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Bancos adotam ícones para diferenciar Pix agendado e concluído contra golpes

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Pix - Foto: rafapress/depositphotos.com Pix - Foto: rafapress/de positphotos.com

A partir de 1º de abril, os bancos brasileiros implementaram uma mudança significativa no sistema Pix para proteger os clientes de fraudes. Agora, os comprovantes de transações agendadas exibem o termo “Agendamento Pix” acompanhado de ícones como relógio ou calendário, enquanto os pagamentos concluídos ganham um símbolo de confirmação. A medida, determinada pelo Banco Central, busca combater o golpe do falso comprovante, uma prática que tem enganado vendedores e consumidores. Antes, criminosos apresentavam comprovantes de Pix agendado como se fossem pagamentos finalizados, cancelando a transação logo após a entrega do produto ou serviço, o que gerava prejuízos consideráveis. Com os novos elementos visuais, a identificação rápida e segura das operações se tornou mais acessível, trazendo alívio a quem depende do sistema para transações diárias.

Essa atualização abrange todas as instituições financeiras que operam o Pix, sistema lançado em novembro de 2020 e que já conta com mais de 173 milhões de usuários cadastrados. O golpe do falso comprovante explorava a falta de clareza nos documentos anteriores, especialmente em situações de pressa, como vendas presenciais ou negociações online. A introdução de ícones visa reduzir esses incidentes, que cresceram nos últimos anos junto com a popularidade do Pix, responsável por movimentar bilhões de reais mensalmente. Em 2024, por exemplo, o sistema registrou um aumento de 98% nos pedidos de reembolso por fraudes, totalizando quase 5 milhões de solicitações, segundo dados recentes.

O Banco Central reforça que a mudança não altera a forma como as pessoas realizam ou recebem Pix, mantendo a praticidade que tornou o sistema um sucesso. A obrigatoriedade dos novos padrões já está em vigor, e os bancos tiveram de adaptar seus aplicativos e sistemas para cumprir a norma. A expectativa é que a diferenciação visual diminua os casos de estelionato, oferecendo mais segurança a comerciantes e usuários individuais que utilizam o Pix como principal meio de pagamento.

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PIX – Foto: Etalbr/ Shutterstock.com

Novidades visuais nos comprovantes

Os comprovantes de Pix agora contam com elementos visuais distintos para facilitar a vida dos usuários. Transações agendadas, que antes podiam ser confundidas com pagamentos imediatos, aparecem com o termo “Agendamento Pix” e um ícone de relógio ou calendário, indicando que o dinheiro ainda não foi transferido. Já os pagamentos concluídos exibem um símbolo de confirmação, como um “check” ou sinal de concluído, garantindo que a operação foi finalizada com sucesso.

Essa diferenciação é uma resposta direta ao golpe do falso comprovante, que se aproveitava da rapidez do Pix e da falta de padronização nos recibos. Criminosos enviavam comprovantes de agendamentos como prova de pagamento, mas cancelavam a transação antes da efetivação, deixando vendedores sem o dinheiro e sem o produto. Com os novos ícones, a verificação se torna instantânea, reduzindo o risco de erro em negociações rápidas.

Impacto imediato da medida

A implementação dos ícones começou a mostrar resultados logo nos primeiros dias. Pequenos comerciantes, que frequentemente lidam com vendas presenciais e dependem da agilidade do Pix, relatam maior facilidade para confirmar transações. Em 2024, o sistema processou mais de 4 bilhões de operações por mês, consolidando-se como o meio de pagamento mais usado no país, à frente de cartões e boletos.

A medida também beneficia consumidores que realizam compras online, onde a validação rápida do pagamento é essencial. Antes, a ausência de indicadores claros gerava confusão, especialmente em plataformas de marketplace ou vendas por redes sociais, onde os golpes com Pix falso cresceram 45% nos últimos dois anos, segundo estimativas recentes.

Como o golpe do falso comprovante funcionava

O golpe do falso comprovante era simples, mas eficaz. O criminoso negociava um produto ou serviço e, ao fechar o acordo, apresentava um comprovante de Pix agendado como se fosse um pagamento concluído. Sem elementos visuais claros, o vendedor, muitas vezes pressionado pelo tempo, liberava a mercadoria sem verificar se o dinheiro havia entrado na conta. Horas ou dias depois, o agendamento era cancelado, e o prejuízo se concretizava.

Esse tipo de fraude se tornou mais comum com a popularização do Pix, que permite transferências instantâneas e agendadas com poucos cliques. Em 2023, os prejuízos com golpes financeiros no sistema chegaram a R$ 8 bilhões, valor que deve crescer para R$ 11 bilhões anuais até 2028 se não houver medidas efetivas. A nova padronização visual é um passo para reverter essa tendência, protegendo tanto quem vende quanto quem compra.

