O Barcelona entra em campo nesta quarta-feira, 2 de abril, para enfrentar o Atlético de Madrid no jogo de volta das semifinais da Copa do Rei. Após um empate eletrizante por 4 a 4 na partida de ida, o técnico Hansi Flick planeja novas mudanças na escalação, mantendo sua estratégia de adaptação a cada confronto. O duelo, que acontece no estádio Wanda Metropolitano, às 16h30 (horário de Brasília), promete ser mais um capítulo intenso na rivalidade entre as duas equipes, que já se enfrentaram três vezes nesta temporada. Com a volta de jogadores como Cubarsí e Raphinha, o treinador alemão busca neutralizar o forte meio-campo adversário e garantir uma vaga na final do torneio espanhol.
A temporada 2024/2025 tem sido marcada por confrontos equilibrados entre Barcelona e Atlético de Madrid. No primeiro encontro, ainda em 2024, pelo Campeonato Espanhol, o time catalão sofreu uma derrota por 2 a 1, com Pedri marcando o único gol dos visitantes. Na ocasião, o goleiro Iñaki Pena era o titular, antes da chegada de Wojciech Szczęsny, e o ataque sentiu a ausência de Lamine Yamal, lesionado. Desde então, o Barcelona não perdeu mais, acumulando uma invencibilidade de 20 jogos, o que demonstra a consistência do trabalho de Flick, mesmo com ajustes constantes na equipe.
Já nos duelos seguintes, o técnico mostrou sua versatilidade. No segundo confronto, Szczęsny assumiu a meta, enquanto De Jong entrou no meio-campo no lugar de Casadó, ao lado de Pedri. No ataque, Dani Olmo e Ferran Torres ganharam espaço, com Lewandowski começando como reserva, mas entrando para marcar. O terceiro jogo, disputado em 16 de março, trouxe o polonês de volta ao time titular, resultando em uma vitória por 4 a 2. Agora, para o quarto embate, a expectativa é que Gavi reassuma a função de armador, reforçando o setor que o Atlético de Madrid costuma dominar.
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— FC Barcelona (@FCBarcelona) April 1, 2025
Mudanças táticas definem o estilo de Flick
Hansi Flick consolidou um estilo de jogo claro no Barcelona, com posse de bola e transições rápidas, mas sua capacidade de ajustar a escalação conforme o adversário tem sido um diferencial. Contra o Atlético de Madrid, conhecido por povoar o meio-campo e pressionar a saída de bola, o treinador alemão já testou diferentes formações. No primeiro jogo, a dupla Pedri e Casadó tentou equilibrar o setor, mas não evitou a derrota. Nos embates seguintes, a entrada de De Jong e Dani Olmo trouxe mais criatividade, enquanto Gavi, quando disponível, agrega intensidade.
O retorno de Cubarsí à zaga deve fortalecer a linha defensiva, que conta ainda com Koundé, Iñigo Martínez e Alejandro Baldé. Já Raphinha, recuperado de lesão, é uma arma ofensiva essencial, especialmente pelos flancos. Lewandowski, artilheiro da equipe na temporada, segue como referência no ataque, mas a dúvida está na configuração do meio-campo. Gavi, que perdeu espaço em alguns jogos devido à rotação, pode ser a chave para conter o estilo físico e organizado de Diego Simeone, técnico do Atlético.
A flexibilidade de Flick não é novidade. Desde que assumiu o Barcelona, ele já promoveu alterações em mais de 80% dos jogos disputados, seja por questões táticas ou para gerenciar o desgaste físico dos atletas. Na atual temporada, o clube catalão disputou 42 partidas em todas as competições, com uma média de 2,1 gols por jogo, segundo estatísticas oficiais. Contra o Atlético, porém, a média cai para 1,7, evidenciando a dificuldade imposta pelo rival.
- Principais ajustes de Flick contra o Atlético:
- Primeiro jogo: Pedri e Casadó no meio, sem Lamine Yamal.
- Segundo jogo: De Jong e Dani Olmo entram, Lewandowski como reserva.
- Terceiro jogo: Lewandowski titular, vitória por 4 a 2.
- Quarto jogo (projeção): Gavi no meio, Cubarsí e Raphinha de volta.
Histórico recente eleva a expectativa
Os embates entre Barcelona e Atlético de Madrid nesta temporada têm sido marcados por placares movimentados e disputas acirradas. O empate por 4 a 4 na partida de ida da Copa do Rei, disputada no Camp Nou, foi o jogo com mais gols entre as duas equipes nos últimos cinco anos. Antes disso, o confronto de março terminou com vitória catalã por 4 a 2, enquanto a derrota inicial por 2 a 1 ainda reflete nos ajustes de Flick para evitar surpresas em Madri.
O Atlético de Madrid, sob comando de Diego Simeone, mantém sua identidade tática. Com uma média de 55% de posse de bola contra o Barcelona nos últimos jogos, o time aposta em transições rápidas e no trio de ataque formado por Griezmann, Morata e Julián Álvarez. A solidez defensiva, no entanto, foi abalada na ida, quando a equipe sofreu quatro gols, algo raro na era Simeone. Para o jogo de volta, a expectativa é que o técnico argentino reforce o meio-campo com nomes como Koke e De Paul, buscando retomar o controle da partida.
