foco e encontrar o equilíbrio entre defesa e ataque para garantir seu retorno à Série A.

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