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Botafogo avança à final da Libertadores em noite dramática no Centenário

Savarino Botafogo Peñarol
Savarino Botafogo Peñarol - Foto: Delmiro Junior / Shutterstock.com Savarino Botafogo Peñarol - Foto: Delmiro Junior / Shutterstock.com

Botafogo assegura vaga na final da Libertadores, enfrentando uma pressão intensa do Peñarol em Montevidéu e superando os desafios em campo.

Botafogo deu um passo importante em sua busca pela glória continental ao garantir a vaga para a final da Copa Libertadores. Mesmo com a derrota por 3 a 1 para o pentacampeão Peñarol, a equipe carioca se manteve confiante e garantiu a classificação graças à goleada por 5 a 0 no jogo de ida, disputado no Nilton Santos. No estádio Centenário, em Montevidéu, o Glorioso enfrentou uma partida marcada pela pressão do adversário e a força de sua torcida.

Estratégia de um time focado na final

Já com o pensamento voltado para a decisão, o técnico Artur Jorge optou por uma formação mista, poupando cinco jogadores para evitar suspensões e lesões. Entre os poupados estavam o zagueiro Barboza e o volante Gregore, além dos atacantes Luiz Henrique e Igor Jesus, todos pendurados. A decisão se provou estratégica, permitindo que o time carioca jogasse com cautela e focasse no objetivo maior: a conquista do título inédito.

A escalação inicial contou com John; Vitinho, Adryelson, Bastos e Alex Telles; Danilo Barbosa e Marlon Freitas; Savarino, Tchê Tchê e Matheus Martins; Igor Jesus. Com um time parcialmente modificado, o Botafogo buscou administrar a vantagem conquistada no primeiro jogo.

Primeiro tempo: pressão intensa do Peñarol

Mesmo com o placar adverso no jogo de ida, o Peñarol entrou em campo com determinação, impulsionado pela torcida. Desde o início, a equipe uruguaia mostrou um ritmo acelerado, explorando as laterais e buscando oportunidades nas costas da defesa alvinegra. Logo no primeiro minuto, o atacante Léo Fernández quase abriu o placar, em um chute perigoso que passou rente ao gol.

O Botafogo enfrentava dificuldades para conter o ímpeto do adversário, com o time tentando lançamentos longos para que Tiquinho fizesse o pivô. No entanto, o atacante era marcado de perto, limitando as opções ofensivas da equipe carioca. Pelo lado esquerdo, Matheus Martins e Alex Telles tinham dificuldades para criar jogadas e chegar à área adversária.

Entre as poucas oportunidades criadas pelo Botafogo, uma cobrança de falta de Alex Telles aos 21 minutos e uma finalização de Savarino aos 28 trouxeram algum alívio. No entanto, o Peñarol continuava a pressionar, e aos 30 minutos, Báez abriu o placar com um belo chute de longa distância, sem chances para o goleiro John. Pouco depois, os uruguaios quase ampliaram, com um cabeceio perigoso de Pérez que acertou a trave.

Ao todo, o Peñarol realizou 15 finalizações apenas no primeiro tempo, enquanto o Botafogo conseguiu apenas quatro. A pressão continuou até o intervalo, e em um lance polêmico, o goleiro Aguerre, do Peñarol, foi expulso por uma falta em John após uma reclamação, deixando a equipe uruguaia com um jogador a menos para o segundo tempo.

Segunda etapa: ajustes e controle do jogo

No retorno do intervalo, Artur Jorge fez uma substituição estratégica, colocando Thiago Almada no lugar de Matheus Martins, que já havia recebido um cartão amarelo. A entrada de Almada trouxe mais estabilidade ao meio-campo, permitindo ao Botafogo segurar a posse de bola e criar jogadas com maior organização. Almada se destacou pela habilidade em driblar e romper a linha defensiva do Peñarol, o que trouxe novo ritmo à equipe.

Com Almada no comando do meio-campo, o Botafogo teve um pênalti inicialmente assinalado em uma jogada com Tiquinho, mas que foi revertido após revisão do árbitro. Mesmo com essa oportunidade perdida, a equipe carioca conseguiu manter o jogo sob controle, respondendo à pressão dos uruguaios.

Outras substituições também ajudaram a estabilizar o time. Mateo Ponte e Eduardo entraram nos lugares de Vitinho e Tchê Tchê, mantendo o equilíbrio no meio-campo. Entretanto, o Peñarol ainda conseguiu marcar novamente com Báez, deixando o placar em 2 a 0 e aumentando a intensidade da partida.

Momento decisivo e a pressão final

Aos 43 minutos, o Peñarol marcou seu terceiro gol com Batista, aproveitando-se de uma rápida jogada após uma desatenção da defesa botafoguense. Esse gol trouxe emoção aos minutos finais, mas o Botafogo conseguiu manter a tranquilidade, confiando na vantagem construída no jogo de ida. Com a torcida carioca nas arquibancadas já demonstrando apreensão, o técnico Artur Jorge fez as substituições necessárias para reforçar a defesa e garantir a classificação.

Apesar da derrota, o Botafogo demonstrou resiliência e preparo, mostrando-se pronto para o desafio final. O time agora segue com confiança renovada para a grande decisão, mantendo o sonho da conquista da Libertadores vivo e próximo de se tornar realidade.

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