Argentina

Argentina lidera com 52,94% chance de vitória contra o Brasil em clássico que abre era sem Messi e Neymar

Dibu Martinez
Dibu Martinez - Foto: Fabideciria / Shutterstock.com Dibu Martinez - Foto: Fabideciria / Shutterstock.com

Hoje, 25 de março de 2025, Argentina e Brasil se enfrentam no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, às 21h (horário de Brasília), pela 14ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. O clássico marca o início de uma possível nova era, com as duas seleções desfalcadas de seus maiores astros: Lionel Messi, cortado por uma lesão no adutor sofrida pelo Inter Miami, e Neymar, ainda em recuperação de uma lesão pelo Santos. Apesar das ausências, a Argentina mantém o favoritismo, com 52,94% de chance de vitória, segundo a ferramenta Bola de Cristal, do GLOBO e da UFMG. O Brasil tem 24,81% de probabilidade de triunfo, enquanto o empate registra 22,25%. Líder com 28 pontos, a albiceleste pode garantir sua vaga no mundial com um empate, ostentando mais de 99,99% de chance de classificação.

A Argentina chega embalada após vencer o Uruguai por 1 a 0 na última sexta-feira, em Montevidéu, com um golaço de Thiago Almada. Sem Messi, o time de Lionel Scaloni soma nove vitórias, um empate e três derrotas em 13 jogos, com 25 gols marcados e sete sofridos, a melhor defesa da competição. O Monumental, com capacidade para 85 mil torcedores após reformas, deve ser um caldeirão, ampliando a pressão sobre o Brasil. Julián Álvarez, artilheiro do Atlético de Madrid, e Almada, campeão da Libertadores pelo Botafogo, são as esperanças ofensivas da torcida argentina, que vê no clássico a chance de consolidar a liderança.

O Brasil, terceiro com 21 pontos, vive um momento de recuperação. A vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia na última quinta-feira, em Brasília, com gols de Raphinha e Vinícius Júnior nos acréscimos, elevou a moral da equipe de Dorival Júnior. Apesar de 98,7% de chance de classificação, a seleção busca encostar nos líderes e quebrar um tabu: não vence a Argentina fora de casa nas Eliminatórias desde 2009. Sem Neymar, o ataque depende de Vinícius, Rodrygo e Raphinha, mas o histórico recente contra os argentinos, com três derrotas nos últimos cinco duelos, sugere um desafio monumental.

  • Argentina: 52,94% de chance de vitória
  • Brasil: 24,81% de chance de vitória
  • Empate: 22,25% de chance

Argentina em alta mesmo sem Messi

Com 28 pontos em 13 rodadas, a Argentina lidera as Eliminatórias com sete pontos de vantagem sobre o Equador, que tem 21. A ausência de Messi, confirmada após exames médicos no início da semana, não abalou a equipe, que venceu o Uruguai com um gol de Almada, destaque do Lyon e ex-Botafogo. Scaloni deve escalar Emiliano Martínez no gol, uma zaga com Romero e Otamendi, e um meio-campo com Enzo Fernández e Rodrigo De Paul, de volta após ser poupado. No ataque, Álvarez e Almada assumem o protagonismo, sustentados por uma defesa que sofreu apenas sete gols.

A classificação para a Copa de 2026 pode ser selada hoje. Um empate contra o Brasil garante a vaga se a Bolívia, sétima com 13 pontos, não vencer o Equador em El Alto. A diferença de 15 pontos para o sétimo colocado já coloca os argentinos em posição confortável. Em casa, a equipe perdeu apenas uma vez nos últimos 20 jogos oficiais, para o Uruguai em 2023, e o apoio de 85 mil torcedores no Monumental reforça seu favoritismo.

O Brasil, com seis vitórias, três empates e quatro derrotas, subiu para terceiro após bater a Colômbia. Sem Neymar, Dorival aposta em Bento no gol, uma zaga com Marquinhos e Murillo, e um ataque com Vinícius Júnior e Matheus Cunha. O clássico sem os dois craques, algo inédito desde 2005, abre espaço para uma nova geração, mas a pressão de jogar em Buenos Aires e o retrospecto recente dificultam a missão brasileira.

