A cantora Lexa enfrenta um dos momentos mais difíceis de sua vida após o falecimento de sua filha, Sofia, ocorrido em 5 de fevereiro de 2025. A bebê, fruto do relacionamento com o ator Ricardo Vianna, nasceu prematura devido a uma pré-eclâmpsia precoce com síndrome de HELLP, uma das complicações mais graves da gestação. Após 17 dias de internação da cantora no Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo, e uma batalha intensa pela vida da bebê na UTI neonatal, Sofia não resistiu. A notícia gerou forte comoção entre fãs e artistas, que prestaram apoio e solidariedade ao casal. O relato de Lexa sobre a perda de sua filha trouxe à tona o impacto devastador da pré-eclâmpsia e das complicações associadas à gestação de alto risco, além do luto materno, um tema muitas vezes silenciado.
Desde o diagnóstico precoce da doença, Lexa enfrentou um período crítico de internação. A cantora passou por tratamento intensivo, incluindo o uso de anticoagulantes como Clexane, exames constantes com mais de 100 coletas de sangue e acompanhamento na semi-intensiva, além de três dias na UTI sob sulfatação para estabilização da pressão arterial. O estado de saúde da artista e do bebê exigia monitoramento contínuo, pois a pré-eclâmpsia precoce compromete diretamente órgãos vitais, como fígado e rins, além de afetar a oxigenação e nutrição do feto.
A chegada de Sofia foi marcada por esperança e desespero. No dia 2 de fevereiro, às 15h03, Lexa anunciou o nascimento da filha chamando-a de “nosso milagre”. No entanto, três dias depois, a bebê não resistiu às complicações da prematuridade extrema. Em seu desabafo, a cantora relembrou os momentos de gestação, os sonhos idealizados e os últimos minutos ao lado da filha, ainda viva na incubadora. Com palavras emocionadas, Lexa descreveu a dor do luto materno, a sensação de vazio e a dificuldade de seguir em frente sem a bebê que tanto desejou.
A pré-eclâmpsia precoce e seus impactos na gestação
A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de complicações durante a gravidez, afetando cerca de 5% a 8% das gestantes em todo o mundo. Em sua forma precoce, diagnosticada antes da 34ª semana, os riscos se tornam ainda mais elevados, podendo levar a restrição do crescimento intrauterino, parto prematuro e até morte materno-fetal. No caso de Lexa, a condição evoluiu para a síndrome de HELLP, uma complicação grave caracterizada por hemólise, elevação de enzimas hepáticas e baixa contagem de plaquetas, tornando o quadro ainda mais crítico.
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento da pré-eclâmpsia incluem histórico familiar da doença, obesidade, primeira gestação, idade materna acima de 35 anos e condições pré-existentes, como hipertensão e diabetes. Apesar dos avanços na medicina, a causa exata da doença ainda não é completamente compreendida, mas acredita-se que esteja relacionada a uma disfunção placentária que compromete o fluxo sanguíneo entre mãe e bebê.
Sintomas da pré-eclâmpsia e síndrome de HELLP
- Hipertensão arterial persistente durante a gravidez
- Proteinúria (presença de proteínas na urina)
- Edema acentuado nas mãos, rosto e pernas
- Dores de cabeça intensas e frequentes
- Distúrbios visuais, como visão embaçada ou flashes de luz
- Dor intensa no lado direito do abdômen, abaixo das costelas
- Náuseas e vômitos persistentes, acompanhados de mal-estar geral
O diagnóstico precoce e o acompanhamento rigoroso são fundamentais para evitar complicações mais graves. No caso de gestantes com fatores de risco, a administração de ácido acetilsalicílico (AAS) e cálcio pode ser indicada para reduzir a probabilidade de desenvolvimento da doença, estratégia adotada por Lexa durante toda a gestação.
Prematuridade extrema e desafios da UTI neonatal
Sofia nasceu com apenas 25 semanas e 4 dias de gestação, sendo considerada uma bebê prematura extrema. Esse grupo corresponde a recém-nascidos que vêm ao mundo antes das 28 semanas e apresentam taxas de sobrevivência reduzidas, mesmo com suporte médico avançado. A imaturidade pulmonar é um dos principais desafios enfrentados, exigindo ventilação mecânica imediata para garantir a oxigenação do bebê.
No Brasil, cerca de 12% dos partos são prematuros, e os nascimentos antes da 28ª semana estão entre os mais críticos. As taxas de sobrevivência de bebês com menos de 26 semanas variam entre 30% e 50%, dependendo do suporte neonatal disponível. Os avanços na medicina intensiva aumentaram consideravelmente as chances de vida desses bebês, mas os riscos de complicações neurológicas, respiratórias e cardíacas permanecem elevados.
Consequências da prematuridade extrema para o bebê
- Necessidade de suporte ventilatório prolongado
- Maior risco de hemorragias intracranianas
- Alterações no desenvolvimento neurológico
- Dificuldades alimentares devido à imaturidade do sistema digestivo
- Maior suscetibilidade a infecções devido à fragilidade do sistema imunológico
No caso de Sofia, apesar de todos os esforços da equipe médica da UTI neonatal, as complicações foram irreversíveis. Lexa e Ricardo Vianna descreveram a força da filha nos poucos dias de vida, reforçando a luta travada pela bebê para sobreviver.
O impacto emocional do luto materno
A perda de um filho durante a gestação ou nos primeiros dias de vida é uma das experiências mais devastadoras para uma mãe. Lexa compartilhou em suas redes sociais o impacto da despedida de Sofia, descrevendo a dor intensa ao enterrá-la e a dificuldade de lidar com os sintomas físicos pós-parto, como os seios cheios de leite sem a presença da bebê.
Estudos indicam que mulheres que passam pelo luto gestacional têm um risco aumentado de desenvolver depressão pós-parto, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático. O apoio psicológico e o acolhimento são fundamentais nesse processo, permitindo que as mães vivam seu luto de maneira saudável.
Repercussão nas redes sociais e apoio de fãs e artistas
Desde a confirmação da morte de Sofia, Lexa recebeu uma onda de apoio nas redes sociais. Hashtags como #ForçaLexa e #LutoPorSofia se tornaram tendências, com milhares de mensagens enviadas por fãs e colegas do meio artístico. Artistas como Anitta, Ludmilla e Preta Gil manifestaram solidariedade à cantora, reforçando a importância do acolhimento nesse momento.
A dor do casal também abriu espaço para um debate maior sobre a necessidade de assistência emocional e médica para mães que enfrentam gestação de alto risco. O caso de Lexa trouxe à tona a importância do acompanhamento pré-natal rigoroso e do suporte psicológico no luto perinatal.

