O Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, vive uma noite de festa nesta terça-feira, 25 de março, com a Argentina vencendo o Brasil por 2 a 0 aos 18 minutos do primeiro tempo, pela 14ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. Diante de 85 mil torcedores que já entoam gritos de “olé” nas arquibancadas, Julián Álvarez e Enzo Fernández marcaram os gols que colocaram os donos da casa em vantagem no clássico. A seleção argentina, líder com 28 pontos antes do jogo, exibe um futebol envolvente, enquanto o Brasil, terceiro colocado com 21 pontos, enfrenta dificuldades e vê a pressão crescer sobre o técnico Dorival Júnior. Sem Messi e Neymar, ambos fora por lesão, o duelo mantém a intensidade histórica, agora com novos protagonistas em campo.
Aos 18 minutos, o domínio argentino é claro. Com 63% de posse de bola e uma defesa sólida, a equipe de Lionel Scaloni não dá espaços ao Brasil, que tenta reagir, mas esbarra na falta de criatividade. A torcida, inflamada pelos gols rápidos, transforma o Monumental em um caldeirão, ecoando o tradicional “olé” a cada toque de bola dos argentinos.
Para o Brasil, o jogo começou com o pé esquerdo. As mudanças no elenco, como as entradas de Bento, Murillo e Wesley, não trouxeram o equilíbrio esperado, e a Seleção luta para evitar um revés que pode complicar sua campanha nas Eliminatórias.
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— ???????? Selección Argentina ⭐⭐⭐ (@Argentina) March 26, 2025
Um início arrasador dos argentinos
Tudo começou aos 3 minutos, quando Julián Álvarez abriu o placar. Após receber um passe preciso de Thiago Almada, o atacante passou entre Murillo e Guilherme Arana e finalizou com calma na saída de Bento, levando a torcida ao delírio. Nove minutos depois, aos 12, Enzo Fernández ampliou. Em jogada bem trabalhada, Rodrigo De Paul acionou Nahuel Molina na direita, que cruzou rasteiro. A bola desviou levemente em Murillo e caiu nos pés do volante, que não perdoou, marcando o segundo gol argentino.
O Brasil tentou uma resposta aos 9 minutos, com Vinicius Júnior driblando Molina, mas Cristian Romero apareceu para desarmar e receber os aplausos da torcida. Aos 14 minutos, Wesley e Raphinha ensaiaram uma jogada pela direita, mas a defesa argentina neutralizou o lance com facilidade.
Aos 18 minutos, com o placar em 2 a 0, a superioridade dos donos da casa ficou ainda mais evidente, e os gritos de “olé” começaram a soar, refletindo a confiança dos torcedores no desempenho do time.
Primeiros momentos do clássico
- 3 minutos: Julián Álvarez abre o placar com gol dentro da área após passe de Almada.
- 12 minutos: Enzo Fernández faz o segundo em cruzamento de Molina com desvio em Murillo.
- 18 minutos: Torcida argentina entoa “olé” enquanto o Brasil tenta se reorganizar.
Pressão argentina e dificuldades brasileiras
Controlando o jogo, a Argentina mantém a bola no pé e pressiona o Brasil sem trégua. Aos 10 minutos, Nicolás Tagliafico tentou um passe infiltrado, mas Marquinhos conseguiu cortar. Mesmo assim, a posse permaneceu com os argentinos, que têm em Rodrigo De Paul um maestro no meio-campo. Recuperado de um desconforto muscular, ele voltou ao time titular e já contribuiu com a assistência para o gol de Fernández.
Enquanto isso, o Brasil não consegue se encontrar. Dorival Júnior, que fez seis alterações no time em relação ao último jogo contra a Colômbia, vê sua estratégia ser testada. Bento, no gol, foi surpreendido cedo, e Matheus Cunha, escalado no ataque, errou um passe crucial aos 2 minutos, frustrando uma tentativa de contra-ataque. Aos 13 minutos, a Argentina seguiu botando pressão, e o Brasil viveu momentos de desorganização.
