Copa do Brasil

Fluminense goleia Águia de Marabá por 8 a 0 e marca história na Copa do Brasil

German Cano Fluminense
German Cano Fluminense - Foto: Instagram German Cano Fluminense - Foto: Instagram

No Mangueirão, em Belém, o Fluminense protagonizou uma noite histórica ao golear o Águia de Marabá por 8 a 0 na estreia da Copa do Brasil de 2025. O placar elástico não apenas garantiu a classificação para a segunda fase, mas também estabeleceu um novo recorde como a maior vitória do clube carioca na competição, superando os 6 a 0 aplicados sobre o Maranhão, em 2000, e o Adesg, em 2007. Canobbio abriu o marcador, seguido por Germán Cano, que anotou dois gols, enquanto Ignacio, Paulo Baya, Arias, Everaldo e Serna completaram a festa tricolor. O jogo, disputado em uma quarta-feira, demonstrou a superioridade técnica e tática do time comandado por Mano Menezes, que não deu chances ao adversário paraense. A diferença entre os elencos ficou evidente desde o início, refletindo não só o abismo financeiro – com o Fluminense operando uma folha salarial de cerca de R$ 10 milhões mensais contra os R$ 200 mil do Águia – mas também a preparação física e o entrosamento de um time que busca retomar seu protagonismo no futebol brasileiro.

Com esse resultado, o Tricolor avançou para enfrentar o Caxias, do Rio Grande do Sul, na próxima etapa do torneio, entre os dias 5 e 12 de março. A goleada também trouxe alívio financeiro, com a premiação pela classificação variando entre R$ 1 milhão e R$ 1,8 milhão, dependendo do grupo definido pela CBF.

Para os torcedores, a atuação avassaladora reacendeu a esperança de uma campanha sólida na Copa do Brasil, competição que o clube não vence desde 2007, ano de seu único título no torneio.

Domínio tricolor em Belém

A vitória por 8 a 0 não foi apenas um placar expressivo, mas um reflexo do domínio absoluto do Fluminense no Mangueirão. O time carioca controlou a posse de bola desde os primeiros minutos, aproveitando a fragilidade defensiva do Águia de Marabá, que não conseguiu responder às investidas ofensivas. A torcida presente, apesar de reduzida devido à distância do Rio de Janeiro e à concorrência com jogos locais de Remo e Paysandu, vibrou com cada gol.

O técnico Mano Menezes optou por uma escalação ofensiva, mesclando titulares como Cano e Arias com jovens promissores como Paulo Baya, que deixaram sua marca no placar. A estratégia deu certo, e o Fluminense construiu o resultado sem dificuldades, mesmo enfrentando um gramado pesado devido às chuvas recentes na região.

Ataque em foco: os protagonistas da goleada

O desempenho do ataque tricolor foi o grande destaque da partida contra o Águia de Marabá. Germán Cano, com dois gols, reforçou sua posição como um dos principais artilheiros do Fluminense nos últimos anos. O argentino, que já conquistou a torcida com atuações decisivas em competições como a Libertadores, mostrou mais uma vez sua capacidade de finalização precisa, aproveitando cruzamentos e jogadas trabalhadas pelo meio-campo. Canobbio, outro estrangeiro em noite inspirada, abriu o caminho para a goleada com um gol logo no início, enquanto Arias, Ignacio, Everaldo e Serna também brilharam, evidenciando a variedade de opções no elenco.

Além dos gols, a partida destacou a evolução tática do time sob o comando de Mano Menezes. Diferente de jogos anteriores, quando o Fluminense enfrentou dificuldades para converter chances em gols, desta vez a eficiência foi notável. O Águia de Marabá, mesmo com o goleiro Axel fazendo defesas importantes no primeiro tempo, não resistiu à pressão constante, que culminou em um placar histórico. A trave, aliada do time paraense em alguns momentos, não foi suficiente para evitar o massacre.

A goleada também serviu como preparação para os próximos desafios. Com o Caxias no horizonte e as semifinais do Campeonato Carioca se aproximando, o Fluminense demonstrou que seu ataque está afiado, pronto para encarar adversários mais qualificados na sequência da temporada.

Recordes quebrados: um marco na história do Fluminense

A vitória por 8 a 0 sobre o Águia de Marabá entrou para os anais do Fluminense como um marco na Copa do Brasil. Antes desse jogo, o clube já havia registrado goleadas expressivas no torneio, como os 6 a 0 sobre o Maranhão, em 2000, e sobre o Adesg, em 2007. Outras vitórias notáveis incluem 5 a 0 contra Salgueiro, em 2018, e Horizonte, em 2014, além de um 5 a 1 diante do Sampaio Corrêa, em 2002. O placar em Belém, porém, elevou o patamar das atuações tricolores na competição, consolidando a partida como a mais avassaladora de sua história no mata-mata nacional.

O confronto também trouxe à tona memórias de embates passados entre Fluminense e Águia de Marabá. Em 2009, na segunda fase da Copa do Brasil, o time paraense surpreendeu ao vencer por 2 a 1 no Mangueirão, com gols de Aleílson e Sinésio, enquanto Fred marcou para o Tricolor. No jogo de volta, no Maracanã, o Fluminense devolveu o resultado com um 3 a 0, avançando no torneio. Desta vez, não houve espaço para surpresas: o domínio foi total, e o placar refletiu a superioridade do clube carioca.

