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Neymar conta como rejeitou Guardiola e Bayern por sonho de jogar com Messi

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Neymar - Foto: Alizada Studios / Shutterstock.com Neymar - Foto: Alizada Studios / Shutterstock.com

Em uma entrevista descontraída ao podcast “Podpah” no dia 27 de fevereiro de 2025, Neymar, atualmente jogador do Santos, revelou os bastidores de uma conversa surpreendente com o renomado técnico Pep Guardiola. O episódio ocorreu antes de sua transferência para o Barcelona, em 2013, quando o espanhol estava prestes a assumir o comando do Bayern de Munique. O atacante brasileiro detalhou o encontro inusitado, que envolveu uma visita inesperada ao seu quarto de hotel na Suíça, e explicou por que optou pelo clube catalão em vez da proposta tentadora do treinador e de outras ofertas, como a do Real Madrid.

A história começou durante uma viagem à Suíça, onde Neymar estava para receber o Prêmio Puskás por um gol marcante. O jogador, então no Santos, já pensava em deixar o futebol brasileiro rumo à Europa. Foi nesse contexto que Guardiola, acompanhado do pai de Neymar e de um tradutor, apareceu de madrugada para apresentar sua visão. O técnico prometeu transformar o jovem em protagonista absoluto de seu novo projeto, detalhando táticas e metas ambiciosas que incluíam pelo menos 60 gols por temporada. A proposta impressionou, mas não o suficiente para mudar o rumo que Neymar já traçava em sua cabeça.

A decisão final, segundo o craque, foi guiada pelo coração. Apesar das cifras astronômicas oferecidas pelo Real Madrid e da determinação de Guardiola em levá-lo ao Bayern, o desejo de atuar ao lado de Lionel Messi no Barcelona pesou mais. O relato traz à tona os bastidores de uma das transferências mais comentadas da década passada e reforça a influência de ídolos e sonhos pessoais nas escolhas de grandes jogadores.

Uma visita inesperada na Suíça

Neymar estava relaxado em seu quarto de hotel na Suíça, vestindo apenas uma cueca, quando o telefone tocou no meio da noite. Era seu pai, Neymar da Silva Santos Júnior, avisando que estava a caminho com uma surpresa. Minutos depois, a porta se abriu, e o jogador se deparou com Pep Guardiola, um dos técnicos mais respeitados do mundo, ao lado de um tradutor. O susto inicial deu lugar a uma conversa séria, em que o espanhol expôs seus planos detalhados para o futuro do atacante. Sentado à mesa, com um laptop aberto e papéis espalhados, Guardiola traçou esquemas táticos e fez uma promessa ousada: torná-lo o melhor jogador do planeta.

A abordagem de Guardiola foi direta e cheia de convicção. Ele assegurou que Neymar seria a estrela principal de seu próximo time, ainda mantido em segredo durante o papo inicial. Só depois de muita insistência do brasileiro o destino foi revelado: o Bayern de Munique. O técnico reconheceu que o clima frio da Alemanha poderia ser um obstáculo, mas garantiu que cuidaria pessoalmente do jogador. A oferta era tentadora, especialmente por vir de alguém com histórico de transformar equipes em máquinas de títulos, como fizera no Barcelona entre 2008 e 2012.

Mesmo assim, Neymar hesitou. A determinação de Guardiola o fez refletir sobre as possibilidades, mas outros fatores já estavam em jogo. O Real Madrid, liderado por Florentino Pérez, havia colocado sobre a mesa uma proposta financeira quase irresistível, enquanto o Barcelona oferecia algo que o dinheiro não podia comprar: a chance de jogar com Messi, então no auge de sua carreira. A escolha, portanto, não foi apenas sobre números ou promessas, mas sobre um sonho de infância que começava a ganhar forma.

O peso do sonho em Barcelona

A decisão de Neymar não foi fácil, mas o coração falou mais alto que a razão financeira ou as garantias táticas de Guardiola. O Real Madrid, segundo o jogador, estava disposto a pagar três vezes mais que o Barcelona, com Pérez oferecendo um “cheque em branco” para que ele definisse seu próprio valor. Ainda assim, o atacante descartou a proposta milionária e o projeto do Bayern para seguir seu maior objetivo: atuar ao lado de Lionel Messi, que na época já colecionava Bolas de Ouro e liderava uma das equipes mais dominantes da história do futebol.

No Barcelona, Neymar encontrou o ambiente que imaginava. Entre 2013 e 2017, formou com Messi e Luis Suárez o famoso trio “MSN”, responsável por 364 gols e uma série de títulos, incluindo a Liga dos Campeões de 2015. A escolha pelo clube catalão marcou o início de uma fase dourada em sua carreira, com 105 gols e 76 assistências em 186 jogos. Embora tenha deixado o Bayern e Guardiola de lado, o brasileiro reconhece o impacto daquele encontro na Suíça, que por pouco não mudou seu destino no futebol europeu.

Já em Munique, Guardiola levou o Bayern a três títulos consecutivos do Campeonato Alemão, mas não conseguiu repetir o sucesso continental que teve no Barcelona. Neymar, por sua vez, seguiu um caminho que o consolidou como um dos principais jogadores do mundo, ainda que com altos e baixos após sua saída para o Paris Saint-Germain em 2017. O relato no “Podpah” mostra como escolhas feitas em momentos cruciais podem definir trajetórias inteiras.

