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Fernanda Torres se surpreende com convite de Walter Salles para ‘Ainda estou aqui’, vencedor do Oscar

Fernanda Torres
Fernanda Torres - Foto: Instagram Fernanda Torres - Foto: Instagram

Fernanda Torres, um ícone da televisão e do cinema brasileiros, viu sua trajetória dar uma guinada inesperada quando Walter Salles a convidou para estrelar “Ainda estou aqui”. O filme, que estreia no Globoplay em 6 de abril de 2025, chega com o peso de um Oscar de Melhor Filme Internacional e coloca Torres no papel de Eunice Paiva, uma figura marcante da história do Brasil. Em uma entrevista franca, a atriz, vencedora do Globo de Ouro, revelou o choque ao receber o chamado do diretor, com quem trabalhou há quase 30 anos. “Achei que já tinha pecado demais para o Walter”, confessou, referindo-se aos anos dedicados a comédias na TV.

A proposta veio após uma longa fase de papéis leves, como os três anos interpretando Vani em “Sob Nova Direção” e os cinco em “Tapas & Beijos”. Torres acreditava que essa escolha a havia afastado do cinema sensível que marcou seus primeiros trabalhos com Salles. No entanto, o diretor enxergou além, oferecendo um personagem que conectava seu passado dramático ao presente do Brasil. “Ainda estou aqui”, que retrata a luta de Eunice Paiva durante a ditadura militar, surpreendeu a atriz com um roteiro raro e profundo, agora disponível para o público no streaming.

O reencontro com Salles aconteceu em um momento especial. Pouco antes do convite, Torres assistiu à versão restaurada de “Terra estrangeira”, filme de 1995 que uniu os dois e mudou a estética do cineasta. Emocionada, ela abraçou o diretor, sem imaginar que logo ele a chamaria para um projeto histórico. O sucesso do longa, com vitórias em Veneza e no Oscar, transformou a surpresa inicial em um marco na carreira da atriz, que retorna ao drama com força total.

Uma carreira entre o humor e o destino

Fernanda Torres construiu um legado na televisão brasileira com papéis cômicos que conquistaram o público. Sua Vani, de “Sob Nova Direção”, e a dupla de “Tapas & Beijos” mostraram seu talento para o humor, com timing impecável e personagens cativantes. Esse caminho, porém, a fez acreditar que o cinema mais denso, como os trabalhos com Walter Salles, estava fora de alcance. “Pensei que minha carreira com ele estava sepultada”, disse ela, rindo da ideia de que anos de sitcoms a tinham afastado de projetos sérios.

Tudo mudou com um evento inesperado. Em 2025, Torres assistiu à restauração de “Terra estrangeira”, um filme que definiu sua parceria com Salles e o estilo visual dele. A experiência a emocionou profundamente, reacendendo memórias de uma época em que o drama era sua essência. Logo após esse encontro, veio o convite para “Ainda estou aqui”. Ela achou que Salles queria sua ajuda como escritora — Torres também é autora premiada —, mas o papel de protagonista a pegou desprevenida, trazendo-a de volta às origens.

A leitura do roteiro foi um choque à parte. Com quase 20 anos desde seu último filme sensível, “Casa de areia”, de 2006, Torres encontrou em “Ainda estou aqui” uma narrativa única, com cenas que raramente aparecem no cinema. O texto, que reflete tanto a ditadura quanto os dias atuais, a fez perceber que Salles via nela algo que ela mesma havia esquecido: a capacidade de emocionar na tela grande.

Momentos marcantes da trajetória

  • Início no drama: Atuou em “Terra estrangeira” com Salles em 1995, um divisor de águas.
  • Fase cômica: Brilhou por cinco anos em “Tapas & Beijos” na TV.
  • Triunfo no Oscar: “Ainda estou aqui” leva Melhor Filme Internacional em 2025.
  • Estreia no streaming: Filme chega ao Globoplay em 6 de abril.

O reencontro com o cinema sensível

Ler o roteiro de “Ainda estou aqui” foi como abrir uma porta para o passado de Fernanda Torres. A história de Eunice Paiva, que busca a verdade sobre o desaparecimento do marido na ditadura, trouxe uma profundidade que ela não explorava há anos. “São cenas que você não vê por aí”, comentou, impressionada com a sensibilidade do texto e sua ligação com o Brasil contemporâneo. O papel exigiu que ela voltasse à vulnerabilidade de seus primeiros filmes, deixando de lado o humor que dominou sua carreira recente.

Seu último trabalho nesse tom foi “Casa de areia”, de 2006, ao lado da mãe, Fernanda Montenegro. Aclamado pela crítica, o filme foi um marco, mas os anos seguintes a levaram para a comédia na TV. O convite de Salles reacendeu uma paixão adormecida, trazendo-a de volta a um cinema que valoriza a emoção crua. A coincidência com a restauração de “Terra estrangeira” deu um toque de destino à escolha, como se o passado a preparasse para esse momento.

A parceria com Salles carregou um peso especial. “Terra estrangeira” foi o ponto de partida para ambos, moldando o estilo dele e a identidade dela como atriz. Agora, “Ainda estou aqui” eleva essa conexão, com Torres entregando uma atuação que já é considerada uma das melhores de sua vida, coroada pelo Globo de Ouro e pelo sucesso global do filme.

Da TV ao topo do cinema mundial

Passar da televisão para “Ainda estou aqui” reflete uma evolução na carreira de Fernanda Torres. Após anos de sucessos cômicos, ela havia se acostumado a um ritmo de risadas e leveza, bem diferente dos papéis introspectivos de outrora. O chamado de Walter Salles quebrou essa rotina, colocando-a diante de um projeto que exigia mergulhar na história de Eunice Paiva e nas cicatrizes da ditadura brasileira. A personagem ecoou nela, unindo suas raízes dramáticas ao presente do país.