No lado catalão, a invencibilidade de 20 jogos dá confiança, mas o histórico no Wanda Metropolitano é desafiador. Nos últimos cinco anos, o Barcelona venceu apenas uma vez como visitante contra o Atlético, em 2023, por 1 a 0. A combinação de ajustes táticos de Flick e a pressão do estádio lotado será determinante para o desfecho desta semifinal.
Números e destaques da temporada
O Barcelona chega ao confronto com números expressivos. Além da invencibilidade, a equipe lidera o Campeonato Espanhol com 68 pontos em 30 rodadas, sete a mais que o Real Madrid. Na Copa do Rei, o caminho até as semifinais incluiu vitórias convincentes contra Athletic Bilbao e Real Sociedad. Já o Atlético de Madrid, terceiro colocado na La Liga com 58 pontos, eliminou o Mallorca nas quartas de final do torneio mata-mata.
Lewandowski é o artilheiro do Barcelona na temporada, com 22 gols em 38 jogos, seguido por Raphinha, com 12. No Atlético, Griezmann lidera com 18 gols, enquanto Morata contribui com 14. A disputa individual entre os atacantes pode ser um fator decisivo, mas o meio-campo, como sempre, será o coração da batalha tática entre os dois treinadores.
A rotação de jogadores também reflete a profundidade do elenco catalão. Pedri, com sete gols e oito assistências, é o motor criativo, enquanto De Jong traz equilíbrio com sua visão de jogo. Gavi, por sua vez, soma três gols e cinco assistências em 25 partidas, sendo um curinga para jogos de alta intensidade como este.
Cronologia dos confrontos em 2024/2025
A rivalidade entre Barcelona e Atlético de Madrid ganhou novos capítulos nesta temporada. Veja como foram os encontros até agora:
- Dezembro de 2024 (La Liga): Atlético 2 x 1 Barcelona.
- Janeiro de 2025 (La Liga): Barcelona 4 x 2 Atlético.
- Março de 2025 (Copa do Rei – ida): Barcelona 4 x 4 Atlético.
- Abril de 2025 (Copa do Rei – volta): a definir.
O que esperar do jogo de volta
Com o placar agregado em aberto, o duelo desta quarta-feira exige do Barcelona uma atuação sólida fora de casa. O empate com gols beneficia o Atlético, devido à regra do gol fora, mas uma vitória simples classifica o time de Flick. A presença de Gavi no meio-campo deve aumentar a agressividade na marcação, enquanto Cubarsí reforça a defesa contra as investidas de Griezmann e companhia.
O Atlético, por sua vez, joga com o apoio da torcida e a experiência de Simeone em mata-matas. A equipe venceu 70% dos jogos em casa na temporada, mas os quatro gols sofridos na ida expõem fragilidades que o Barcelona pode explorar. A velocidade de Raphinha e a precisão de Lewandowski serão testadas contra a defesa liderada por Giménez e Reinildo.
A partida também marca o retorno de Cubarsí após duas semanas afastado por lesão. O jovem zagueiro, de apenas 18 anos, já disputou 28 jogos na temporada e é visto como peça-chave na renovação da defesa catalã. Sua parceria com Koundé pode ser decisiva para conter o ataque adversário.
Foco no meio-campo
O setor intermediário será o palco principal do confronto. O Atlético de Madrid costuma usar até cinco jogadores na região central, com Koke e De Paul ditando o ritmo. Do lado do Barcelona, a provável escalação com Gavi, Pedri e De Jong busca igualar a disputa física e técnica. A capacidade de Flick em ajustar esse setor tem sido o diferencial nos últimos jogos, e a escolha por Gavi pode ser uma resposta direta à intensidade imposta por Simeone.
A pressão do Wanda Metropolitano, que deve receber mais de 60 mil torcedores, adiciona um elemento extra. Nos últimos dez confrontos em Madri, o Atlético venceu seis, com três empates e apenas uma derrota. Para o Barcelona, quebrar essa escrita exige não só tática, mas também concentração em um ambiente hostil.
Perspectivas para a final
O vencedor deste confronto encara o ganhador do duelo entre Real Madrid e Athletic Bilbao, que também disputam a outra semifinal. A Copa do Rei, que já está na reta final, terá sua decisão marcada para 27 de abril, no estádio La Cartuja, em Sevilha. Para o Barcelona, o título representaria o 32º troféu na competição, ampliando sua hegemonia histórica. Já o Atlético busca o 11º, o primeiro desde 2013.
Independentemente do resultado, o jogo desta quarta-feira reforça a rivalidade entre dois dos maiores clubes da Espanha. Com estratégias opostas – a fluidez de Flick contra a solidez de Simeone –, o embate promete emoção até o apito final. A transmissão ao vivo estará disponível no Disney+ e no portal Lance!, com cobertura em tempo real a partir das 16h30.