Esse feito histórico também reforça a tradição do Fluminense em competições de mata-mata. O título de 2007, conquistado com vitórias marcantes e um elenco liderado por nomes como Thiago Neves e Roger, segue como referência para o clube, que agora busca repetir o sucesso em 2025.

Números e detalhes da noite inesquecível

A goleada do Fluminense foi além do placar e trouxe números que impressionam. Confira alguns dados que marcaram a partida no Mangueirão:

  • Oito gols marcados por sete jogadores diferentes, mostrando a diversidade ofensiva do elenco.
  • Germán Cano alcançou a marca de dois gols, consolidando sua liderança entre os artilheiros do time na temporada.
  • Nenhum gol sofrido, evidenciando a solidez defensiva mantida nas últimas três partidas.
  • Posse de bola superior a 70%, com mais de 20 finalizações ao longo do jogo.

O desempenho coletivo foi complementado por atuações individuais brilhantes. Cano, com sua presença de área, e Canobbio, com velocidade e precisão, foram os motores do ataque, enquanto jovens como Paulo Baya e Serna aproveitaram a oportunidade para ganhar confiança. A vitória também colocou o Fluminense entre os clubes com maior número de gols em uma única partida na edição de 2025 da Copa do Brasil, até o momento.

Caminho tricolor: o que vem pela frente

Com a classificação assegurada, o Fluminense já mira o próximo adversário na Copa do Brasil: o Caxias, do Rio Grande do Sul. O time gaúcho avançou ao eliminar o Dourados-MS, com dois gols de Tomas Bastos, e enfrentará o Tricolor em jogo único entre os dias 5 e 12 de março. Antes disso, o clube carioca tem compromissos decisivos pelo Campeonato Carioca, onde encara o Volta Redonda no domingo, dia 2, pela ida das semifinais, com a volta marcada para a semana seguinte.

A estratégia de Mano Menezes será crucial nos próximos dias. O técnico optou por poupar Thiago Silva na viagem a Belém, preservando o zagueiro para os duelos do estadual, enquanto deu minutos a reservas como Otávio, reforço vindo do Athletico Paranaense. A rotação no elenco pode ser um diferencial para manter o fôlego em uma sequência que inclui jogos a cada três dias, alternando entre as duas competições.

O bom momento do Fluminense, com cinco jogos de invencibilidade, também passa pela solidez defensiva. A equipe não sofreu gols nas últimas três partidas, um sinal positivo para enfrentar adversários mais fortes, como o Caxias, que tem tradição em competições de mata-mata e promete oferecer maior resistência.

Águia de Marabá: lições de uma derrota dura

Do outro lado do confronto, o Águia de Marabá enfrentou uma noite difícil no Mangueirão. O time paraense, que disputa o Campeonato Paraense e chegou à terceira fase da Copa do Brasil em 2024, não conseguiu repetir o desempenho de campanhas anteriores. Em 2025, o Águia acumula três vitórias, dois empates e duas derrotas no estadual, ocupando a quinta posição antes do jogo contra o Fluminense. A goleada sofrida expôs as limitações do elenco, que não encontrou formas de conter o ataque tricolor.

Historicamente, o Águia já mostrou que pode surpreender. Em 2009, a vitória por 2 a 1 sobre o próprio Fluminense, na mesma Copa do Brasil, foi um marco para o clube, que na época contava com o apoio da torcida local para fazer frente a um adversário de Série A. Desta vez, porém, a diferença técnica e financeira foi um obstáculo intransponível. Com uma folha salarial de cerca de R$ 200 mil, o Águia depende de avanços no torneio para equilibrar as finanças, e a eliminação precoce frustra esses planos.

O próximo desafio do Águia será no domingo, dia 2, às 15h30, pelo Campeonato Paraense. Apesar do revés, o clube segue como um representante importante do futebol do Norte, carregando a experiência de enfrentar gigantes como lição para os jogos futuros.

Tradição e ambição: Fluminense na Copa do Brasil

O Fluminense tem uma relação especial com a Copa do Brasil, torneio que conquistou em 2007 com uma campanha memorável. Naquele ano, o time superou adversários como Goiás e Figueirense antes de vencer o Boavista na final, garantindo o título e uma vaga na Libertadores de 2008. Desde então, o clube alternou participações consistentes com eliminações inesperadas, mas sempre manteve sua fama de ser competitivo em mata-matas.

Em 2025, a ausência na Libertadores trouxe o Fluminense de volta à primeira fase da Copa do Brasil, algo que não ocorria desde 2020. A estreia com goleada reacende a memória do torcedor e coloca o time como um dos favoritos a avançar nas próximas etapas. A vitória por 8 a 0 também reflete o trabalho de Mano Menezes, que assumiu o comando no fim do ano passado e vem ajustando o elenco após um início irregular no estadual.

A combinação de experiência, com nomes como Cano e Thiago Silva, e juventude, com jogadores como Serna e Paulo Baya, dá ao Fluminense um elenco equilibrado. A goleada no Mangueirão foi apenas o primeiro passo de uma jornada que promete ser longa, com o clube mirando o bicampeonato e uma nova página de glórias na competição.

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