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Chuva intensa alaga Balneário Camboriú e cidades vizinhas, com ruas submersas e deslizamentos

Prefeitura de Camboriú
SC — Foto: Prefeitura de Camboriú/Divulgação SC — Foto: Prefeitura de Camboriú/Divulgação

As cidades do litoral norte de Santa Catarina enfrentam graves consequências causadas pelas fortes chuvas que atingiram a região na manhã desta quinta-feira, 16 de janeiro de 2025. Balneário Camboriú, Camboriú, Itajaí, Governador Celso Ramos e Itapema estão entre os municípios mais afetados. Alagamentos severos, deslizamentos de terra e interrupções em vias foram relatados, colocando autoridades e moradores em estado de alerta. Os índices pluviométricos registrados em algumas áreas ultrapassaram 160 milímetros em poucas horas, intensificando os impactos e levando ao decreto de emergência em pelo menos quatro cidades.

A gravidade da situação é visível nos relatos e imagens divulgadas. Carros submersos em ruas alagadas, deslizamentos bloqueando vias importantes e estruturas públicas danificadas são alguns dos efeitos diretos das chuvas. Em Camboriú, o caso de uma mulher grávida que precisou dar à luz em casa após ficar ilhada destaca a dimensão humana da tragédia. Enquanto isso, em Balneário Camboriú, um dos principais pontos turísticos do estado, a BR-101 registrou cenas impressionantes de uma cascata formada na região do Túnel do Morro do Boi, evidenciando a força das águas.

As autoridades locais e estaduais mobilizam equipes para atender às emergências. A Defesa Civil está em operação constante, monitorando áreas de risco, prestando assistência a desalojados e coordenando os esforços de resgate. Moradores relatam dificuldades para acessar serviços básicos, enquanto as cidades trabalham para minimizar os danos e restabelecer a normalidade.

Micro-ônibus na marginal da BR-101, em Balneário Camboriú — Foto: Patrícia Silveira/NSC TV
Micro-ônibus na marginal da BR-101, em Balneário Camboriú — Foto: Patrícia Silveira/NSC TV

Regiões mais afetadas e suas condições críticas

O impacto das chuvas em Santa Catarina foi amplamente sentido em várias cidades, com relatos detalhados de prejuízos e dificuldades enfrentadas por moradores e autoridades:

  • Balneário Camboriú: Com ruas completamente alagadas, a cidade enfrentou severas interrupções na mobilidade. A marginal da BR-101 ficou submersa, dificultando o tráfego. Além disso, 14 unidades de educação foram afetadas, prejudicando o acesso de crianças às escolas.
  • Camboriú: Diversos bairros e ruas ficaram alagados, deixando moradores presos em suas casas. A abertura de três abrigos provisórios foi necessária para acomodar famílias desalojadas. Entre os casos marcantes, destaca-se o de uma mulher grávida que deu à luz em meio ao alagamento, exemplificando o impacto direto das enchentes na população.
  • Itajaí: A cidade registrou alagamentos severos em áreas urbanas e deslizamentos de terra no Caminho de Cabeçudas. Serviços de saúde, como a Unidade Básica Nossa Senhora das Graças, também foram atingidos, dificultando o atendimento à população.
  • Governador Celso Ramos: A força das águas causou danos significativos, incluindo a queda da base do quartel dos bombeiros, abertura de crateras em vias importantes e deslizamentos que comprometeram a segurança de estradas.
  • Itapema: Embora menos afetada em comparação a outras cidades, registrou pontos críticos de alagamento, incluindo a evacuação emergencial de uma creche onde crianças estavam em risco.

Acumulados de chuva e estatísticas alarmantes

Os índices pluviométricos registrados em Santa Catarina reforçam a gravidade da situação. Tijucas liderou com 166,4 milímetros de chuva em apenas seis horas, seguida por Camboriú (162,3 mm) e Balneário Camboriú (134,3 mm). Esses volumes estão muito acima do esperado para o período, evidenciando a intensidade do evento climático. Em Itapema, o acumulado foi de 42,6 mm, suficiente para causar transtornos pontuais.

Esses números destacam a vulnerabilidade da região, que combina áreas densamente povoadas com infraestrutura urbana suscetível a eventos climáticos extremos. O impacto dos acumulados de chuva sobre a drenagem e o solo encharcado aumentou o risco de deslizamentos e transbordamento de rios.

Infraestrutura comprometida e desafios na mobilidade

A BR-101, uma das principais vias de ligação do estado, foi severamente afetada. No Túnel do Morro do Boi, a formação de uma cascata tornou o trecho perigoso para motoristas. A marginal da rodovia também foi tomada pelas águas, com veículos submersos e tráfego interrompido.

Nas áreas urbanas, ruas alagadas dificultaram a locomoção e aumentaram os riscos de acidentes. Em Camboriú e Balneário Camboriú, muitos veículos foram arrastados pela correnteza, enquanto pedestres enfrentaram dificuldades para atravessar vias inundadas.

Além das estradas, a infraestrutura de serviços essenciais sofreu danos consideráveis. Escolas foram fechadas, unidades de saúde interromperam os atendimentos e prédios públicos enfrentaram alagamentos.

Respostas emergenciais e ações de resgate

A Defesa Civil lidera os esforços para responder aos impactos das chuvas. Equipes foram mobilizadas para resgatar moradores em áreas de risco, realocar desalojados e monitorar novos deslizamentos. Em Camboriú, três abrigos foram abertos para acolher as famílias afetadas, enquanto em Itajaí, resgates foram realizados em áreas onde o nível da água subiu rapidamente.

Os serviços de emergência também atuaram na retirada de crianças de uma creche inundada em Itapema. Esses esforços foram cruciais para evitar perdas humanas em meio à calamidade.

Histórias que refletem o impacto humano

A tragédia das chuvas em Santa Catarina trouxe à tona relatos emocionantes de resiliência e solidariedade. O caso da grávida de 35 semanas, que deu à luz em casa após ficar ilhada, ilustra a complexidade dos desafios enfrentados por moradores em situações extremas. Apesar das condições adversas, o parto foi bem-sucedido, graças ao apoio remoto de profissionais de saúde.

Outro episódio notável ocorreu em Governador Celso Ramos, onde a força das águas abriu uma cratera em uma avenida movimentada, comprometendo a segurança e a circulação. Essas histórias destacam o impacto humano por trás dos números e dados.

Medidas preventivas e lições aprendidas

A frequência crescente de eventos climáticos extremos em Santa Catarina levanta a necessidade de ações preventivas mais robustas. Investimentos em infraestrutura resiliente, sistemas de drenagem eficientes e planejamento urbano adaptado às mudanças climáticas são fundamentais para mitigar os impactos futuros.

A conscientização da população sobre os riscos e a adoção de medidas de autoproteção também são essenciais. Campanhas educativas e sistemas de alerta precoce podem ajudar a reduzir os danos humanos e materiais.

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