Durante uma entrevista descontraída no podcast “Podpah”, exibida em 27 de fevereiro de 2025, Neymar, astro do Santos, surpreendeu ao compartilhar histórias pessoais sobre momentos em que ele, um dos jogadores mais famosos do mundo, virou fã e ficou visivelmente nervoso. O atacante, acostumado a ser tietado por multidões, revelou que apenas três personalidades conseguiram deixá-lo “tremendo e suado”: Renato Aragão, o eterno Didi dos Trapalhões, e os ícones do basquete Michael Jordan e Stephen Curry. Com bom humor, ele detalhou cada encontro, mostrando um lado mais humano e vulnerável de sua trajetória.
Neymar, que hoje é uma referência global no futebol, contou como essas experiências o marcaram profundamente. O primeiro caso aconteceu em um jantar com Renato Aragão, um ídolo da infância que o fez apertar a mão da então namorada de tanto nervosismo. Já os encontros com Jordan e Curry, duas lendas da NBA, surgiram em contextos ligados à sua paixão pelo basquete e a parcerias comerciais, mas igualmente o pegaram desprevenido com reações emocionais intensas.
Essas revelações oferecem um contraste interessante com a imagem de Neymar como superastro. Aos 33 anos, de volta ao Santos após uma carreira repleta de conquistas na Europa e na Arábia Saudita, ele mostrou que, mesmo sendo idolatrado por milhões, também tem seus próprios heróis. Os relatos destacam a influência de figuras de diferentes áreas em sua vida e reforçam sua conexão com a cultura brasileira e o esporte mundial.
Encontros inesquecíveis
O jantar com Renato Aragão
Um dos momentos mais curiosos narrados por Neymar aconteceu em um jantar, anos atrás, quando ele ainda namorava. Renato Aragão, conhecido como Didi, estava presente, e o jogador não conseguiu esconder a emoção. “Comecei a apertar a mão dela, porque era o Didi”, lembrou, rindo da própria reação. Ele descreveu como foi até o humorista para cumprimentá-lo, mas o nervosismo tomou conta: “Fui tremendo, fiquei suado”. A então namorada, surpresa, perguntou o motivo, e a resposta veio simples e direta: “É o Didi”.
Renato Aragão, hoje com 88 anos, é uma figura icônica no Brasil, especialmente por seu trabalho nos Trapalhões, grupo que marcou gerações com humor simples e carismático. Para Neymar, que cresceu assistindo aos programas, aquele encontro representou um choque entre o ídolo da infância e o astro em ascensão que ele já era na época. O episódio reflete o peso cultural que Didi tem no imaginário brasileiro, capaz de impressionar até mesmo alguém tão habituado aos holofotes.
Michael Jordan e a suadeira da Nike
Outro encontro marcante foi com Michael Jordan, amplamente considerado o maior jogador de basquete de todos os tempos. Neymar, fã declarado do esporte, revelou que a reunião aconteceu por intermédio de um assessor, em um evento ligado à Nike, marca que patrocinou ambos. “Ele quer te conhecer”, avisaram ao brasileiro, que não hesitou em ir ao encontro da lenda. “Fui lá e conheci ele tremendo. Uma suadeira”, admitiu o jogador, destacando como a presença de Jordan o impactou.
O momento ocorreu em um contexto de “collab”, termo usado por Neymar para descrever a parceria comercial entre os dois, promovida pela Nike. Jordan, que dominou a NBA nos anos 1990 com seis títulos pelo Chicago Bulls, já era uma figura lendária quando Neymar o conheceu. A admiração do brasileiro pelo basquete, esporte que ele acompanha e pratica nas horas vagas, tornou o encontro ainda mais especial, mesmo para alguém acostumado a grandes palcos.
Paixão pelo basquete
Stephen Curry e a surpresa do nervosismo
Completando a lista, Neymar falou sobre Stephen Curry, astro do Golden State Warriors e um dos maiores jogadores da NBA na atualidade. Diferente dos outros casos, o brasileiro não esperava ficar nervoso ao conhecê-lo. “O Curry acho muito diferente, mas não achava que ia ficar nervoso”, confessou. No entanto, ao iniciar a conversa, a reação foi inesperada: “Comecei a conversar com ele e falei c…”. A frase inacabada, dita entre risos, sugere que o jogador se atrapalhou ou ficou sem palavras diante do ídolo.
