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River Plate precisa de um milagre histórico para chegar à final da Libertadores

Hulk e Deyverson
Hulk e Deyverson - Foto: Instagram Hulk e Deyverson - Foto: Instagram

Após um jogo de ida na Arena MRV, onde o Atlético-MG saiu vitorioso com um placar expressivo de 3 a 0, o River Plate se vê diante de um dos maiores desafios de sua história recente. Para garantir uma vaga na final da Libertadores 2024, a equipe argentina precisa reverter essa desvantagem em Buenos Aires no jogo de volta, algo que jamais foi feito por qualquer time em semifinais do torneio continental. O jogo decisivo está marcado para o dia 29 de outubro no Monumental de Núñez, palco onde o River já viveu grandes momentos, mas nunca uma virada dessa magnitude.

O peso do histórico das semifinais e as chances do River

Em 63 edições da Libertadores, a história é clara: nenhuma equipe conseguiu reverter uma diferença de mais de dois gols em uma semifinal. As estatísticas jogam contra o River Plate, que precisa de uma vitória por quatro gols de diferença para avançar de forma direta à final ou, no mínimo, igualar o placar para levar a decisão para os pênaltis. Dos dez casos de viradas em semifinais ao longo da história do torneio, o River Plate esteve envolvido em duas, mas sempre como o time que começou com vantagem, e não como o desafiante que teve que reverter o placar.

O caso mais recente de uma virada envolvendo o River foi em 2017, quando a equipe venceu o Lanús por 1 a 0 no Monumental, mas acabou derrotada por 4 a 2 no jogo de volta, sendo eliminada. Já em 1999, o time argentino venceu o Palmeiras em casa por 1 a 0, mas sofreu um revés de 3 a 0 em São Paulo, que deu a classificação ao time brasileiro, que seguiu para conquistar o título.

Viradas históricas no torneio: uma tarefa quase impossível

Para que o River Plate consiga realizar o que parece impossível, precisará desafiar não só o Atlético-MG, mas a própria história da competição. Reviravoltas no segundo jogo das semifinais são raras e, ainda mais incomum, quando se trata de reverter uma diferença de três gols. Em 2018, o River Plate protagonizou uma reviravolta contra o Grêmio, quando perdeu o primeiro jogo por 1 a 0 em casa, mas venceu o segundo por 2 a 1, garantindo a classificação pelo critério de gol fora de casa, que não faz mais parte do regulamento atual.

Outros exemplos de viradas memoráveis incluem edições como 1989, 1990, 1994, 2000, 2007, 2010 e 2013, mas todas elas ocorreram com diferenças menores que três gols. Portanto, o desafio que o River Plate enfrenta contra o Atlético-MG não encontra precedentes comparáveis em semifinais anteriores. A equipe de Buenos Aires precisará alcançar uma atuação perfeita e, mais do que isso, contar com uma noite desastrosa de seu adversário para manter viva a esperança de disputar a final em seu próprio estádio no dia 30 de novembro.

O desempenho do Atlético-MG fora de casa e a pressão do Monumental

Outro fator que pesa contra o River Plate é o desempenho do Atlético-MG fora de casa. A equipe brasileira tem se mostrado sólida ao longo da competição, com um estilo de jogo que privilegia a organização defensiva e o contra-ataque rápido. Mesmo jogando no Monumental de Núñez, o Atlético-MG pode explorar a necessidade do River de se lançar ao ataque, abrindo espaços para explorar contra-ataques.

Além disso, a pressão de reverter um placar de 3 a 0 pode pesar psicologicamente sobre os jogadores do River, que precisarão não só de uma atuação perfeita em termos de desempenho ofensivo, mas também de uma defesa impecável, já que sofrer um gol pode complicar ainda mais a missão de reverter a desvantagem.

O impacto da ausência do critério de gol fora de casa

Um aspecto que traz um pequeno alívio ao River Plate é a ausência do critério de gol fora de casa, que até pouco tempo atrás estava presente nas fases eliminatórias da Libertadores. Se o regulamento anterior estivesse em vigor, qualquer gol do Atlético-MG em Buenos Aires praticamente selaria o destino da equipe argentina. No entanto, com esse critério abolido, o River precisa apenas igualar o placar agregado para levar a disputa para os pênaltis, o que torna a tarefa difícil, mas não completamente inalcançável.

Ainda assim, a necessidade de vencer por quatro gols continua sendo o maior obstáculo. O Monumental de Núñez, que estará lotado de torcedores apaixonados, pode ser um fator motivacional, mas também uma fonte de pressão intensa, já que todos esperam uma resposta histórica da equipe.

Três exemplos de viradas inspiradoras na história recente do futebol

Para encontrar inspiração, o River Plate pode olhar para outros momentos históricos do futebol mundial, onde viradas improváveis se tornaram realidade. Três exemplos recentes de reviravoltas que chocaram o mundo incluem:

  • Barcelona x Paris Saint-Germain (2017): Após perder o primeiro jogo por 4 a 0, o Barcelona conseguiu uma vitória épica por 6 a 1 no Camp Nou, eliminando o PSG da Liga dos Campeões em uma das maiores viradas da história do futebol.
  • Liverpool x Barcelona (2019): O Liverpool perdeu por 3 a 0 no primeiro jogo das semifinais da Liga dos Campeões, mas venceu por 4 a 0 em Anfield, garantindo a vaga na final.
  • Roma x Barcelona (2018): Após perder o primeiro jogo por 4 a 1, a Roma conseguiu vencer o Barcelona por 3 a 0 no jogo de volta, avançando às semifinais da Liga dos Campeões.

Esses exemplos mostram que, embora raras, as viradas são possíveis, mas exigem uma combinação de habilidade, determinação e uma boa dose de sorte, algo que o River Plate precisará desesperadamente na noite decisiva contra o Atlético-MG.

Expectativa para a final e o caminho do vencedor

O vencedor do confronto entre River Plate e Atlético-MG terá pela frente o vencedor de Botafogo e Peñarol, que começam a disputa na próxima quinta-feira. A final da Libertadores de 2024 será realizada no Monumental de Núñez, no dia 30 de novembro, o que adiciona uma motivação extra para o River Plate, que sonha em disputar essa partida em sua própria casa. Para isso, contudo, o time argentino precisará primeiro superar o obstáculo gigantesco que o Atlético-MG representa.

Pontos a serem observados na volta

  • Necessidade de vitória por quatro gols de diferença para classificação direta.
  • Desempenho do Atlético-MG como visitante em competições internacionais.
  • Pressão psicológica sobre o River Plate jogando em casa com uma desvantagem tão grande.
  • A importância de não sofrer gols, o que tornaria a missão ainda mais difícil.

Para quem acompanha de perto o futebol sul-americano, o duelo entre River Plate e Atlético-MG promete ser emocionante, com todos os elementos de uma grande noite de futebol: pressão, história e a possibilidade de um milagre esportivo.

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