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Eclipsa Audio revoluciona som 3D em TVs Samsung com parceria do Google

Eclipsa Audio
Eclipsa Audio - Foto: Divulgação Eclipsa Audio - Foto: Divulgação

A Samsung surpreendeu o mercado de tecnologia ao detalhar, no dia 4 de abril, o Eclipsa Audio, uma inovadora tecnologia de som 3D desenvolvida em parceria com o Google. Apresentada oficialmente durante a CES 2025, em Las Vegas, essa solução promete transformar a experiência auditiva em dispositivos como TVs, celulares e consoles, oferecendo áudio imersivo sem a necessidade de equipamentos complexos. Baseada no padrão Immersive Audio Model and Formats (IAMF), a novidade é de código aberto, permitindo que criadores de conteúdo produzam experiências sonoras tridimensionais sem custos de royalties. Com isso, a sul-coreana e o Google desafiam formatos estabelecidos como o Dolby Atmos, trazendo uma alternativa acessível e adaptável para o público e a indústria.

O Eclipsa Audio foi projetado para otimizar o som em diferentes ambientes e dispositivos de reprodução. Segundo a Samsung, a tecnologia ajusta elementos como posicionamento, intensidade e reflexos espaciais, criando uma sensação de profundidade que envolve o ouvinte. Em TVs, por exemplo, o formato se adapta tanto a modelos básicos com alto-falantes estéreo quanto a versões premium com caixas surround nas laterais e superiores, oferecendo percepção de altura e movimento. A promessa é entregar uma experiência de áudio 3D que se molda ao cotidiano, seja assistindo a filmes, jogando videogames ou ouvindo música em plataformas de streaming.

A parceria entre Samsung e Google, iniciada em 2023, ganhou forma com a adoção do IAMF pela Alliance for Open Media (AOM), consórcio que inclui gigantes como Netflix e Meta. O Eclipsa Audio já está confirmado para integrar a linha de TVs Samsung de 2025, desde os modelos Crystal UHD até os avançados Neo QLED 8K, além de soundbars da marca. Fora do hardware, o suporte ao YouTube, anunciado pelo Google, permitirá que criadores carreguem vídeos com áudio 3D ainda este ano, ampliando o alcance da tecnologia. Esse movimento sinaliza uma mudança no mercado de entretenimento doméstico, com foco em acessibilidade e inovação.

Primeiros passos do Eclipsa Audio

A colaboração entre Samsung e Google começou a tomar forma há dois anos, quando as empresas anunciaram o desenvolvimento de um novo padrão de áudio imersivo. O objetivo era criar uma solução que não dependesse de licenças caras, como as exigidas por formatos proprietários. O resultado, agora batizado de Eclipsa Audio, foi revelado ao público na CES 2025, realizada em janeiro, e detalhado em abril com informações técnicas que mostram seu potencial.

Diferente de tecnologias tradicionais que demandam múltiplos alto-falantes surround, o Eclipsa Audio adapta o som ao equipamento disponível. Em uma TV com alto-falantes estéreo, por exemplo, ele simula profundidade espacial ajustando a saída sonora. Já em modelos mais avançados, com caixas na parte superior e traseira, a percepção de altura e direção é amplificada, aproximando-se do que se espera de um cinema em casa. Essa flexibilidade é um dos pilares da tecnologia, pensada para atender desde usuários casuais até entusiastas de áudio.

Elementos que definem a tecnologia

O Eclipsa Audio se destaca por sua base no IAMF, um formato que permite manipular dados sonoros como localização e intensidade em um ambiente tridimensional. Isso significa que o som pode vir de várias direções — frente, trás, acima e abaixo —, criando uma experiência envolvente sem a necessidade de setups complexos.

  • Adaptação a diferentes dispositivos, como TVs, celulares e consoles.
  • Suporte a reflexos espaciais para maior realismo sonoro.
  • Código aberto, eliminando barreiras financeiras para criadores de conteúdo.

A Samsung enfatiza que a tecnologia foi desenhada para a “audição cotidiana”, ou seja, para ser prática e acessível em situações do dia a dia, como assistir a uma série ou jogar videogame. O suporte inicial em TVs da marca e a integração com o YouTube reforçam essa visão, aproximando o áudio 3D do grande público.

