Preta Gil, de 50 anos, foi internada no Rio de Janeiro na terça-feira, dia 1º de abril, para a realização de exames e administração de medicamentos que exigem ambiente hospitalar. A cantora, que trava uma batalha contra o câncer de intestino desde janeiro de 2023, está sob cuidados médicos em um hospital carioca, com previsão de alta entre quinta e sexta-feira, conforme informado por sua assessoria. A internação ocorre semanas após sua emocionante participação no Domingão com Huck, onde cantou pela primeira vez desde a cirurgia de dezembro, que removeu parte de seu aparelho digestivo e sistema linfático. O procedimento, realizado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, durou 21 horas e marcou um capítulo intenso em sua jornada de saúde. Agora, Preta se prepara para um novo tratamento em Nova York, previsto para este mês, com medicamentos experimentais em fase final de estudo. Sua história reflete não apenas os desafios físicos, mas também a força emocional que a mantém em pé, apoiada por família, amigos e uma equipe médica dedicada.
A luta de Preta contra o câncer começou há mais de dois anos, com o diagnóstico de um tumor no intestino. Desde então, ela passou por duas grandes cirurgias, quimioterapia e radioterapia, enfrentando altos e baixos. Em dezembro de 2023, após a primeira cirurgia, anunciou estar curada, mas a doença retornou em 2024, com metástases em linfonodos na pelve, peritônio e ureter. A recente internação no Rio é parte do acompanhamento rigoroso que a artista mantém, especialmente após 55 dias internada entre dezembro e fevereiro, quando enfrentou complicações como infecção urinária e a adaptação a uma bolsa de colostomia definitiva.
Apesar das adversidades, Preta tem compartilhado sua gratidão pela possibilidade de tratamento e pelo suporte recebido. Sua participação no Domingão, cantando “Brasil”, tema de Vale Tudo eternizado por Gal Costa, sua madrinha, emocionou o público e os convidados, como os elencos de Vale Tudo e Mania de Você. A internação atual reforça a necessidade de monitoramento constante, enquanto ela planeja a próxima etapa nos Estados Unidos, buscando opções avançadas para vencer a doença.
Um histórico de coragem e superação
O diagnóstico de câncer colorretal em janeiro de 2023 mudou a vida de Preta Gil. Aos 48 anos na época, ela iniciou o tratamento com otimismo, submetendo-se a uma cirurgia de 14 horas em agosto daquele ano para remover o tumor e o útero. Após quase um mês internada, celebrou a alta e, no fim de 2023, declarou-se livre da doença no Encontro com Patrícia Poeta. A alegria, porém, durou pouco. Em agosto de 2024, exames revelaram a recidiva, com a doença se espalhando para novos pontos do corpo, exigindo uma abordagem mais agressiva.
A cirurgia de dezembro, que durou quase um dia inteiro, foi um marco. Preta perdeu parte do trato digestivo e do sistema linfático, além de receber uma colostomia permanente. Foram 55 dias de internação, com momentos de dor intensa e recuperação lenta, mas também de apoio incondicional de familiares como Gilberto Gil, Flora Gil e Marina Morena, que se revezaram ao seu lado. Em entrevista ao Fantástico, ela destacou os privilégios que a ajudam a enfrentar o tratamento, como acesso a médicos competentes e medicamentos de ponta, mas não negou o sofrimento físico e emocional que acompanha cada etapa.
Os desafios do câncer recorrente
A recidiva do câncer de Preta Gil reflete um cenário que afeta muitos pacientes oncológicos. Dados mostram que cerca de 30% dos casos de câncer colorretal podem apresentar metástases após o tratamento inicial, especialmente em linfonodos ou órgãos próximos, como o peritônio. A internação no Rio, embora rotineira para exames e medicações, evidencia a complexidade de seu quadro, que exige ajustes constantes no plano terapêutico. A decisão de buscar tratamento nos Estados Unidos, com drogas em fase experimental, demonstra a busca por alternativas diante das limitações enfrentadas no Brasil.
- Monitore seu estado: exames regulares ajudam a detectar mudanças no quadro de saúde.
- Busque apoio: família e amigos são essenciais para enfrentar os desafios emocionais.
- Confie na equipe médica: tratamentos personalizados aumentam as chances de sucesso.
A força da música e da família
A participação de Preta no Domingão, dias antes da internação, foi um momento de catarse. Cantar “Brasil” no palco, ao lado de Luciano Huck e dos elencos de novelas, trouxe à tona sua conexão com Gal Costa, falecida em 2022, e sua própria resiliência. Ela falou abertamente sobre o que carrega “por baixo da roupa e dentro da alma”, referindo-se às cicatrizes físicas e emocionais. O público respondeu com aplausos e lágrimas, enquanto Preta celebrava o amor e o respeito como forças maiores que qualquer terapia.
