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13º salário: saiba quando você recebe e como se preparar

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Carteira de Trabalho- Foto: Etalbr / Shutterstock.com Carteira de Trabalho- Foto: Etalbr / Shutterstock.com

A chegada do décimo terceiro salário em 2025 promete aquecer a economia brasileira com a injeção de R$ 320 bilhões, beneficiando cerca de 85 milhões de trabalhadores formais, servidores públicos e aposentados do INSS. Os depósitos, ajustados para os dias 28 de novembro e 19 de dezembro, refletem o aumento do salário mínimo para R$ 1.518 e o crescimento do mercado de trabalho, superando os R$ 317 bilhões distribuídos a 83 milhões de pessoas em 2024. Instituído há mais de seis décadas, o benefício movimenta setores como varejo, turismo e serviços, especialmente no fim do ano, oferecendo alívio financeiro e impulsionando o consumo antes das festas natalinas.

Cerca de 52 milhões de empregados com carteira assinada e 33 milhões de segurados do INSS estão na lista de recebedores, com valores proporcionais ao tempo de serviço ou benefício. O calendário foi ajustado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) para evitar fins de semana, garantindo que o dinheiro esteja disponível em dias úteis. Enquanto trabalhadores aguardam a primeira parcela ou o pagamento único até 28 de novembro, empresas correm para organizar o caixa, enfrentando multas de R$ 170,25 por empregado em caso de atraso.

O impacto do décimo terceiro vai além dos bolsos individuais, funcionando como um motor para a economia. Em 2024, o comércio registrou alta de 5,6% nas vendas de dezembro, e projeções apontam crescimento semelhante em 2025, com destaque para eletrônicos, vestuário e destinos turísticos. Pequenos negócios e cidades menores também sentem o efeito, com 40% do valor sendo gasto localmente no ano anterior.

Quem tem direito ao benefício

Trabalhadores com carteira assinada que atuaram por pelo menos 15 dias em 2025 estão entre os beneficiários do décimo terceiro, abrangendo empregados domésticos, rurais e temporários. Servidores públicos de todas as esferas, trabalhadores avulsos com intermediação sindical e aposentados do INSS, incluindo pensionistas e recebedores de auxílios por incapacidade ou reclusão, também fazem parte do grupo. Em 2025, o total de 85 milhões de contemplados reflete o aumento de 2% no mercado formal e a inclusão de novos segurados.

Exceções incluem demitidos por justa causa, que perdem o direito mesmo com meses trabalhados, além de estagiários, autônomos e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Para os elegíveis, cada período superior a 15 dias conta como um mês completo, garantindo proporcionalidade no cálculo do valor a receber.

Grupos contemplados:

  • Trabalhadores CLT com mínimo de 15 dias de serviço.
  • Servidores públicos e trabalhadores avulsos.
  • Aposentados e pensionistas do INSS com benefícios ativos.

Calendário ajustado para os depósitos

Pagar o décimo terceiro em 2025 segue datas estratégicas para maximizar o acesso antes do Natal. A primeira parcela ou o valor integral deve ser depositada até 28 de novembro, antecipada do dia 30, que cai em um domingo. A segunda parcela chega em 19 de dezembro, ajustada do dia 20, um sábado, conforme decisão do TST. Em 2024, 95% das empresas cumpriram os prazos, injetando R$ 317 bilhões na economia.

Para trabalhadores, o pagamento pode ser único até o fim de novembro ou dividido em duas partes, com a primeira sem descontos e a segunda sujeita a INSS e Imposto de Renda. Aposentados do INSS seguem o padrão de novembro e dezembro, mas uma antecipação para o primeiro semestre, como ocorreu em 2024 com depósitos entre abril e maio, ainda depende de confirmação governamental.

Como calcular o valor a receber

Calcular o décimo terceiro é um processo simples que considera o salário bruto e o tempo de serviço. O valor mensal é dividido por 12 e multiplicado pelos meses trabalhados em 2025. Um empregado com salário de R$ 3.000 que atuou o ano inteiro recebe R$ 3.000 brutos, enquanto alguém que começou em maio, com 8 meses, ganha R$ 2.000 (R$ 3.000 ÷ 12 × 8). O aumento do salário mínimo para R$ 1.518 eleva o benefício mínimo para R$ 1.518 brutos para quem trabalhou 12 meses.

Descontos reduzem o montante líquido. O INSS varia de 7,5% a 14%, dependendo da faixa salarial, e o Imposto de Renda, aplicado apenas na segunda parcela, vai de 7,5% a 27,5% para rendas acima de R$ 2.824. Um salário de R$ 2.000, por exemplo, perde cerca de R$ 150 no INSS, resultando em R$ 1.850 líquidos se isento de IR.

Aposentados seguem a mesma lógica proporcional. Um benefício de R$ 1.518 iniciado em agosto gera R$ 632,50 (5/12), com desconto de R$ 47,44 no INSS, totalizando R$ 585,06 líquidos. Esses valores podem ser verificados no contracheque ou no aplicativo Meu INSS.