O caminho até o Oscar começou em Veneza, onde o filme ganhou o Leão de Ouro em setembro de 2024. A crítica elogiou sua abordagem honesta sobre perda e resistência, com Torres como o coração da narrativa. Em 2025, veio o prêmio da Academia, um reconhecimento que Salles atribuiu à autenticidade do elenco. Para Torres, o papel foi uma chance de abandonar a máscara cômica e abraçar uma figura que fala à alma brasileira.

Com a estreia no Globoplay em 6 de abril, “Ainda estou aqui” chega a milhões de lares. A plataforma amplia o alcance da obra, mostrando ao mundo a volta de Torres ao drama. Sua surpresa inicial com o convite de Salles transformou-se em orgulho, um testemunho do poder de um “sim” que mudou tudo.

Destaques de ‘Ainda estou aqui’

  • História real: Retrata a luta de Eunice Paiva na ditadura militar.
  • Sucesso em Veneza: Ganhou o Leão de Ouro em 2024.
  • Atuação marcante: Torres brilha em papel sensível e raro.
  • No Globoplay: Disponível a partir de 6 de abril.

Uma parceria que renasceu

Trabalhar novamente com Walter Salles foi como voltar para casa para Fernanda Torres. Tudo começou com “Terra estrangeira”, um filme de 1995 que misturou realismo e poesia, ganhando prêmios e definindo o estilo de Salles. Torres, então uma jovem atriz, encontrou ali sua voz, uma sintonia que achava perdida no tempo. Quando Salles a chamou para “Ainda estou aqui”, ela viu uma chance de reacender essa chama, quase três décadas depois.

A confiança dele nela permaneceu intacta, apesar dos anos de comédia. “Achei que ele tinha desistido de mim”, admitiu Torres, surpresa com a visão do diretor. Salles enxergou nela a força e a fragilidade de Eunice Paiva, um papel que pedia sutileza, não risadas. A reunião resultou em um filme que é tanto um marco pessoal para Torres quanto um símbolo cultural, refletindo o passado e o presente do Brasil.

Filmar não foi simples. Torres precisou deixar de lado os gestos exagerados da TV e adotar uma intensidade contida, alinhada ao tom do longa. O estilo de Salles, com takes longos e luz natural, a desafiou a se adaptar, entregando uma atuação visceral que já é celebrada como um dos pontos altos de sua carreira.

Cronologia da carreira de Fernanda Torres

A trajetória de Fernanda Torres até “Ainda estou aqui” abrange décadas:

  • 1983: Estreia em “Inocência”, iniciando no cinema aos 18 anos.
  • 1995: Atua em “Terra estrangeira”, um marco com Salles.
  • 2006: “Casa de areia” é seu último grande drama antes da TV.
  • 2011-2015: Lidera “Tapas & Beijos”, sucesso cômico.
  • 2025: “Ainda estou aqui” vence o Oscar e estreia no Globoplay em 6 de abril.

O impacto no cinema brasileiro

“Ainda estou aqui” vai além de um sucesso pessoal para Fernanda Torres — é um momento para o cinema nacional. O Oscar, após o Leão de Ouro, destaca a capacidade do Brasil de contar histórias que tocam o mundo. A volta de Torres ao drama reforça essa força, unindo sua fama cômica a um legado de atuações poderosas. Sua Eunice Paiva conecta a luta individual à memória coletiva, emocionando quem assiste.

O lançamento no Globoplay amplia esse alcance. Com milhões de assinantes, a plataforma leva o trabalho de Torres e Salles a lares no Brasil e fora dele, consolidando-os na era digital. O sucesso do filme também celebra a influência duradoura de Salles, cujas histórias humanas, como em “Diários de motocicleta”, continuam a impressionar. Para Torres, é uma chance de mudar sua imagem, mostrando que seu talento vai muito além do humor.

Os fãs reagiram com entusiasmo. Após a vitória no Oscar, as redes sociais explodiram com elogios à volta inesperada de Torres. Sua sinceridade ao falar da surpresa com o convite a tornou ainda mais querida, unindo humildade e genialidade em “Ainda estou aqui”, um evento cultural tanto quanto cinematográfico.

Uma vitória pessoal para Torres

Aceitar o papel significou sair da zona de conforto que Fernanda Torres construiu ao longo dos anos. O humor havia sido seu território, com personagens como Vani e as protagonistas de “Tapas & Beijos”. Mas o convite de Salles tocou em um desejo que ela nem sabia que ainda tinha — voltar às raízes dramáticas de sua juventude. “Não esperava retornar a esse lugar”, disse, refletindo sobre a mudança.

O processo exigiu esforço. Interpretar Eunice Paiva significou abandonar os trejeitos cômicos e abraçar uma intensidade silenciosa, perfeita para o tom do filme. Torres contou com a história que dividiu com Salles, uma confiança que facilitou sua transição para um papel cheio de verdade emocional. O resultado — um Globo de Ouro e a glória do Oscar — transformou a surpresa em um dos maiores momentos de sua carreira.

Disponível agora no Globoplay, “Ainda estou aqui” mostra essa evolução ao público. Para Torres, é mais que um filme — é a retomada de uma parte de si mesma, desencadeada por um convite que ela jamais imaginou. Como ela mesma disse, “recuperou aquela pessoa que eu era”, uma emoção que transborda em cada cena.

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