Prime Video cobra R$ 10 extras para remover anúncios a partir de abril

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Prime Video - Foto: Reprodução

A Amazon anunciou uma mudança significativa para os assinantes do Prime Video no Brasil, que passará a incluir anúncios em filmes e séries a partir de 2 de abril de 2025. Quem desejar manter a experiência sem interrupções publicitárias terá de desembolsar R$ 10 adicionais por mês, elevando o valor da assinatura para R$ 29,90. A novidade, comunicada por e-mail aos usuários, alinha o serviço a uma tendência global entre plataformas de streaming, como Netflix, Disney+ e Max, que já adotam propagandas em seus catálogos. A empresa justificou a decisão como uma estratégia para continuar investindo em conteúdo de qualidade, prometendo um volume de anúncios menor que o da televisão tradicional e de concorrentes. A alteração impactará milhões de brasileiros que utilizam o Prime Video, integrado ao pacote Amazon Prime, atualmente disponível por R$ 19,90 mensais ou R$ 166,80 anuais.

Os assinantes que preferirem evitar os anúncios terão a opção de migrar para o novo plano sem propaganda no mesmo dia em que a mudança entra em vigor. Aqueles que optarem por permanecer no plano atual, com custo inalterado de R$ 19,90 por mês, começarão a ver comerciais durante as exibições. A Amazon também informou que os usuários podem cancelar a assinatura a qualquer momento, com reembolso proporcional ao período restante, ou verificar a data de renovação em suas contas. A medida reflete um movimento estratégico da gigante do varejo para ampliar receitas publicitárias, que já cresceram 24% em 2024, alcançando US$ 11,82 bilhões no primeiro trimestre globalmente.

Com mais de 200 milhões de usuários mensais em sua plataforma ad-supported worldwide, o Prime Video se prepara para expandir ainda mais sua presença publicitária em 2025, incluindo mercados como Brasil, Índia e Japão. Aqui, o serviço é um dos mais acessíveis entre os streamings, especialmente no plano anual, que equivale a R$ 13,90 por mês. A introdução de anúncios pode alterar a percepção de custo-benefício entre os consumidores, enquanto a opção sem propagandas, a R$ 29,90, posiciona o Prime Video em um patamar de preço próximo ao de alguns concorrentes.

Mudança no Prime Video sacode o mercado

Assinantes enfrentam nova realidade com propagandas

A partir de abril, os usuários do Prime Video no Brasil terão de decidir entre aceitar anúncios ou pagar mais para evitá-los. A Amazon informou que a quantidade de comerciais será limitada, mas não especificou a duração exata por hora de conteúdo, apenas garantindo que será inferior à média da TV aberta e de outros serviços de streaming. Nos Estados Unidos, onde os anúncios foram introduzidos em janeiro de 2024, o volume varia entre 2 e 3,5 minutos por hora, oferecendo uma base para o que pode ser esperado localmente. A decisão gerou reações mistas entre os assinantes, com alguns considerando o preço atual competitivo o suficiente para tolerar propagandas, enquanto outros planejam migrar para o plano sem anúncios.

O pacote Amazon Prime, que inclui o Video junto a benefícios como frete grátis em compras e acesso ao Prime Music, é um dos mais populares no país, com milhões de assinantes. A introdução de anúncios pode testar a fidelidade desse público, especialmente em um mercado onde serviços como Globoplay já oferecem planos com propagandas por R$ 24,90 mensais. A Amazon aposta na força de seu catálogo, com séries como “The Boys” e “O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder”, para manter os usuários engajados, mesmo com as interrupções publicitárias.

Concorrência já adota modelo semelhante

Netflix, Disney+, Max, Paramount+ e Globoplay já exibem anúncios em alguns de seus planos no Brasil, deixando o AppleTV+ como exceção entre os grandes players sem propagandas. A Netflix, por exemplo, oferece um plano com anúncios por R$ 20,90 mensais, enquanto a Max cobra R$ 29,90 no pacote básico com comerciais. O Disney+ também integrou propagandas em opções como a assinatura combinada com o Mercado Livre, por R$ 27,99 mensais. O Prime Video, ao manter o preço base de R$ 19,90 com anúncios, segue competitivo, mas o adicional de R$ 10 para remover propagandas o equipara a valores de serviços concorrentes, como o plano padrão da Netflix, que custa R$ 39,90 sem anúncios.

A tendência de adotar publicidade reflete os altos custos de produção de conteúdo original e aquisição de direitos esportivos, como a transmissão da NBA que o Prime Video começará em 2025. No Brasil, onde o serviço tem preços adaptados ao mercado local, a introdução de anúncios pode ser uma forma de equilibrar esses investimentos sem aumentar diretamente a assinatura básica.

Impactos e escolhas dos assinantes

Como funciona a transição para o novo modelo

A Amazon detalhou que os assinantes não precisam tomar nenhuma ação imediata para continuar no plano com anúncios, que entra em vigor automaticamente em 2 de abril de 2025. Quem quiser o plano sem propagandas poderá ativá-lo no mesmo dia, pagando R$ 29,90 mensais, um acréscimo de 50% sobre o valor atual. O processo de migração estará disponível na área de gerenciamento de conta no site ou aplicativo do Prime, e os usuários receberão notificações prévias para ajustar suas preferências. Para quem paga anualmente, o custo proporcional será ajustado na próxima renovação, caso optem pela versão sem anúncios.

O calendário da mudança inclui:

  • Fevereiro de 2025: início das notificações por e-mail aos assinantes.
  • 2 de abril de 2025: entrada em vigor dos anúncios e disponibilidade do plano sem propagandas.
  • Renovações anuais: ajustes no preço para quem migrar ao plano de R$ 29,90 mensais.

A flexibilidade de cancelamento com reembolso proporcional é uma vantagem para os insatisfeitos, mas a Amazon espera que a maioria permaneça no plano com anúncios, dado o sucesso do modelo em outros países, onde menos de 10% dos usuários optaram pela versão sem comerciais após a introdução em 2024.

Estratégia global da Amazon ganha força no Brasil

A expansão da publicidade no Prime Video é parte de um plano global anunciado em outubro de 2024, durante o evento UnBoxed da Amazon Ads, em Austin, Texas. Além do Brasil, mercados como Índia, Japão, Holanda e Nova Zelândia também terão anúncios em 2025, ampliando o alcance de 200 milhões de usuários mensais para novos públicos. No Brasil, o serviço já é um dos mais acessíveis, e a introdução de propagandas pode atrair mais anunciantes locais, fortalecendo a receita publicitária da Amazon, que em 2024 superou US$ 1,8 bilhão em compromissos iniciais nos Estados Unidos.

A empresa planeja oferecer formatos publicitários inovadores, como anúncios shoppáveis e interativos, permitindo que os espectadores comprem produtos diretamente da tela. Esses recursos, aliados ao catálogo robusto e aos direitos esportivos como NFL e NBA, posicionam o Prime Video como um competidor de peso no mercado de streaming brasileiro, mesmo com a nova política de anúncios.

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