Impacto no mercado de áudio

A chegada do Eclipsa Audio representa um desafio direto ao domínio do Dolby Atmos, formato líder em áudio imersivo que exige royalties para uso em dispositivos e produção de conteúdo. Enquanto o Dolby Atmos é amplamente adotado em TVs premium, soundbars e serviços de streaming, sua estrutura proprietária limita a acessibilidade para criadores independentes. O Eclipsa Audio, por outro lado, abre as portas para uma produção mais democrática, especialmente em plataformas como o YouTube, onde o custo de licenciamento pode ser um obstáculo.

A Samsung planeja implementar a tecnologia em toda a sua linha de TVs de 2025, incluindo modelos acessíveis como o Crystal UHD e os topo de linha Neo QLED 8K. Soundbars da marca também receberão suporte, ampliando a experiência 3D quando pareados com as televisões. O Google, por sua vez, garante que o YouTube será uma vitrine para o formato, permitindo uploads de vídeos com Eclipsa Audio ainda este ano. Essa integração pode atrair criadores de conteúdo que buscam elevar a qualidade sonora sem custos adicionais.

A resposta do mercado já começou a se desenhar. Fabricantes de dispositivos Android, como TCL e Hisense, planejam adotar o Eclipsa Audio em TVs com Android 16, enquanto a LG estuda sua implementação no sistema webOS. Essa expansão sugere que o formato pode se tornar um padrão amplamente aceito, competindo diretamente com o Dolby Atmos em escala global.

Eclipsa Audio
Eclipsa Audio – Foto: Divulgação

Vantagens do código aberto

A natureza open-source do Eclipsa Audio é um dos seus maiores trunfos. Criadores de conteúdo podem usar ferramentas gratuitas para produzir áudio 3D, ajustando elementos como posicionamento sonoro e reflexos espaciais. Isso elimina a necessidade de certificações caras ou softwares pagos, comuns em formatos como o Dolby Atmos ou DTS:X.

Para os consumidores, a vantagem está na compatibilidade. O Eclipsa Audio não exige equipamentos específicos além de dispositivos suportados, como as TVs Samsung de 2025. Mesmo em setups simples, como um celular com fones de ouvido, a tecnologia usa renderização binaural para simular uma experiência espacial. Em soundbars ou TVs premium, o resultado é ainda mais rico, com som que parece fluir ao redor do ouvinte.

Integração com dispositivos Samsung

A Samsung está apostando alto no Eclipsa Audio para diferenciar sua linha de produtos. Todos os modelos de TVs de 2025, anunciados em janeiro na CES, virão com suporte nativo ao formato. Nos modelos Crystal UHD, o áudio 3D será otimizado para alto-falantes estéreo, enquanto os Neo QLED 8K usarão caixas surround e superiores para uma imersão completa.

Soundbars da marca, como o HW-Q990F, também estão na lista de dispositivos compatíveis, com lançamento previsto para meados de 2025. Esses aparelhos prometem elevar a experiência sonora quando conectados às TVs, criando um ambiente de cinema em casa. A tecnologia Vision AI, outra novidade da Samsung apresentada na CES, complementará o Eclipsa Audio, ajustando o som automaticamente ao conteúdo exibido na tela.

Expansão para o YouTube e além

O Google entra na parceria com um foco claro: democratizar o áudio 3D no YouTube. A partir de 2025, criadores poderão fazer upload de vídeos com trilhas em Eclipsa Audio, aproveitando ferramentas open-source como iamf_tools e FFmpeg. Isso abre espaço para produções independentes, desde vlogs a curtas-metragens, ganharem uma camada extra de imersão sonora.

A renderização binaural, essencial para headphones, será um recurso chave no YouTube, permitindo que usuários com dispositivos simples experimentem o som 3D. Para TVs Samsung e, futuramente, outros aparelhos Android, o formato oferecerá uma experiência multichannel, com até 28 canais de entrada ajustáveis. Essa flexibilidade posiciona o Eclipsa Audio como uma solução versátil para o futuro do entretenimento digital.

