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“Está com problemas”: Scaloni revela lesão de Messi e Argentina encara Uruguai e Brasil sem astro

Lionel Messi
Lionel Messi - Foto: Alizada Studios / Shutterstock.com Lionel Messi - Foto: Alizada Studios / Shutterstock.com

A seleção argentina sofreu um revés significativo às vésperas de dois jogos cruciais pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Lionel Messi, maior estrela e capitão da equipe, foi desconvocado após uma lesão no adutor da coxa esquerda, sofrida em uma partida do Inter Miami contra o Atlanta United. O técnico Lionel Scaloni confirmou a ausência do camisa 10, que não enfrentará o Uruguai nesta sexta-feira, às 20h30, nem o Brasil na próxima terça-feira, às 21h, em duelos que podem consolidar a liderança albiceleste na competição. “Está com problemas”, disse Scaloni ao explicar o corte, destacando o diálogo constante com o jogador nos últimos dias para avaliar sua condição física. A notícia abalou os torcedores e colocou o elenco diante de um teste de fogo sem seu principal líder.

Com 25 pontos em 12 rodadas, a Argentina comanda as Eliminatórias Sul-Americanas, cinco pontos à frente do Uruguai, segundo colocado. A campanha sólida, marcada por vitórias contra Peru, Paraguai e Chile, reflete a força do time campeão mundial em 2022, mas a ausência de Messi, artilheiro da competição com seis gols, traz incertezas. O problema muscular ocorreu no último domingo, durante a vitória por 2 a 1 do Inter Miami sobre o Atlanta United. Após exames, a lesão foi considerada leve, mas suficiente para tirá-lo da Data Fifa de março. A decisão de preservá-lo visa evitar riscos maiores, especialmente considerando o histórico recente de desgaste físico do jogador de 37 anos, que já perdeu partidas em 2025 por fadiga no clube americano.

Enquanto isso, o clássico contra o Brasil, marcado para o Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, também terá uma baixa de peso do outro lado. Neymar, astro brasileiro, foi cortado por desgaste muscular após uma sequência intensa de jogos pelo Santos, deixando o confronto sem os dois maiores nomes do futebol sul-americano. A Seleção Brasileira, na quinta posição com 18 pontos, enfrenta a Colômbia nesta quinta-feira antes de viajar à Argentina, em busca de recuperação na tabela. A ausência dupla transforma o embate em um palco para novos protagonistas, mas retira parte do brilho histórico da rivalidade.

Baixas em série desafiam planos de Scaloni

A lesão de Messi não é o único obstáculo para a Argentina nesta rodada dupla. Lautaro Martínez, atacante da Inter de Milão, também foi cortado devido a uma lesão muscular sofrida durante a preparação com a seleção. Scaloni lamentou a perda de outro jogador-chave, afirmando que contava com ele inicialmente, mas o problema foi detectado tarde demais para ajustes prévios no esquema tático. “Está com problemas”, repetiu o treinador ao abordar as dificuldades de Messi, sinalizando que a prioridade é a recuperação total de seus atletas, mesmo em um momento decisivo das Eliminatórias.

O desgaste físico de Messi tem sido uma constante em 2025. No Inter Miami, ele já foi poupado em várias ocasiões por questões musculares, o que reflete os desafios de manter o desempenho em alto nível aos 37 anos. Nas Eliminatórias, sua presença é sinônimo de liderança: além dos seis gols, ele acumula assistências e jogadas decisivas que moldam o estilo da equipe. Sem ele, a Argentina perde imprevisibilidade, algo que adversários como Uruguai e Brasil podem explorar. Ainda assim, Scaloni confia na resiliência do grupo, que já superou adversidades em campanhas anteriores, como a conquista da Copa América de 2021 e do Mundial de 2022.

A situação de Lautaro Martínez agrava o cenário ofensivo. O atacante, que vinha em boa fase na Itália, era uma opção natural para suprir Messi em caso de necessidade. Agora, a Argentina precisará rearranjar suas peças em poucos dias, testando a profundidade do elenco contra dois dos rivais mais difíceis da competição. A combinação de lesões expõe a fragilidade física em um calendário apertado, mas também abre espaço para que outros jogadores mostrem seu valor.

Alternativas no ataque e força coletiva em teste

Com Messi e Lautaro fora, Julián Álvarez emerge como a principal esperança no ataque argentino. O jovem do Manchester City, autor de três gols nas Eliminatórias, tem experiência em grandes jogos e pode liderar a linha ofensiva contra Uruguai e Brasil. Outras opções incluem Ángel Correa, do Atlético de Madrid, e o novato Valentín Carboni, chamado para reforçar o elenco. A ausência de estrelas força Scaloni a apostar em variações táticas, possivelmente com um ataque mais móvel e menos dependente de um único referência.

No meio-campo, Enzo Fernández e Rodrigo De Paul terão papéis ampliados. Ambos foram fundamentais na Copa de 2022 e conhecem bem o peso de jogos eliminatórios. A missão da dupla será manter o controle da posse de bola e criar chances para o ataque, compensando a falta de genialidade de Messi. Na defesa, Emiliano Martínez segue como pilar no gol, enquanto Cristian Romero lidera a zaga, embora o zagueiro também tenha lidado com pequenos problemas físicos recentemente, exigindo atenção da comissão técnica.