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Fotografia Mix Vale

Impacto no comércio e no turismo

A injeção de R$ 320 bilhões deve impulsionar o varejo com uma alta projetada de 5% nas vendas de fim de ano. Em 2024, eletrônicos, roupas e alimentos lideraram os gastos, com o comércio eletrônico crescendo 10% em dezembro. Supermercados esperam aumento nas vendas de itens natalinos, enquanto lojas de eletrodomésticos planejam promoções logo após o depósito de 28 de novembro.

O turismo também sente os efeitos. Destinos como Salvador e Gramado registraram 15% mais reservas em 2024, e a antecipação em 2025 deve ampliar esse movimento. Pacotes para o Nordeste e o Sul estão entre os mais procurados, com hotéis e restaurantes projetando crescimento de 4% no faturamento, contra 3% no ano anterior.

Pequenos negócios em cidades menores capturam parte significativa do benefício. Em 2024, 40% do décimo terceiro foi gasto no comércio local, de feiras a lojas de bairro, enquanto 25% foram poupados, equilibrando consumo e planejamento financeiro.

Desafios para as empresas

Cumprir os prazos de pagamento exige planejamento, especialmente para pequenas empresas, que empregam 70% dos trabalhadores formais. Em 2024, muitas recorreram a empréstimos com juros 2% acima da média anual, e 2025 deve repetir essa tendência, pressionando o fluxo de caixa. A multa de R$ 170,25 por empregado em caso de atraso é um risco, sobretudo em setores com alta rotatividade, como construção e varejo.

Grandes empresas, com reservas previstas, enfrentam menos dificuldades. Em 2025, 90% delas devem cumprir os prazos, contra 95% em 2024, devido ao ajuste de datas. A emissão antecipada de contracheques e a coordenação com bancos são essenciais para evitar penalidades e reclamações trabalhistas.

Setores sazonais, como o comércio, contratam temporários em novembro, mas precisam incluir o décimo terceiro proporcional nos custos. Esse gasto eleva as despesas em até 10% em relação ao ano anterior, impactando especialmente negócios que dependem das vendas de fim de ano.

Benefícios para trabalhadores e aposentados

Receber o décimo terceiro antes das festas oferece alívio financeiro imediato. Em 2024, 30% dos beneficiários quitaram dívidas, enquanto 40% investiram em compras natalinas, padrão que deve se repetir em 2025. Para trabalhadores de baixa renda, o valor líquido médio de R$ 1.404, após descontos no salário mínimo, cobre despesas sazonais como presentes e ceias.

Aposentados, que somam 33 milhões, usam o benefício para equilibrar orçamentos apertados. A antecipação de 2024, entre abril e junho, injetou R$ 67,6 bilhões, e uma repetição em 2025 pode aliviar gastos do primeiro semestre, como IPTU. Novos segurados recebem valores proporcionais em novembro e dezembro, mantendo a flexibilidade.

Cronograma oficial dos pagamentos

O calendário de 2025 foi estruturado para facilitar o planejamento:

  • 28 de novembro: Primeira parcela ou pagamento único para trabalhadores formais.
  • 19 de dezembro: Segunda parcela para trabalhadores formais.
  • Aposentados do INSS: 28/11 e 19/12, salvo antecipação a ser definida.

Em 2024, a antecipação para aposentados começou em 24 de abril e terminou em 7 de junho, beneficiando 33 milhões de segurados. Para 2025, depósitos do INSS podem seguir um escalonamento pelo número final do benefício, começando por quem ganha até R$ 1.518, caso a antecipação não ocorra.

Efeitos econômicos em diferentes regiões

O décimo terceiro representa cerca de 2,5% do PIB, com impacto concentrado no último trimestre. Em 2024, os R$ 317 bilhões elevaram o consumo em 5%, e os R$ 320 bilhões de 2025 devem manter essa proporção. Regiões como Nordeste e Norte, onde 60% dos recebedores estão, sentem um efeito mais intenso, com o comércio local ganhando fôlego.

O e-commerce projeta alta de 10% nas vendas online, enquanto cidades turísticas como Recife esperam 20% mais visitantes em dezembro. A formalização do trabalho, com 52 milhões de empregados CLT, e o aumento do salário mínimo ampliam o alcance do benefício, reforçando seu papel na economia.

Curiosidades sobre o décimo terceiro

O benefício tem histórias que refletem sua importância ao longo das décadas:

  • Instituído em 1962, foi uma conquista trabalhista que enfrentou resistência empresarial na época.
  • Em 2024, 25% dos recebedores pouparam o valor, um recorde desde 2019.
  • O turismo interno cresce 15% em dezembro, impulsionado pelos depósitos.
  • Pequenos negócios locais capturam 40% do montante, fortalecendo economias regionais.
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