Concorrência com Dolby Atmos

O Dolby Atmos reina há anos como o padrão de áudio imersivo, presente em filmes de Hollywood, jogos AAA e plataformas como Netflix e Disney+. No entanto, seu modelo baseado em licenciamento encarece a adoção por fabricantes e criadores. O Eclipsa Audio surge como uma alternativa gratuita, com potencial para reduzir custos em TVs, soundbars e produções de conteúdo.

Enquanto o Dolby Atmos usa áudio baseado em objetos, posicionando sons como entidades independentes no espaço, o Eclipsa Audio adota uma abordagem baseada em canais, com até 28 entradas que se adaptam ao dispositivo de saída. Embora alguns especialistas sugiram que o Dolby possa oferecer uma experiência mais refinada em setups de alta gama, o Eclipsa Audio compensa com acessibilidade e suporte amplo, especialmente em dispositivos do dia a dia.

Demonstrações na CES 2025

Durante a CES 2025, realizada entre 7 e 10 de janeiro em Las Vegas, o Eclipsa Audio foi exibido em ação. A Samsung apresentou demonstrações em TVs Neo QLED 8K e soundbars, destacando a capacidade da tecnologia de criar um som envolvente. Um dos exemplos foi um vídeo de concerto, onde a voz do artista vinha da frente, enquanto os aplausos da plateia ecoavam ao redor, simulando a sensação de estar no evento.

Outra demonstração envolveu um jogo de ação, com tiros e explosões posicionados em diferentes direções, mostrando como o Eclipsa Audio pode melhorar a imersão em games. A parceria com a Pozalabs, que exibiu clipes da banda aespa remasterizados em Eclipsa Audio, também chamou atenção, reforçando o apelo da tecnologia para o mercado musical.

Planos de adoção em larga escala

A Samsung já confirmou que o Eclipsa Audio estará presente em todos os seus televisores de 2025, com lançamentos previstos para o segundo trimestre do ano. Soundbars compatíveis, como o HW-Q990F, chegarão ao mercado na mesma época, prometendo um som ainda mais potente quando pareados com as TVs.

O Google, por sua vez, trabalha para integrar o formato ao Android 16, o que levará o Eclipsa Audio a TVs de marcas como TCL, Hisense e Sony. A LG, com seu sistema webOS, também planeja suporte futuro, embora sem data definida. Essa expansão pode transformar o Eclipsa Audio em um padrão dominante, especialmente em mercados emergentes onde o custo é um fator decisivo.

Benefícios para criadores de conteúdo

Criadores independentes são um dos maiores beneficiados pelo Eclipsa Audio. Com ferramentas gratuitas disponíveis no GitHub, como o renderizador de referência IAMF, qualquer pessoa pode produzir áudio 3D. Isso é especialmente relevante para o YouTube, onde o formato será suportado ainda em 2025, permitindo que vídeos ganhem uma nova dimensão sonora sem investimentos altos.

Produtoras menores, que antes evitavam formatos como Dolby Atmos devido aos custos, agora têm uma alternativa viável. A Samsung e o Google também colaboraram com a Telecommunications Technology Association (TTA) para criar um programa de certificação, garantindo qualidade consistente em dispositivos compatíveis. Essa iniciativa fortalece o ecossistema do Eclipsa Audio, conectando fabricantes e criadores.

Cronograma de desenvolvimento

A trajetória do Eclipsa Audio inclui marcos importantes:

  • 2023: Samsung e Google iniciam o projeto IAMF.
  • Outubro de 2024: AOM adota o IAMF como padrão.
  • Janeiro de 2025: Lançamento oficial na CES 2025.
  • Abril de 2025: Detalhamento técnico divulgado.

Curiosidades sobre o Eclipsa Audio

Fatos que destacam a tecnologia:

  • Suporta até 28 canais de entrada para máxima flexibilidade.
  • Usa renderização binaural para headphones, ideal para uso móvel.
  • Desenvolvido com apoio da Alliance for Open Media, que inclui Netflix e Meta.

O Eclipsa Audio está apenas começando sua jornada, mas já mostra potencial para redefinir o áudio imersivo. Com a Samsung e o Google liderando o caminho, a tecnologia promete trazer som 3D de alta qualidade para o dia a dia, desafiando gigantes estabelecidos e abrindo novas possibilidades para consumidores e criadores.

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