Benefícios

FGTS, PIS/Pasep e 13º salário: direitos, valores e como garantir o benefício

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FGTS - Foto: Saulo Ferreira Angelo / Shutterstock.com FGTS - Foto: Saulo Ferreira Angelo / Shutterstock.com

Com a chegada do final do ano, os trabalhadores brasileiros se preparam para o recebimento de benefícios financeiros que podem aliviar o orçamento. O 13º salário, o abono salarial do PIS/Pasep e as modalidades de saque do FGTS são alguns dos mais aguardados. Garantidos por lei, esses valores oferecem um suporte crucial para milhares de famílias.

Esses recursos não apenas complementam a renda, mas também ajudam na organização das despesas de fim de ano. Entender quem tem direito a cada benefício, os valores disponíveis e os procedimentos necessários para acesso é essencial para aproveitá-los ao máximo.

A seguir, detalhamos tudo sobre os benefícios mais esperados pelos trabalhadores formais, aposentados e pensionistas.

O que é o 13º salário e como ele é calculado?

Instituído em 1962, o 13º salário é um benefício anual que garante uma renda extra a todos os trabalhadores com carteira assinada. Ele é calculado com base no salário mensal do empregado e proporcional ao tempo de trabalho no ano. Por exemplo, quem trabalhou o ano inteiro recebe um valor equivalente a um salário completo.

Para cada mês trabalhado, o trabalhador recebe 1/12 do valor do salário. Isso significa que quem trabalhou seis meses no ano recebe metade do salário como 13º. Benefícios adicionais, como horas extras e comissões, também entram no cálculo, aumentando o valor final.

O pagamento é feito em duas parcelas. A primeira, paga entre 1º de fevereiro e 30 de novembro, corresponde a metade do salário base. A segunda, que inclui os descontos legais, deve ser paga até 20 de dezembro. Trabalhadores domésticos, rurais e avulsos, além de aposentados e pensionistas do INSS, têm direito ao benefício.

Quem pode receber o abono salarial do PIS/Pasep?

O abono salarial funciona como um “14º salário” para trabalhadores que atendem a critérios específicos. Ele é pago anualmente e os valores variam conforme o número de meses trabalhados no ano-base. Para ter direito, é necessário:

  • Ter cadastro no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos.
  • Trabalhar com carteira assinada por no mínimo 30 dias no ano-base.
  • Receber, em média, até dois salários mínimos mensais no ano-base.
  • Estar com os dados corretamente informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou no eSocial.

O valor do benefício é proporcional ao tempo de trabalho. Por exemplo, quem trabalhou 12 meses no ano recebe o equivalente a um salário mínimo, enquanto quem trabalhou seis meses recebe metade desse valor. O pagamento é feito pela Caixa Econômica Federal (PIS) ou pelo Banco do Brasil (Pasep).

Saque-aniversário do FGTS: o que é e como funciona

O FGTS é um fundo criado para proteger o trabalhador em casos de demissão sem justa causa, além de oferecer suporte em outras situações, como compra de imóvel ou doenças graves. Uma modalidade especial, o saque-aniversário, permite retiradas anuais de parte do saldo no mês de aniversário do trabalhador.

Ao aderir ao saque-aniversário, o trabalhador abre mão do saque integral do FGTS em caso de demissão sem justa causa, mas mantém o direito à multa rescisória de 40%. A porcentagem disponível para saque depende do saldo acumulado, seguindo uma tabela progressiva:

  1. Até R$ 500: 50% do saldo.
  2. De R$ 500,01 a R$ 1.000: 40% do saldo + R$ 50 adicionais.
  3. De R$ 1.000,01 a R$ 5.000: 30% do saldo + R$ 150 adicionais.
  4. De R$ 5.000,01 a R$ 10.000: 20% do saldo + R$ 650 adicionais.
  5. De R$ 10.000,01 a R$ 15.000: 15% do saldo + R$ 1.150 adicionais.
  6. De R$ 15.000,01 a R$ 20.000: 10% do saldo + R$ 1.900 adicionais.
  7. Acima de R$ 20.000: 5% do saldo + R$ 2.900 adicionais.

A adesão ao saque-aniversário é feita pelo aplicativo FGTS ou pelo site da Caixa. O trabalhador pode sacar o valor disponível uma vez por ano, conforme o calendário estabelecido.

Importância de manter os dados atualizados

Para garantir o recebimento de qualquer um desses benefícios, é crucial manter os dados pessoais e trabalhistas atualizados junto aos órgãos responsáveis. Informações inconsistentes podem atrasar ou até impedir o pagamento. Aplicativos, sites e agências bancárias são as principais ferramentas para consultas e regularizações.

Esses benefícios representam não apenas um direito, mas também uma oportunidade de organizar o orçamento. Planejar o uso dos recursos recebidos, priorizando dívidas e despesas essenciais, pode trazer mais tranquilidade financeira para o próximo ano.

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