Gilberto Gil, seu pai, também tem sido um pilar. Após a cirurgia de dezembro, ele a homenageou no show de abertura da turnê Tempo Rei, em Salvador, que Preta assistiu um dia após receber alta de uma internação por infecção urinária. A família Gil, conhecida por sua união, esteve presente em cada etapa, desde os dias no hospital até os momentos de celebração, como o Carnaval de Salvador, onde Preta exibiu sua cicatriz com orgulho, afirmando estar viva e pronta para sensualizar.
O impacto das infecções no tratamento
Internações frequentes, como a de agora no Rio e a anterior em Salvador, são comuns em pacientes oncológicos. Em março, Preta passou seis dias no Hospital Aliança Star, na Bahia, tratando uma infecção urinária causada por uma bactéria. Oncologistas explicam que esses quadros podem surgir devido à imunidade baixa, um efeito colateral de cirurgias extensas e tratamentos agressivos. A rápida resposta médica em Salvador, com antibióticos venosos, evitou complicações maiores, como a translocação da bactéria para a corrente sanguínea.
A adaptação à bolsa de colostomia também trouxe desafios. Preta relatou a necessidade de cuidados extras para evitar infecções, um aprendizado que ela incorporou à rotina. Sua transparência ao falar sobre o tema, como no mergulho no mar durante o Carnaval, inspira outros pacientes a lidar com as mudanças impostas pela doença.
Preparativos para o tratamento nos EUA
Preta Gil planeja embarcar para Nova York em abril, onde participará de um protocolo com medicamentos em fase final de testes. Em entrevista ao Fantástico, ela destacou que, no Brasil, já esgotou as opções disponíveis, e suas chances de cura agora dependem de avanços internacionais. A decisão reflete uma tendência crescente: em 2024, cerca de 15% dos pacientes brasileiros com cânceres avançados buscaram tratamentos no exterior, segundo estimativas do setor de saúde.
A cantora reconhece os privilégios que a permitem acessar essas terapias, mas não minimiza o peso da jornada. “Sofro muito”, admitiu, equilibrando gratidão e honestidade. A internação atual no Rio serve como preparo para essa nova etapa, garantindo que ela esteja estável para a viagem e o início do protocolo experimental.
Cronograma da luta de Preta Gil
A trajetória de Preta contra o câncer é marcada por datas significativas, que ilustram sua determinação:
- Janeiro de 2023: diagnóstico inicial de câncer no intestino.
- Agosto de 2023: primeira cirurgia, com retirada do tumor e do útero.
- Dezembro de 2023: anúncio de cura no Encontro.
- Agosto de 2024: descoberta da recidiva em linfonodos e outros pontos.
- Dezembro de 2024: cirurgia de 21 horas no Sírio-Libanês.
- Fevereiro de 2025: alta após 55 dias internada.
- Abril de 2025: início do tratamento em Nova York.
A rotina de um paciente oncológico
Viver com câncer recorrente exige adaptação constante. Para Preta, isso inclui exames periódicos, como os que motivaram a internação no Rio, e o uso de medicamentos que só podem ser administrados em hospitais. A colostomia definitiva, instalada em dezembro, alterou sua rotina, mas não sua vontade de viver. Ela já exibiu o coquetel de remédios que toma diariamente, agradecendo a cada pílula que a mantém na luta.
A infecção urinária em Salvador, tratada em março, é um exemplo dos imprevistos que surgem. Preta passou o Carnaval na Bahia, mas precisou de cuidados intensivos logo após, mostrando como a doença exige vigilância. Sua capacidade de retomar atividades, como assistir ao show de Gilberto Gil ou cantar no Domingão, reflete uma força que vai além do físico.
O apoio que faz a diferença
Familiares e amigos têm sido fundamentais para Preta. Durante os 55 dias de internação em São Paulo, ela nunca esteve sozinha, com Gilberto Gil e Flora Gil dormindo ao seu lado no hospital. No Carnaval, Ludmilla a homenageou no Fervo da Lud, no Rio, vestindo uma camiseta com sua foto e declarando amor. Esses gestos, somados ao carinho do público, fortalecem sua determinação.
A participação no Domingão foi um marco emocional. Preta chorou ao receber o apoio de Luciano Huck e dos atores presentes, destacando que o amor é sua maior arma. A internação atual, embora planejada, reforça a importância de uma rede de suporte que a acompanha em cada passo.
A próxima etapa em Nova York
A viagem aos Estados Unidos é o próximo capítulo na luta de Preta Gil. Os medicamentos experimentais que ela testará estão entre os avanços mais promissores contra o câncer colorretal metastático. Estudos recentes apontam que essas terapias, ainda em fase de aprovação, podem aumentar a sobrevida em até 40% em casos avançados, oferecendo esperança onde as opções tradicionais falham.
Preta planeja partir em abril, após os exames no Rio garantirem sua estabilidade. Sua história, marcada por recaídas e superações, ressoa com milhares de pacientes que enfrentam o mesmo diagnóstico. A transparência com que ela compartilha cada etapa, seja nas redes sociais ou em programas de TV, transforma sua jornada em um exemplo de resiliência.