Benefícios para comerciantes e usuários

A introdução dos ícones no Pix traz vantagens práticas para diferentes públicos. Comerciantes ganham uma ferramenta simples para evitar fraudes, enquanto consumidores podem confirmar pagamentos com mais confiança. Veja os principais benefícios:

  • Identificação rápida de transações agendadas ou concluídas.
  • Redução de erros em vendas presenciais e online.
  • Maior segurança contra golpes de estelionato.
  • Facilidade para usuários com pouca familiaridade tecnológica.

Esses avanços reforçam a posição do Pix como um sistema confiável, essencial em um país onde 70% das transações financeiras já passam por ele.

Histórico de segurança no Pix

Desde seu lançamento, o Pix revolucionou os pagamentos no Brasil, mas também atraiu a atenção de golpistas. Em 2021, o Banco Central introduziu limites de transferência noturnos para conter fraudes. Em 2022, o Mecanismo Especial de Devolução (MED) foi criado, permitindo o ressarcimento em casos de golpe, com 4,95 milhões de pedidos registrados em 2024. A nova medida dos ícones é mais um capítulo nesse esforço contínuo para aumentar a segurança.

O sistema já enfrentou desafios como o golpe da venda falsa, em que produtos inexistentes eram pagos com Pix falso, e o golpe do agendamento, agora diretamente combatido. Em março de 2025, o Banco Central também determinou a exclusão de chaves Pix vinculadas a CPFs e CNPJs irregulares, reduzindo o uso de contas laranjas por criminosos.

Detalhes da implementação nos bancos

A obrigatoriedade dos novos ícones entrou em vigor em 1º de abril, após um período de adaptação para as instituições financeiras. Bancos como Itaú, Bradesco, Nubank e Banco do Brasil atualizaram seus aplicativos para incluir o “Agendamento Pix” com relógio ou calendário e o símbolo de concluído nas transações finalizadas. A padronização é uniforme, garantindo que o usuário tenha a mesma experiência independentemente da instituição.

Antes da mudança, a falta de um padrão visual gerava confusão, especialmente em transações agendadas, que representam cerca de 10% do total de operações Pix. Agora, o vendedor pode verificar o status do pagamento em segundos, evitando liberações precipitadas de mercadorias.

Medidas complementares do Banco Central

Além dos ícones, o Banco Central tem adotado outras estratégias para proteger o Pix. Em 2025, foram anunciadas regras que exigem a validação de chaves Pix com dados da Receita Federal, eliminando cerca de 8 milhões de cadastros irregulares. A autarquia também restringiu alterações em chaves de e-mail e aleatórias, dificultando a ação de golpistas que roubam contas.

Essas ações visam manter a confiança no sistema, que hoje conta com mais de 830 milhões de chaves cadastradas, uma média de cinco por usuário. A segurança é essencial para sustentar o crescimento do Pix, que em 2024 superou os cartões de crédito em volume de transações.

Dicas para evitar golpes com Pix

Proteger-se de fraudes no Pix exige atenção. Algumas práticas simples podem fazer a diferença:

  • Confirme o status do pagamento no aplicativo do banco antes de liberar produtos.
  • Desconfie de comprovantes enviados por terceiros; verifique diretamente na conta.
  • Evite realizar transações em situações de urgência sem checagem.
  • Use apenas canais oficiais para validar operações.

Essas precauções, aliadas aos novos ícones, ajudam a minimizar os riscos no dia a dia.

Cronograma de mudanças no Pix em 2025

O Banco Central planejou várias atualizações para o Pix neste ano. Confira as principais datas:

  • 1º de abril: Início da obrigatoriedade dos ícones em comprovantes.
  • Março: Exclusão de chaves Pix irregulares.
  • Segundo semestre: Novas funcionalidades de segurança em estudo.

Essas etapas mostram o compromisso contínuo em aprimorar o sistema e combater fraudes.

Efeitos esperados no comércio

Comerciantes, especialmente os pequenos, devem sentir um impacto positivo com a mudança. Em 2024, 45% dos golpes com Pix foram relacionados a vendas falsas ou comprovantes fraudulentos, afetando lojistas de ferramentas, pneus e delivery. A clareza visual dos comprovantes reduz a chance de erro, protegendo o faturamento desses negócios.

A medida também pode aumentar a confiança no Pix como meio de pagamento, incentivando sua adoção em setores que ainda resistem, como feiras livres e serviços informais. Com 99% dos CPFs em situação regular, segundo o Banco Central, o sistema segue sólido para suportar essa expansão.

Futuro do Pix com mais segurança

A introdução dos ícones é apenas uma das melhorias previstas para o Pix. O Banco Central estuda integrar inteligência artificial para detectar fraudes em tempo real, analisando padrões de comportamento suspeitos. Até 2028, os prejuízos com golpes podem atingir R$ 11 bilhões anuais, mas tecnologias como essa podem mitigar o problema.

Enquanto isso, os usuários já contam com um sistema mais seguro e intuitivo, que mantém a essência do Pix: rapidez e praticidade. O próximo passo é acompanhar os resultados da medida e ajustar as estratégias conforme o comportamento dos golpistas evolui.

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