A espera acabou para os fãs de uma das franquias mais aclamadas dos videogames. Lançado originalmente em 2020 para PlayStation 4 e remasterizado para PlayStation 5 em 2024, The Last of Us Parte II Remastered chegou ao PC em 3 de abril de 2025, trazendo a jornada visceral de Ellie e Abby para uma nova plataforma. Desenvolvido pela Naughty Dog e adaptado pela Nixxes, o título mantém sua essência brutal e narrativa corajosa, agora com melhorias gráficas, suporte a tecnologias como DLSS 3 e FSR 3.1, e a inclusão do modo roguelike Sem Volta. A estreia no PC marca mais um passo da Sony em expandir seus exclusivos para além dos consoles, oferecendo aos jogadores uma experiência otimizada que reflete o avanço técnico dos últimos anos.
Cinco anos após os eventos do primeiro jogo, a trama segue Ellie vivendo em Jackson, Wyoming, numa comunidade de sobreviventes que prospera em meio ao caos pós-pandêmico. A paz, porém, é interrompida por um evento violento que a lança numa jornada de vingança, cruzando caminhos com Abby, uma figura que divide opiniões entre os jogadores. A versão remasterizada mantém intacta essa história densa, que já acumula mais de 300 prêmios de Jogo do Ano, enquanto adiciona camadas de acessibilidade e conteúdo extra. Para os novatos no PC, é uma chance de vivenciar um marco dos games; para os veteranos, uma oportunidade de revisitar a aventura com novos olhos.
A adaptação para PC chega com promessas de desempenho superior ao problemático port de The Last of Us Part I, lançado em 2023. A Nixxes, conhecida por trabalhos como Horizon Zero Dawn e Marvel’s Spider-Man 2, assumiu a tarefa de trazer o jogo para os computadores, corrigindo falhas do passado e entregando uma experiência mais estável. O lançamento coincide com um momento em que a franquia ganha ainda mais relevância, com a segunda temporada da série da HBO em produção, prevista para estrear em breve, reforçando o impacto cultural de Ellie e Abby.
Um port que aprende com o passado
O histórico da Sony com ports para PC nem sempre foi impecável. O lançamento de The Last of Us Part I enfrentou críticas por problemas de otimização, como uso excessivo de VRAM, quedas de desempenho e bugs frequentes. Dessa vez, a Nixxes parece ter ouvido o feedback. Testes iniciais mostram que The Last of Us Parte II Remastered roda de forma fluida em configurações variadas, com taxas de quadros entre 60 e 70 FPS em máquinas medianas, sem os gargalos que marcaram o antecessor. A ausência de ray tracing mantém os requisitos acessíveis, enquanto o suporte a tecnologias de upscaling como DLSS e FSR garante qualidade visual em setups mais robustos.
Jogadores com placas como RTX 3060 Ti ou RX 6700 XT, comuns no mercado, conseguem aproveitar o jogo em Full HD com ajustes no máximo sem comprometer a performance. Em resoluções mais altas, como 1440p ou 4K, o uso de upscaling se torna essencial, mas os resultados impressionam, com texturas mais nítidas e sombras refinadas. O cuidado com a adaptação é evidente no menu de configurações gráficas, que oferece opções detalhadas para texturas, pós-processamento e iluminação, permitindo personalização para diferentes perfis de hardware.
A integração com o DualSense também chama atenção. Para quem possui o controle do PlayStation, a versão PC suporta gatilhos adaptáveis e feedback háptico, trazendo a mesma imersão tátil do console. Compatibilidade com o Controle Adaptável Xbox amplia as opções de acessibilidade, um ponto forte da Naughty Dog desde o lançamento original. Esses detalhes mostram um esforço para agradar tanto os puristas quanto os novatos que chegam ao universo de The Last of Us pelo PC.
- Suporte a DLSS 3 e FSR 3.1: Melhora o desempenho em resoluções altas.
- Integração com DualSense: Gatilhos adaptáveis e vibração aprimorada.
- Configurações acessíveis: Jogo roda bem em PCs medianos sem ray tracing.
A narrativa que ainda divide opiniões
A história de The Last of Us Parte II continua sendo seu maior trunfo e, ao mesmo tempo, seu ponto mais controverso. Passada em um mundo devastado pelo fungo Cordyceps, a trama explora temas como vingança, redenção e os custos da violência. Ellie, agora com 19 anos, deixa a segurança de Jackson após um ataque brutal que mata uma pessoa próxima, desencadeando uma busca implacável por justiça. Abby, introduzida como antagonista inicial, ganha camadas ao longo do jogo, revelando-se uma protagonista tão complexa quanto Ellie. A decisão da Naughty Dog de alternar entre as duas perspectivas foi oustriad a ousada escolha narrativa que polarizou os jogadores em 2020.
Anos depois, as reações permanecem intensas. Enquanto alguns elogiam a coragem de Neil Druckmann, diretor e roteirista, em subverter expectativas, outros criticam a brutalidade excessiva e as escolhas dos personagens. A versão remasterizada não altera o enredo, mas os comentários do diretor, disponíveis como extra, oferecem um mergulho nos bastidores, explicando as intenções por trás de cada decisão. A dublagem em português brasileiro, mantida da versão original, segue impecável, com vozes que capturam a emoção crua da narrativa.
O que há de novo no remaster
A transição para o PC traz mais do que apenas melhorias técnicas. O modo Sem Volta, um roguelike inédito, adiciona replay ao jogo, desafiando os jogadores a sobreviver em cenários aleatórios com Ellie, Abby e outros personagens como Bill e Marlene, liberados em uma atualização recente. Cada partida oferece recompensas como skins exclusivas, ampliando a personalização. Níveis cortados da campanha original, agora jogáveis, revelam trechos descartados que enriquecem a experiência sem mudar o enredo principal.
