A partir desta sexta-feira, 28 de março, os fãs de ação e aventura têm um motivo especial para sintonizar a TV Globo. Às 15h25, no horário de Brasília, a Sessão da Tarde apresenta Kung Fu Yoga, filme lançado em 2017 que combina artes marciais, arqueologia e uma pitada de humor. Dirigido por Stanley Tong, o longa traz o icônico Jackie Chan no papel principal, interpretando Jack, um renomado professor de arqueologia que embarca em uma missão arriscada. Com 1 hora e 45 minutos de duração, a produção promete prender a atenção do público com sequências de luta elaboradas e uma trama que atravessa continentes em busca de um tesouro perdido.
Jackie Chan, aos 62 anos na época do lançamento, mostra que sua energia permanece intacta. No filme, ele lidera uma equipe de pesquisadores em uma expedição que começa na China e os leva até a Índia, passando por cenários exóticos como desertos e montanhas geladas. A história ganha ritmo quando o grupo se depara com mercenários determinados a roubar o Magadha, um artefato lendário ligado à história indiana antiga. Para sobreviver, Jack recorre a suas habilidades em kung fu, marca registrada do ator, e ao conhecimento arqueológico, criando um equilíbrio entre cérebro e músculos que define o tom do longa.
A exibição na Sessão da Tarde chega em um momento em que Jackie Chan continua sendo uma figura celebrada mundialmente. Com mais de 60 anos de carreira e cerca de 150 filmes no currículo, o ator, diretor e dublê é conhecido por realizar suas próprias cenas de ação, muitas vezes arriscando a vida. Em Kung Fu Yoga, ele não decepciona, trazendo coreografias impressionantes que misturam golpes precisos com o humor físico que o tornou famoso. A produção, que arrecadou mais de 250 milhões de dólares em bilheteria global, reflete o apelo duradouro de Chan, especialmente em mercados asiáticos.
- Cenas marcantes do filme:
- Uma perseguição de carros em Dubai com supercarros como Lamborghini e Bugatti.
- Um confronto com um leão dentro de um veículo, destacando o lado cômico de Jackie Chan.
- Uma batalha final em um templo indiano, com coreografias de kung fu em grande escala.
Aventura global com toque asiático
Combinando elementos de culturas milenares, Kung Fu Yoga reflete a colaboração entre indústrias cinematográficas da China e da Índia. O filme foi produzido com um orçamento estimado em 65 milhões de dólares, uma soma significativa que permitiu locações internacionais e efeitos visuais de qualidade. Além de Jackie Chan, o elenco conta com nomes como Celina Jade, que interpreta uma arqueóloga chinesa, e Aarif Rahman, um jovem especialista em história. A participação de atores indianos, como Sonu Sood no papel do vilão Randall, reforça a conexão entre as duas nações na trama, que explora o passado histórico do tesouro de Magadha.
A escolha do título não é por acaso. O “kung fu” remete às habilidades de combate de Chan, enquanto o “yoga” simboliza a influência indiana na narrativa, com referências a práticas antigas e à espiritualidade do país. Filmado em locais como Pequim, Dubai e Rajasthan, o longa oferece uma viagem visual que vai além da ação, destacando paisagens que raramente aparecem em produções ocidentais. A direção de Stanley Tong, parceiro de longa data de Chan, garante que o filme mantenha um ritmo acelerado, sem deixar de lado os momentos de leveza que agradam públicos de todas as idades.
Jackie Chan: um ícone em ação
Nascido em Hong Kong em 1954, Jackie Chan começou sua carreira como dublê e logo se destacou por sua abordagem única ao cinema de ação. Diferente de outros astros do gênero, como Bruce Lee, ele mistura comédia com acrobacias perigosas, uma fórmula que conquistou fãs ao redor do mundo. Em Kung Fu Yoga, essa essência está presente em cenas como a luta improvisada com um leão, onde o ator usa o ambiente ao seu favor, ou na sequência em que escapa de uma avalanche nas montanhas. Aos 70 anos em 2024, Chan segue ativo, com projetos em andamento, mas esse filme de 2017 é um lembrete de sua capacidade de reinventar o gênero.
O sucesso de Kung Fu Yoga não se limita às bilheterias. Na China, o longa se tornou um dos mais assistidos do ano de seu lançamento, impulsionado pelo feriado do Ano Novo Lunar, quando estreou. A arrecadação de 254 milhões de dólares reflete o poder de Chan como estrela nacional, mas também o crescente interesse por coproduções asiáticas. A crítica internacional destacou a química entre o elenco e as cenas de ação, embora alguns apontassem a trama como previsível. Para o público da Sessão da Tarde, no entanto, a combinação de aventura e entretenimento leve deve ser o suficiente para uma tarde agradável.
