Televisão

Daniela Beyruti e Boninho revolucionam o SBT com realities e nova programação em 2025

Boninho
Boninho - Foto: Instagram Boninho - Foto: Instagram

A televisão brasileira vive um momento de transformação com a parceria entre Daniela Beyruti, presidente do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), e José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boninho, ex-diretor da Globo. Após mais de duas décadas de tentativas frustradas entre as famílias Abravanel e Oliveira Sobrinho, a união finalmente se concretizou em 2025, trazendo um sopro de inovação à emissora fundada por Silvio Santos. Com a expertise de Boninho em realities e a visão estratégica de Daniela para resgatar a essência do canal, o SBT planeja desde a volta de formatos consagrados, como o “The Voice”, até a criação de um novo reality de confinamento. O objetivo é claro: reposicionar a emissora no mercado, recuperar a vice-liderança perdida para a Record e atrair um público que migrou para o streaming. Esse marco, anunciado em março de 2025, já movimenta o setor e reacende a esperança de dias melhores para a TV aberta.

O acordo entre Daniela e Boninho resgata um sonho antigo iniciado em 2003, quando Boni, pai de Boninho, quase assumiu um cargo no SBT. Naquele ano, um contrato chegou a ser assinado em uma reunião festiva na sede da emissora, em Anhanguera, mas foi cancelado horas depois por decisão de Silvio Santos. Agora, 21 anos após o episódio, a segunda geração das duas famílias toma a frente, unindo o legado de Silvio, falecido em agosto de 2024, e a experiência de Boninho, que deixou a Globo em setembro de 2024 após 40 anos. A parceria foi selada em 20 de fevereiro de 2025, em um encontro que reuniu Daniela, Boninho, Boni e as irmãs Abravanel, Patrícia e Rebeca, consolidando uma relação que vai além dos negócios.

Desde a morte de Silvio Santos, Daniela assumiu a presidência do SBT com a missão de reerguer o canal, que em 2024 registrou prejuízo e perdeu terreno na audiência, ficando com média anual de 4,2 pontos no Ibope contra 5,8 da Record. A chegada de Boninho, conhecido por sucessos como o “Big Brother Brasil”, é vista como um divisor de águas. Projetos ambiciosos estão em desenvolvimento, com destaque para o retorno do “The Voice” à TV aberta e um reality de confinamento que pode estrear ainda em 2025. A movimentação promete agitar a grade do SBT e reacender a competição na televisão brasileira.

Passado e presente se encontram na nova era do SBT

Revisitando 2003: o quase-acordo que inspirou a parceria atual

Mais de duas décadas atrás, em uma tarde de 2003, o SBT esteve perto de uma revolução. Boni, um dos maiores nomes da televisão brasileira, desembarcou de helicóptero na sede da emissora em Anhanguera, acompanhado de Edwaldo Pacote, seu braço direito. Recebido por José Roberto Maluf, então vice-presidente, e com a presença de figuras como o advogado Edson Kawano e o ex-Globo Luiz Eduardo Borgeth, o encontro culminou na assinatura de um contrato. Silvio Santos apareceu para celebrar, mas, na madrugada seguinte, telefonou a Boni pedindo a anulação do acordo, sem detalhar os motivos. O episódio ficou marcado como um “quase” na história da TV, mas plantou a semente para o que ocorre agora. Daniela Beyruti e Boninho, herdeiros desses gigantes, transformam o sonho frustrado em realidade, carregando o peso e a promessa de seus legados.

Uma união estratégica para 2025

Daniela assumiu o comando do SBT em um momento delicado, após a morte de Silvio Santos e com a emissora enfrentando desafios financeiros e de audiência. Em 2024, o canal perdeu a vice-liderança para a Record, que consolidou sua posição com realities como “A Fazenda” e novelas bíblicas. Boninho, por sua vez, saiu da Globo em setembro de 2024, após dirigir mais de 20 edições do “Big Brother Brasil” e outros formatos de sucesso, como “No Limite”. Sua chegada ao SBT foi confirmada após meses de especulações, impulsionada por uma foto compartilhada por Daniela em 23 de fevereiro de 2025, mostrando um encontro familiar com Boninho, Boni e suas irmãs. A imagem, com a legenda “Que encontro especial”, sinalizou o início de uma parceria que une história pessoal e ambição profissional, com foco em revitalizar a programação do canal.

Projetos que já movimentam o mercado

A expertise de Boninho em entretenimento é o principal trunfo dessa união. Entre os planos, está a aquisição do “The Voice”, reality musical que saiu da Globo em 2023 após 12 temporadas e agora retorna pela primeira vez ao SBT, com estreia prevista para o segundo semestre de 2025. Além disso, um novo reality de confinamento está em desenvolvimento, com especulações de que pode seguir o modelo de “House of Villains”, sucesso nos Estados Unidos que reúne participantes polêmicos de outros programas. Daniela destacou a importância de Boninho nesse processo, afirmando que ele é o nome ideal para liderar projetos desse porte. A meta é clara: alcançar médias de audiência que rivalizem com os 25 pontos do “BBB” e os 15 a 20 do “The Voice” em seus tempos de Globo, ajustando os formatos ao perfil do público do SBT.