Visualmente, o remaster aprimora o que já era impressionante. A vegetação densa de Seattle, os detalhes dos infectados e as expressões faciais dos personagens ganham vida com texturas de alta resolução. A trilha sonora de Gustavo Santaolalla, complementada por um modo de composição no violão, reforça a atmosfera melancólica. Para os fãs, esses extras justificam a revisita, enquanto novatos encontram uma versão definitiva do jogo.
Uma adaptação técnica de destaque
Diferente do port de The Last of Us Part I, que exigia até 11 GB de VRAM em configurações altas, o Parte II Remastered é mais enxuto. Em 1080p com ajustes no máximo, o jogo consome cerca de 8 GB de memória de vídeo, tornando-o viável para placas populares como a RTX 3060. Bugs gráficos, embora raros, aparecem esporadicamente, mas não comprometem a experiência. A estabilidade impressiona, com loadings rápidos e desempenho consistente mesmo em cenas de ação intensa.
A Nixxes também corrigiu problemas de acessibilidade do passado. Além do suporte a controles, o jogo mantém opções como legendas ajustáveis e assistência visual, consolidando seu compromisso com a inclusão. A adição de quatro novos mapas no modo Sem Volta, lançada junto ao port, expande as possibilidades multiplayer, embora o foco siga na campanha solo.
O impacto cultural de Ellie e Abby
Desde o lançamento, The Last of Us Parte II transcendeu os videogames. A série da HBO, que adapta o primeiro jogo, prepara sua segunda temporada, baseada neste título, com previsão para 2025. A popularidade da franquia reflete-se nos números: o jogo original vendeu mais de 10 milhões de cópias até 2022, e o remaster no PS5 já superava expectativas antes do salto para o PC. A dualidade entre Ellie e Abby alimenta debates em fóruns e redes sociais, mantendo a relevância da história.
A chegada ao PC amplia esse alcance. Plataformas como Steam e Epic Games Store registram alta procura na pré-venda, com preço inicial de R$ 199,90, acessível para um título AAA. A comunidade de modders já explora o jogo, prometendo personalizações que podem estender sua longevidade, como skins temáticas e ajustes na jogabilidade.
Cronograma da jornada ao PC
A trajetória de The Last of Us Parte II até os computadores seguiu um caminho planejado:
- Junho de 2020: Lançamento original no PS4.
- Janeiro de 2024: Remaster estreia no PS5.
- Dezembro de 2024: Anúncio oficial do port para PC no The Game Awards.
- Abril de 2025: Chegada ao Steam e Epic Games Store com atualizações.
Esse calendário reflete o esforço da Sony em polir a experiência, evitando os erros do passado e entregando um produto refinado.
Um mundo pós-pandêmico em detalhes
Seattle, principal cenário do jogo, impressiona pela recriação fiel de uma cidade em ruínas. A vegetação toma prédios abandonados, enquanto facções como a WLF (Washington na Luta pelo Futuro) e os Serafitas disputam territórios. A exploração vertical, com pulos e uso de cordas, adiciona profundidade à jogabilidade, permitindo acesso a áreas antes inalcançáveis. O sistema de combate, brutal e estratégico, exige furtividade e improvisação, com armas que vão de facas a rifles potentes.
Os infectados, como Corredores e Estaladores, seguem aterrorizantes, com IA aprimorada que reage ao som e à luz. A tensão constante entre humanos e monstros reflete o desespero de um mundo onde a sobrevivência é o único objetivo. Cada encontro testa as habilidades do jogador, equilibrando ação e narrativa.
Por que revisitar The Last of Us Parte II
Para quem jogou no PS4 ou PS5, o remaster no PC oferece uma experiência renovada. O modo Sem Volta traz desafios imprevisíveis, enquanto as melhorias gráficas destacam detalhes antes sutis, como o desgaste nas roupas de Ellie ou as cicatrizes de Abby. A possibilidade de jogar em monitores ultrawide ou com taxas de atualização acima de 60 Hz eleva a imersão, algo que os consoles não alcançam.
Novatos, por outro lado, encontram um pacote completo. A campanha, com cerca de 25 horas, combina narrativa cinematográfica e jogabilidade refinada, enquanto os extras adicionam dezenas de horas de conteúdo. A dublagem brasileira, com vozes como a de Luiza Caspary (Ellie), mantém a qualidade que conquistou fãs no lançamento original.
Curiosidades que enriquecem a experiência
A produção de The Last of Us Parte II envolveu detalhes fascinantes:
- A captura de movimento usou mais de 2.000 horas de gravação com atores reais.
- Seattle foi recriada com base em fotos e mapas reais da cidade.
- O modo Sem Volta foi inspirado em roguelikes como Hades e Returnal.
- A trilha de Santaolalla ganhou um Grammy em 2021.
Esses elementos mostram o cuidado da Naughty Dog em criar uma obra que vai além do entretenimento, marcando a indústria dos games.
Um marco nos jogos AAA
A chegada de The Last of Us Parte II Remastered ao PC reforça seu status como um dos maiores títulos da última década. A combinação de narrativa ousada, jogabilidade envolvente e produção de alto nível o mantém como referência entre os jogos AAA. A adaptação da Nixxes prova que a Sony aprendeu com os erros, entregando um port que respeita o legado do original enquanto o expande para novos públicos.
Ellie e Abby, com suas jornadas entrelaçadas, continuam a emocionar e provocar. A brutalidade da vingança, o peso das escolhas e a busca por humanidade em um mundo destruído ressoam em cada cena. No PC, essa história ganha nova vida, pronta para conquistar uma geração de jogadores que agora pode explorar Jackson, Seattle e além com liberdade inédita.