- Curiosidades sobre a produção:
- Jackie Chan sofreu um pequeno acidente durante as filmagens em Dubai, mas insistiu em continuar.
- O filme foi parcialmente inspirado em lendas indianas sobre tesouros escondidos.
- A sequência de carros envolveu mais de 20 veículos de luxo, alguns emprestados por colecionadores.
Cronologia de uma carreira lendária
Jackie Chan começou no cinema ainda criança, aparecendo em papéis menores na década de 1960. Sua ascensão veio nos anos 1970 e 1980, com filmes como O Mestre Invencível e Police Story, que o estabeleceram como um nome global. Em Kung Fu Yoga, ele já estava em uma fase madura, mas sem perder o fôlego. Veja alguns marcos de sua trajetória:
- 1978: Lança O Mestre Invencível, seu primeiro grande sucesso.
- 1995: Estreia em Hollywood com Arrebentando em Nova York.
- 2017: Kung Fu Yoga reforça seu domínio no cinema asiático.
- 2024: Aos 70 anos, trabalha em novos projetos, incluindo sequências de sucessos antigos.
Por trás das câmeras
Stanley Tong, o diretor, já havia trabalhado com Chan em clássicos como Police Story 3 e Rumble in the Bronx. Em Kung Fu Yoga, ele aposta em uma fórmula testada: ação em larga escala com toques de humor. A produção também marca um esforço da China para expandir sua influência no cinema global, rivalizando com Hollywood em termos de investimento e alcance. As locações em Dubai, por exemplo, foram escolhidas para atrair um público internacional, enquanto as cenas na Índia reforçam a parceria com Bollywood, que tem crescido em coproduções nos últimos anos.
A trilha sonora, composta por Nathan Wang, acompanha o tom vibrante do filme, com ritmos que misturam sons orientais e batidas modernas. Embora não seja o foco, a música ajuda a destacar os momentos de tensão e as sequências cômicas, como quando Chan dança ao estilo indiano em uma das cenas finais. Esse detalhe, aliás, viralizou nas redes sociais na época do lançamento, mostrando o carisma do ator mesmo em instantes improvisados.
O que esperar na Sessão da Tarde
Exibido às 15h25 desta sexta-feira, Kung Fu Yoga é uma opção para quem busca diversão descompromissada. A Sessão da Tarde, tradicional na grade da Globo desde os anos 1970, costuma trazer filmes leves e familiares, e este longa se encaixa perfeitamente nesse perfil. Com classificação indicativa de 12 anos, é adequado para adolescentes e adultos que apreciam o estilo de Jackie Chan. A duração de 1h45 deve ser ajustada para cerca de 1h30 na TV, considerando intervalos comerciais, mas sem prejuízo às principais cenas de ação.
Famílias que assistirem juntas encontrarão um filme que mistura aprendizado e entretenimento. A trama toca em temas como arqueologia e história antiga, ainda que de forma simplificada, enquanto as lutas e perseguições mantêm o ritmo. Para os fãs de Chan, é mais uma chance de ver o astro em ação, enfrentando vilões e situações improváveis com seu charme característico. A exibição também coincide com um período em que o ator tem sido homenageado por sua contribuição ao cinema, como o Oscar Honorário recebido em 2016.
- Momentos imperdíveis na transmissão:
- A perseguição de carros em Dubai, com visuais impressionantes.
- O confronto com o leão, que mistura tensão e risadas.
- A dança final, um toque leve que fecha a aventura.
Um tesouro na tela da Globo
Passados sete anos desde seu lançamento, Kung Fu Yoga continua relevante como exemplo do talento de Jackie Chan e da força do cinema asiático. A escolha da Globo de exibi-lo reflete o interesse do público brasileiro por histórias que unem ação e cultura, algo que o ator sempre soube entregar. Seja pela nostalgia de quem cresceu assistindo seus filmes ou pela curiosidade de uma nova geração, o longa tem potencial para atrair diferentes públicos nesta tarde de sexta-feira.
A busca pelo tesouro de Magadha, com suas reviravoltas e cenários grandiosos, transforma a Sessão da Tarde em uma janela para o mundo. Enquanto Jack e sua equipe enfrentam desafios, o espectador é levado a uma jornada que vai da China à Índia, com paradas em desertos e templos antigos. É uma oportunidade de ver como o kung fu e o yoga, cada um à sua maneira, encontram espaço em uma narrativa moderna e acessível.