Curry, conhecido por revolucionar o basquete com seus arremessos de longa distância, conquistou quatro títulos da NBA e é uma inspiração para Neymar, que já demonstrou apreço pelo estilo de jogo dinâmico do americano. O encontro, embora sem data específica revelada, reforça a ligação do brasileiro com o esporte, algo que ele frequentemente exibe em redes sociais, seja assistindo a jogos ou jogando com amigos.
Neymar e o basquete: uma conexão antiga
A paixão de Neymar pelo basquete não é novidade. Ele já foi visto em diversas ocasiões acompanhando partidas da NBA, especialmente do Miami Heat e do Golden State Warriors, e mantém amizade com jogadores da liga. Sua relação com o esporte também se reflete em colaborações comerciais, como coleções de tênis lançadas com a Jordan Brand, divisão da Nike. Esses encontros com Jordan e Curry mostram como o futebol e o basquete se cruzam na vida do atleta, que sempre buscou inspiração além das quatro linhas.
Histórias de um ídolo
Momentos que humanizam Neymar
Revelar esses episódios no “Podpah” coloca Neymar em uma posição diferente da habitual. Acostumado a ser o centro das atenções, seja por gols, dribles ou polêmicas, ele mostrou um lado mais próximo do público ao admitir que também já foi fã. Cada um dos encontros — com Didi, Jordan e Curry — aconteceu em fases distintas de sua vida, mas todos têm em comum a capacidade de tirá-lo da zona de conforto. Esses relatos aproximam o jogador de seus admiradores, que raramente o veem na posição de quem admira.
Aos 33 anos, Neymar acumula uma carreira impressionante: títulos pelo Barcelona, Paris Saint-Germain e seleção brasileira, além de recordes como o de maior artilheiro da história do Brasil, com 79 gols. Ainda assim, histórias como essas mostram que ele também carrega memórias de admiração por outros ícones, algo que ressoa com quem o acompanha desde os tempos de Santos.
Três ídolos, três reações
Os encontros de Neymar com essas personalidades podem ser resumidos assim:
- Renato Aragão (Didi): Nervosismo em um jantar, mãos trêmulas e suor ao cumprimentar o humorista que marcou sua infância.
- Michael Jordan: Emoção em um evento da Nike, com direito a “suadeira” diante da lenda do basquete.
- Stephen Curry: Surpresa ao ficar sem palavras, mesmo sem esperar tal reação ao conhecer o astro da NBA.
Essas situações mostram como até os maiores astros têm seus momentos de vulnerabilidade.
Cronologia dos ídolos de Neymar
Para contextualizar a influência dessas figuras na vida do jogador, alguns marcos ajudam:
- Renato Aragão: Protagonista dos Trapalhões desde os anos 1970, era um ídolo consolidado quando Neymar nasceu, em 1992.
- Michael Jordan: Dominou a NBA entre 1984 e 1998, tornando-se um ícone global na infância do brasileiro.
- Stephen Curry: Ascendeu ao estrelato a partir de 2010, já na fase adulta de Neymar, com destaque nos playoffs de 2015.
Esses períodos mostram como os três atravessaram diferentes momentos da vida do atacante.
O retorno ao Santos e o olhar para o passado
De volta ao Santos em 2024, após passagens pelo PSG e Al-Hilal, Neymar vive uma fase de reconexão com suas raízes. A entrevista no “Podpah” reflete esse retorno, trazendo histórias que misturam nostalgia e leveza. Seja lembrando o impacto de Didi na cultura brasileira ou exaltando Jordan e Curry como ídolos do basquete, o jogador mostra que sua jornada vai além do futebol. Hoje, enquanto lidera o Peixe em busca de títulos, ele também celebra os encontros que o moldaram como pessoa e atleta.