O primeiro desafio será contra o Uruguai, em Montevidéu. A Celeste, com 20 pontos, vive altos e baixos sob o comando de Marcelo Bielsa, mas mantém uma equipe competitiva com nomes como Darwin Núñez e Federico Valverde. Já o clássico contra o Brasil, em casa, promete intensidade ainda maior. Apesar das ausências, a Argentina aposta em sua torcida no Monumental para pressionar uma Seleção Brasileira em busca de consistência após tropeços contra Venezuela e Uruguai em rodadas passadas.

Jogos da Data Fifa: datas e horários em destaque

Os próximos dias definem o futuro da Argentina nas Eliminatórias. Confira os compromissos da seleção nesta rodada dupla:

  • 21 de março, sexta-feira: Uruguai x Argentina, às 20h30, em Montevidéu. Um triunfo pode praticamente garantir a vaga no Mundial de 2026.
  • 25 de março, terça-feira: Argentina x Brasil, às 21h, no Estádio Monumental de Núñez. O clássico testará a força do elenco sem suas estrelas.

Com seis vagas diretas e uma de repescagem em disputa na América do Sul, a Argentina está bem posicionada, mas qualquer deslize pode beneficiar rivais como Uruguai, Colômbia (19 pontos) e Brasil. A rodada é igualmente vital para os adversários, que tentam encurtar a distância para o líder antes da reta final da competição.

Messi e o futuro: lesões ameaçam planos para 2026?

A lesão no adutor reacende debates sobre o futuro de Messi com a seleção argentina. Aos 37 anos, o craque segue essencial, mas os problemas físicos frequentes geram preocupação para a Copa de 2026. No Inter Miami, ele já perdeu jogos importantes em 2025 por fadiga e lesões leves, um sinal de que o corpo começa a sentir o peso de uma carreira lendária. Ainda assim, sua determinação permanece intacta, como provam os títulos recentes com a Argentina, incluindo a Copa América de 2021 e o Mundial de 2022.

Nas Eliminatórias, a Argentina já jogou sem Messi em ocasiões anteriores, com resultados mistos. A vitória por 3 a 0 sobre o Uruguai em 2021, sem o camisa 10, é um exemplo de sucesso, mas derrotas como a de 2 a 0 para a Bolívia em 2017 mostram os riscos da dependência. Scaloni destaca a força coletiva como trunfo, afirmando que o time está preparado para encarar qualquer adversário. “Está com problemas, mas o grupo vai dar a resposta”, reforçou o treinador, confiante no elenco remanescente.

O Inter Miami acompanha de perto a recuperação de seu astro. A lesão, embora leve, exige repouso e cuidados para evitar complicações, com retorno previsto para abril. A prioridade é preservar Messi para o restante da temporada na MLS e os próximos compromissos da seleção, mas o episódio serve como alerta para um planejamento cauteloso rumo ao Mundial.

Clássico sem gigantes: Brasil sente o impacto

Do lado brasileiro, a ausência de Neymar amplia o drama do clássico do dia 25. O atacante, cortado por desgaste muscular, deixa a Seleção sem seu principal nome em um momento de instabilidade nas Eliminatórias. Sob o comando de Dorival Júnior, o Brasil enfrenta a Colômbia nesta quinta-feira, às 21h45, em Brasília, antes de viajar a Buenos Aires. A quinta posição na tabela reflete uma campanha irregular, com empates contra Venezuela e Uruguai em novembro passado.

Sem Messi e Neymar, o duelo perde seu apelo estelar, mas ganha em suspense. Vinícius Júnior e Rodrygo, do Brasil, terão a chance de brilhar contra uma Argentina desfalcada, enquanto Julián Álvarez e Enzo Fernández buscam manter a hegemonia albiceleste. A rivalidade, que já decidiu finais como a Copa América de 2021, segue viva, mesmo sem os protagonistas habituais. Para os torcedores, o confronto será uma vitrine para novos talentos em um cenário de reconstrução para ambas as equipes.

A transmissão global do jogo reforça sua relevância. Milhões acompanharão o embate, que pode redefinir as posições na tabela e testar a capacidade de Scaloni e Dorival de adaptar suas estratégias. Apesar das ausências, a história do clássico garante emoção, com ou sem seus maiores ídolos em campo.

Dados e curiosidades da campanha argentina

A ausência de Messi traz números que ilustram seu peso nas Eliminatórias:

  • Messi lidera a artilharia com seis gols em 12 jogos, à frente de Darwin Núñez e Julián Álvarez, ambos com três.
  • A Argentina tem 80% de aproveitamento com Messi em campo nesta edição, contra 60% sem ele em campanhas passadas.
  • Contra o Brasil, Messi soma cinco vitórias, três empates e quatro derrotas em 12 jogos oficiais.

O clássico de terça-feira será o primeiro encontro desde a final da Copa América de 2021, vencida pela Argentina por 1 a 0. Sem Messi, a responsabilidade de repetir o feito recai sobre uma nova geração, em um teste que pode definir o tom da reta final das Eliminatórias.

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