Bastidores da negociação revelados

O encontro com Guardiola não foi o único momento decisivo na transferência de Neymar em 2013. Nos bastidores, o Santos enfrentava pressão para liberar seu principal talento, enquanto clubes europeus disputavam cada detalhe da negociação. O Bayern, embora menos badalado que Real Madrid e Barcelona na época, via no brasileiro o diferencial para um elenco já recheado de estrelas como Thomas Müller e Franck Ribéry. A visão de Guardiola era clara: construir um time ofensivo e dominante, com Neymar como peça central de uma revolução tática.

Enquanto isso, o Real Madrid apostava no poder financeiro. Florentino Pérez, conhecido por contratações galácticas como as de Ronaldo e Zidane, não mediu esforços para seduzir o jogador. A oferta incluía não apenas um salário exorbitante, mas também a promessa de protagonismo em um clube que buscava retomar a hegemonia na Europa. Neymar admite que a proposta era tentadora, mas o apelo emocional do Barcelona acabou sendo decisivo. O Santos, por sua vez, recebeu cerca de 57 milhões de euros na transferência, um valor recorde para o futebol brasileiro na época.

Hoje, aos 33 anos e de volta ao Santos, Neymar reflete sobre aqueles dias com um tom leve, mas consciente da importância de suas escolhas. A conversa com Guardiola, embora não tenha resultado em uma parceria, ficou marcada como um dos episódios mais curiosos de sua trajetória. O relato também reacende a discussão sobre como o brasileiro poderia ter se saído sob o comando do técnico espanhol, conhecido por extrair o melhor de seus jogadores.

Cronologia da transferência de Neymar

A saga da ida de Neymar para a Europa em 2013 envolveu meses de especulações e negociações intensas. Confira os principais marcos desse processo:

  • Janeiro de 2013: Neymar brilha na campanha do Santos no Campeonato Paulista, aumentando o interesse de clubes europeus.
  • Maio de 2013: Após o encontro com Guardiola na Suíça, o jogador avalia propostas de Bayern, Real Madrid e Barcelona.
  • 26 de maio de 2013: O Barcelona anuncia oficialmente a contratação de Neymar, derrotando a concorrência.
  • Junho de 2013: O brasileiro é apresentado no Camp Nou, iniciando uma trajetória de quatro anos no clube.

Esses eventos mostram como a decisão foi além de uma conversa isolada, envolvendo estratégia, emoção e planejamento de carreira.

Números que impressionam

A carreira de Neymar na Europa comprova que, independentemente da escolha, seu talento estava destinado a brilhar. Alguns dados destacam seu impacto no Barcelona:

  • 105 gols em 186 jogos, uma média de 0,56 gol por partida.
  • 76 assistências, mostrando sua capacidade de criar jogadas.
  • 9 títulos conquistados, incluindo a Liga dos Campeões e dois Campeonatos Espanhóis.

No PSG, os números continuaram expressivos, com 118 gols em 173 partidas até sua saída em 2023. De volta ao Santos, ele segue como referência, agora com a experiência de quem enfrentou as maiores decisões do futebol mundial.

Curiosidades sobre Neymar e Guardiola

A relação entre Neymar e Guardiola, mesmo que breve, rende histórias interessantes. Veja alguns pontos que marcaram esse quase encontro profissional:

  • Guardiola já havia enfrentado Neymar em 2011, na final do Mundial de Clubes, quando o Barcelona venceu o Santos por 4 a 0.
  • O técnico espanhol é fã declarado do futebol brasileiro e já elogiou publicamente o estilo “ousado” do atacante.
  • Neymar quase se tornou o primeiro brasileiro a trabalhar com Guardiola no Bayern, algo que nunca aconteceu na carreira do treinador.

Esses detalhes mostram como o destino poderia ter unido dois nomes tão influentes do esporte em um contexto completamente diferente.

O legado de uma escolha

Voltar ao Santos em 2025 é, para Neymar, uma forma de fechar um ciclo iniciado ainda na adolescência. O jogador, que deixou o clube em 2013 como promessa, retornou como ídolo consolidado, trazendo na bagagem experiências em alguns dos maiores palcos do futebol mundial. A rejeição às propostas de Guardiola e do Real Madrid não diminui a grandiosidade de sua carreira, mas levanta hipóteses sobre o que poderia ter sido. No Bayern, ele talvez tivesse se adaptado ao estilo disciplinado do técnico espanhol, enquanto no Real Madrid poderia ter assumido o papel de sucessor de Cristiano Ronaldo.

A influência de Messi na decisão também reflete uma tendência entre jogadores da época. O argentino, então no auge, era um imã para talentos jovens, e Neymar não foi exceção. Juntos, eles escreveram uma das páginas mais brilhantes da história do Barcelona, com jogadas que ainda ecoam na memória dos torcedores. A escolha pelo clube catalão, portanto, não foi apenas emocional, mas também estratégica, alinhando-se a um projeto vencedor.

Agora, no “Podpah”, Neymar compartilha essas memórias com leveza, rindo do susto ao ver Guardiola em seu quarto e reconhecendo a ousadia das promessas do técnico. O relato humaniza o craque e mostra como, mesmo com todo o talento, suas decisões foram guiadas por sonhos tão simples quanto o de qualquer fã de futebol.

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