O que esperar da nova programação do SBT

Realities e formatos globais na mira

Boninho traz ao SBT um currículo de peso, acumulado em 40 anos na Globo, onde transformou o “Big Brother Brasil” em um fenômeno cultural e comercial. Sua saída da emissora, anunciada em outubro de 2024, abriu portas para novos desafios, e o SBT foi o destino escolhido. O reality de confinamento planejado para 2025 ou 2026, dependendo do tempo de produção, promete inovação. Diferente de “A Fazenda”, que foca em famosos, ou do “BBB”, com anônimos e celebridades, o projeto pode trazer uma abordagem única, inspirada em formatos internacionais. Enquanto isso, o “The Voice” já tem produção acelerada, com Boninho no comando e a escolha do apresentador em andamento – nomes como Tiago Leifert foram ventilados, mas ele sinalizou interesse em projetos ligados ao futebol.

Novidades além dos realities

Além dos realities, o SBT planeja uma revista eletrônica matinal, possivelmente comandada por Ana Furtado, esposa de Boninho. O programa, ainda em fase de negociação, mira a faixa das manhãs, dominada por Globo e Record com “Mais Você” e “Hoje em Dia”. A diversificação da grade reflete a estratégia de Daniela para reduzir a dependência de novelas estrangeiras, que em 2024 ocuparam 30% da programação e custaram R$ 50 milhões anuais ao canal. Produções locais, como os novos realities, têm custo estimado em R$ 10 milhões por temporada, oferecendo um retorno mais atrativo para anunciantes. A combinação de formatos dinâmicos e a marca de Boninho busca atrair o público jovem, que em 2024 dedicou 28% de seu tempo de tela a plataformas como Netflix e Disney+, segundo a Kantar Ibope Media.

Cronograma dos principais lançamentos

Os projetos de Daniela e Boninho seguem um calendário bem definido para garantir qualidade. Confira as etapas previstas:

  • Fevereiro de 2025: Assinatura dos contratos e alinhamento das produções, concluídos em 20 de fevereiro.
  • Março a junho de 2025: Desenvolvimento do reality de confinamento e do “The Voice”, incluindo seleção de elenco e apresentadores.
  • Segundo semestre de 2025: Estreia do “The Voice”, planejada para o terceiro trimestre, e possível lançamento da revista matinal.
  • Primeiro semestre de 2026: Estreia do reality de confinamento, caso demande mais preparo.
    Esse cronograma reflete a cautela de Daniela em evitar lançamentos precipitados, priorizando acabamento e impacto na audiência.

Impactos e desafios da parceria no SBT

Reposicionando o SBT na TV aberta

A chegada de Boninho ao SBT ocorre em um momento crítico. Em 2024, a emissora registrou média anual de 4,2 pontos no Ibope, contra 5,8 da Record e 12,5 da Globo, líder absoluta. A perda da vice-liderança, somada a prejuízos financeiros, exigiu uma resposta rápida de Daniela, que assumiu o comando após a morte de Silvio Santos. A parceria com Boninho traz não apenas experiência, mas uma marca consolidada no entretenimento, essencial para atrair investimentos publicitários. A meta é alcançar 6 pontos de média em 2025, superando a Record e reduzindo a distância para a Globo, com formatos que possam gerar picos de mais de 10 milhões de telespectadores por episódio.

Equilibrando legado e inovação

Daniela Beyruti tem o desafio de resgatar o que ela chama de “DNA do SBT”, remetendo aos tempos em que programas como “Casa dos Artistas” marcaram época. Em 2003, o canal exibia 40 horas semanais de produções próprias, número que caiu para 25 em 2024 com o aumento de novelas importadas. A parceria com Boninho visa reverter essa tendência, apostando em conteúdos locais que engajem o público e gerem receita. Novelas turcas, que estrearam em 2024, continuarão na grade, mas com uso moderado, enquanto realities e programas matinais ganham prioridade. Boninho, por sua vez, precisa adaptar seu estilo grandioso ao orçamento e à cultura do SBT, provando que seu sucesso vai além da estrutura da Globo.

Curiosidades que marcam essa união

A parceria entre Daniela e Boninho é repleta de detalhes históricos. Veja alguns fatos interessantes:

  • O contrato de Boni com o SBT em 2003 foi assinado em menos de duas horas, mas cancelado em um telefonema de três minutos.
  • Boninho dirigiu “Casa dos Artistas” em 2001, o primeiro reality do SBT, antes de brilhar na Globo.
  • Daniela, aos 47 anos, é a mais jovem filha de Silvio Santos a presidir a emissora.
  • O “The Voice” chega à 13ª temporada brasileira no SBT, com Boninho como elo entre suas fases na Globo e agora.
    Esses elementos mostram como o passado e o presente se cruzam, dando à parceria um caráter único na televisão brasileira.
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