Repercussões na tabela

O confronto no Monumental vai além da rivalidade. Uma vitória ou empate pode classificar a Argentina com quatro rodadas de antecedência, permitindo a Scaloni testar opções. Das seis vagas diretas e uma para a repescagem, a albiceleste é a única virtualmente garantida. O equilíbrio entre jovens como Almada e veteranos como Martínez sustenta essa dominância.

Para o Brasil, os três pontos são essenciais para se aproximar do topo e consolidar a recuperação. Após um início irregular, com derrotas como a para a Colômbia no Maracanã, a equipe reagiu, mas ainda busca regularidade. O duelo testa Vinícius Júnior e Raphinha em um ambiente hostil, com a torcida argentina pronta para transformar o estádio em um fator decisivo.

  • Argentina: 28 pontos, 99,99% de chance de classificação
  • Equador: 21 pontos, 99,77% de chance
  • Brasil: 21 pontos, 98,7% de chance
  • Uruguai: 19 pontos, 98,3% de chance
  • Colômbia: 19 pontos, 95,5% de chance

Por que a Argentina é favorita

O mando de campo pesa a favor da Argentina. O Monumental registra 10 vitórias, um empate e uma derrota em 12 jogos oficiais desde 2021. A torcida, que lotou o estádio com 80 mil pessoas contra o Equador em 2023, deve superar esse número hoje, criando um clima intimidador. Sem Messi, o time perde sua referência, mas mantém coesão.

O coletivo argentino é outro trunfo. Martínez, eleito o melhor goleiro do mundo em 2022, lidera uma defesa quase impenetrável. No meio, Fernández e De Paul ditam o ritmo, enquanto Álvarez, com 15 gols na temporada pelo Atlético de Madrid, e Almada, com um golaço contra o Uruguai, assumem a frente. A solidez tática de Scaloni compensa a ausência do camisa 10.

O Brasil, sem Neymar, depende de Vinícius Júnior, em alta após o gol contra a Colômbia, e Raphinha, regular no Barcelona. A defesa, com Marquinhos e Murillo, é confiável, mas o meio-campo precisa conter os argentinos. Dorival enfrenta o desafio de quebrar um jejum de 16 anos sem vencer em solo rival pelas Eliminatórias.

Atualização das Eliminatórias

Antes da rodada, a tabela mostra Argentina (28 pontos), Equador (21), Brasil (21), Uruguai (19), Colômbia (19) e Paraguai (16) no G6. A Bolívia (13) lidera a briga pela repescagem, seguida por Venezuela (11), Peru (6) e Chile (5). O Equador impressiona com sua disciplina, enquanto o Uruguai, de Bielsa, e a Colômbia, com James Rodríguez, seguem firmes. O Paraguai oscila, mas está na luta.

A Bolívia sonha com a repescagem após vencer o Brasil em 2023, mas precisa de consistência. Venezuela e Peru têm chances remotas, e o Chile, lanterna com 0,12% de probabilidade, vive uma crise. O clássico de hoje pode ampliar a vantagem argentina e pressionar o Brasil.

Curiosidades do confronto

O clássico já teve mais de 110 encontros desde 1914:

  • Argentina não perde em casa nas Eliminatórias para o Brasil desde 2009 (1 x 3).
  • Sem Messi e Neymar, o último duelo foi em 2005 (Brasil 4 x 1).
  • O Monumental viu três jogos desde 2000: duas vitórias argentinas e um empate.

O que esperar hoje

Sem Messi, a Argentina deve escalar Dibu Martínez; Molina, Romero, Otamendi e Tagliafico; Rodrigo De Paul, Leandro Paredes, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister; Thiago Almada e Julián Álvarez.. O Brasil vai com Bento; Wesley, Marquinhos, Murillo e Arana; André, Joelinton e Raphinha; Rodrygo, Cunha e Vinícius Júnior. Com 52,94% de favoritismo, a Argentina aposta em sua torcida e organização, enquanto o Brasil busca surpreender com contra-ataques.

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