A torcida, aos 18 minutos, celebra não só os gols, mas a exibição de gala da equipe, que parece jogar com a tranquilidade de quem já está classificada para a Copa de 2026, resultado garantido após o empate entre Bolívia e Uruguai mais cedo no dia.
Números que explicam o jogo
Os primeiros 18 minutos mostram a diferença de desempenho entre as seleções. A Argentina, com média de 5,9 finalizações por partida nas Eliminatórias, já soma 4 chutes, 2 deles convertidos em gol. O Brasil, com média de 6,4 finalizações, teve apenas uma tentativa, sem direção.
- Posse de bola: Argentina 63%, Brasil 37%.
- Finalizações: Argentina 4 (2 no gol), Brasil 1 (0 no gol).
- Faltas: Argentina 3, Brasil 5.
O peso do Monumental na história
Receber o Brasil no Monumental é quase uma garantia de espetáculo para os argentinos. Dos 15 jogos disputados contra a Seleção Brasileira no estádio, os donos da casa venceram 9, empataram 3 e perderam apenas 3. A última vitória brasileira no local foi em 1995, um jejum que já dura quase 30 anos e que, aos 18 minutos desta partida, parece longe de ser quebrado.
Com o gramado reformado e as arquibancadas lotadas, o estádio se transforma em um aliado da Argentina. Os gritos de “olé” aos 18 minutos do primeiro tempo são um reflexo do ambiente hostil que o Brasil enfrenta, algo que Dorival Júnior já havia destacado antes do jogo ao falar sobre a força dos argentinos em casa.
Nos últimos anos, a Argentina tem aproveitado bem esse fator. Desde 2005, quando perdeu por 3 a 1, a equipe não sabe o que é ser derrotada pelo Brasil no Monumental pelas Eliminatórias, um tabu que ganha força com o desempenho atual.
Escalação e próximos desafios
A Argentina entrou em campo com Emiliano Martínez, Nahuel Molina, Cristian Romero, Nicolás Otamendi, Nicolás Tagliafico, Rodrigo De Paul, Leandro Paredes, Enzo Fernández, Thiago Almada, Alexis Mac Allister e Julián Álvarez. O Brasil, por sua vez, alinhou Bento, Wesley, Marquinhos, Murillo, Guilherme Arana, André, Joelinton, Raphinha, Vinicius Júnior, Rodrygo e Matheus Cunha.
Na sequência das Eliminatórias, o Brasil enfrentará o Equador fora de casa em 6 de junho, enquanto a Argentina receberá o Paraguai quatro dias depois, em 10 de junho. Até lá, Dorival terá trabalho para ajustar o time e evitar que o “olé” desta noite se repita.
A rivalidade que move o continente
Brasil e Argentina já se enfrentaram 109 vezes na história, e o jogo de hoje, mesmo aos 18 minutos, já entra para a lista de momentos marcantes. A CBF contabiliza 43 vitórias brasileiras contra 40 argentinas e 26 empates, enquanto a federação argentina reivindica 40 triunfos, 39 derrotas e 26 igualdades. Aos 18 minutos, com o “olé” ecoando, os donos da casa parecem querer ampliar essa conta.
Sem Messi e Neymar, ausentes pela primeira vez em 20 anos, o clássico abriu espaço para novos nomes. Julián Álvarez, com 7 gols nas Eliminatórias, e Enzo Fernández, com seu faro de gol, lideram a Argentina, enquanto Vinicius Júnior e Raphinha ainda buscam brilhar pelo Brasil.
Aos 18 minutos, com a torcida em êxtase, o Monumental testemunha mais uma noite de supremacia argentina, enquanto o Brasil tenta encontrar forças para mudar o rumo da partida.
Curiosidades do clássico
- Último “olé” no Monumental: Em 2021, a Argentina venceu por 1 a 0 na final da Copa América, com a torcida entoando o grito.
- Julián Álvarez em alta: O atacante soma 7 gols nas Eliminatórias, liderando a artilharia argentina.
- Tabu brasileiro: São 16 anos sem vencer a Argentina em solo adverso pelas Eliminatórias.
- Público vibrante: Os 85 mil presentes mantêm a tradição de lotação máxima no estádio.