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Vulcão Kilauea entra em erupção e lança lava a 100 metros de altura no Havaí

Kilauea volcano
Kilauea volcano - Foto: Joe Belanger/Shutterstock.com Kilauea volcano - Foto: Joe Belanger/Shutterstock.com

O vulcão Kilauea, um dos mais ativos do mundo, voltou a entrar em erupção nesta terça-feira, 11 de fevereiro de 2025, lançando jatos de lava que alcançaram 100 metros de altura. A atividade vulcânica ocorreu dentro da cratera Halemaumau, localizada no Parque Nacional dos Vulcões do Havaí, sem ameaçar diretamente áreas residenciais. Este evento marca o nono episódio eruptivo desde dezembro de 2024, quando o vulcão reiniciou suas atividades com ciclos intermitentes de erupção e pausa. Autoridades havaianas monitoram a situação de perto, alertando para possíveis riscos decorrentes da emissão de gases tóxicos e da dispersão de fragmentos de vidro vulcânico.

A lava começou a ser expelida às 10h16 da manhã, cobrindo rapidamente o chão da cratera. Em pouco tempo, um jato de magma foi lançado a uma altura impressionante, seguido por fontes contínuas que variaram entre 16 e 200 pés. Apesar de a erupção estar contida na caldeira do vulcão, a grande quantidade de lava e gases vulcânicos emitidos preocupa especialistas, que acompanham a situação para prever possíveis mudanças no padrão da atividade sísmica.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou uma série de pequenos tremores antes da erupção, um indicativo de que a pressão interna do vulcão estava aumentando. Segundo os cientistas, a presença de lava próxima à superfície indica que novas explosões podem ocorrer nos próximos dias.

A intensidade da erupção e os riscos associados

O Kilauea tem um histórico de erupções intensas que impactaram significativamente o Havaí. A erupção atual, apesar de não ameaçar áreas habitadas, ainda representa riscos significativos, principalmente devido às emissões de dióxido de enxofre, que podem causar problemas respiratórios em populações vulneráveis.

A liberação de fragmentos de vidro vulcânico, conhecidos como “cabelos de Pele”, também é um fator preocupante. Essas partículas finas e cortantes, formadas pelo rápido resfriamento da lava ao entrar em contato com o ar, podem ser transportadas pelo vento e atingir regiões próximas.

Especialistas recomendam que visitantes e moradores evitem inalar os gases expelidos pelo vulcão e utilizem proteção ao circular em áreas afetadas. O contato direto com os fragmentos de vidro pode causar irritações na pele e nos olhos, sendo essencial tomar precauções para minimizar os impactos da atividade vulcânica.

Histórico de erupções do Kilauea

O Kilauea tem registrado atividade vulcânica contínua por séculos. A primeira erupção documentada ocorreu em 1823, mas estudos geológicos indicam que a atividade do vulcão remonta a pelo menos 280.000 anos. Nos últimos séculos, o Kilauea passou por períodos de erupção explosiva e efusiva, alternando fases de atividade intensa com momentos de relativa calmaria.

Entre os eventos mais marcantes está a erupção de 1790, que resultou na morte de centenas de havaianos que atravessavam a região. Outro episódio significativo ocorreu em 1924, quando uma explosão ampliou a cratera Halemaumau e provocou a liberação de grandes quantidades de cinzas e gases tóxicos.

Nos tempos modernos, a erupção de 2018 foi uma das mais destrutivas da história recente do Kilauea. Durante esse evento, rios de lava cobriram cerca de 35 km², destruíram mais de 700 residências e alteraram permanentemente a paisagem da Ilha Grande do Havaí.

Os ciclos eruptivos recentes e a atividade atual

Desde dezembro de 2024, o Kilauea tem apresentado episódios frequentes de atividade vulcânica. O primeiro grande evento dessa sequência ocorreu em 23 de dezembro, quando fissuras na caldeira expeliram lava que atingiu 79 metros de altura. A erupção continuou por vários dias, criando novas camadas de rocha na região do cume do vulcão.

A atual erupção segue o padrão de ciclos anteriores, com períodos de intensa atividade seguidos por pausas temporárias. Em janeiro de 2025, um episódio semelhante ocorreu, com fontes de lava ultrapassando 76 metros de altura e cobrindo uma área de aproximadamente 650 acres.

Nos últimos dois meses, as erupções do Kilauea variaram entre 13 horas e oito dias de duração, sempre monitoradas pelo USGS e pelo Observatório de Vulcões do Havaí.

Impactos ambientais e medidas de segurança

O impacto ambiental das erupções do Kilauea é uma preocupação constante. A emissão de gases vulcânicos contribui para a formação do chamado “vog”, uma névoa vulcânica rica em dióxido de enxofre que pode prejudicar a qualidade do ar e afetar a saúde respiratória da população local.

O Serviço de Parques Nacionais do Havaí tem reforçado as orientações para visitantes, recomendando que permaneçam a uma distância segura das áreas de erupção e evitem exposição prolongada aos gases liberados pelo vulcão.

Além disso, equipes de emergência monitoram a possível contaminação de fontes de água próximas ao vulcão. A presença de enxofre e outros compostos químicos pode alterar o pH da água, tornando-a imprópria para consumo.

Curiosidades sobre o Kilauea

  • O nome “Kilauea” significa “espalhando muito” ou “vomitando” em havaiano, uma referência à constante atividade vulcânica.
  • O vulcão é considerado a morada da deusa Pele, divindade havaiana associada ao fogo e aos vulcões.
  • Em 2018, o Kilauea lançou tanta lava que aumentou a área da Ilha Grande do Havaí em 3,5 km².
  • A cratera Halemaumau, epicentro da erupção atual, tem mais de 900 metros de diâmetro e atinge profundidades superiores a 400 metros.

Estatísticas e dados sobre a erupção

  • A erupção de 11 de fevereiro de 2025 produziu jatos de lava que atingiram até 100 metros de altura.
  • O atual ciclo de erupções começou em 23 de dezembro de 2024 e já contou com nove episódios distintos.
  • Desde dezembro, a lava do Kilauea já cobriu aproximadamente 650 acres da caldeira Halemaumau.
  • O vulcão Kilauea está localizado a cerca de 320 km de Honolulu e tem uma altitude de 1.247 metros acima do nível do mar.

Linha do tempo das últimas erupções

  • 23 de dezembro de 2024: Início do atual ciclo eruptivo, com fontes de lava de até 79 metros.
  • 3 de janeiro de 2025: Erupção intensa, com atividade vulcânica durando cerca de 21,5 horas.
  • 26 de janeiro de 2025: Novo episódio de curta duração, mas com emissões de gases significativas.
  • 3 de fevereiro de 2025: Erupção com jatos de lava ultrapassando 76 metros.
  • 11 de fevereiro de 2025: Atual episódio eruptivo, com lava atingindo até 100 metros de altura.

Monitoramento e expectativas futuras

Os cientistas do USGS seguem monitorando de perto o comportamento do Kilauea. A presença de lava próxima à superfície sugere que novas erupções podem ocorrer nas próximas semanas. Além disso, a atividade sísmica na região continua elevada, indicando que o vulcão permanece instável.

As autoridades havaianas mantêm um estado de alerta para possíveis mudanças nos padrões de erupção. Enquanto a lava permanece confinada ao Parque Nacional dos Vulcões, o impacto ambiental e os riscos à saúde pública seguem sendo questões centrais na gestão dessa crise geológica.

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