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Nova CG 160 chega com segurança e estilo: Titan ABS custa R$ 19.230 na linha

Honda CG 160 Titan 2025
Honda CG 160 Titan 2025 - Foto: Divulgação/Honda Honda CG 160 Titan 2025 - Foto: Divulgação/Honda

A Honda CG 160, conhecida como a moto mais vendida do Brasil, entrou em uma nova fase com o lançamento da sua décima geração em outubro de 2024. Com mais de 330 mil unidades emplacadas até setembro do mesmo ano, segundo dados da Fenabrave, a motocicleta continua a dominar o mercado nacional, representando cerca de 30% das vendas de motos em 2023. Agora, a linha 2025 chega às concessionárias a partir de meados de novembro, trazendo quatro versões renovadas: Start, Cargo, Fan e Titan. Os preços começam em R$ 16.194 para a versão de entrada e alcançam R$ 19.230 na topo de linha, com aumentos que variam de R$ 1.205 a R$ 1.790 em relação ao modelo anterior. Essas mudanças refletem ajustes para atender ao Promot M5, programa que regula emissões a partir de janeiro de 2025, além de melhorias em segurança, design e conforto que prometem manter a CG na liderança.

Entre as novidades, destaca-se a introdução do sistema de freios ABS na versão Titan, um avanço significativo para a segurança, embora restrito à roda dianteira. Todas as versões ganharam disco na dianteira, acabando com o freio a tambor que equipava a Start em anos anteriores. O visual também foi repaginado, com um tanque interno metálico coberto por carenagens plásticas mais agressivas, inspiradas em modelos como a CB 300F Twister. A suspensão dianteira foi reforçada, passando de 31 mm para 33 mm de diâmetro, e o motor de 162,7 cm³ teve leve redução de potência para cumprir as novas normas ambientais. Essas alterações mostram o esforço da Honda em equilibrar modernização com a essência prática que conquistou o público, desde trabalhadores até motociclistas casuais.

O sucesso da CG não é novidade. Desde seu lançamento há 48 anos, ela se consolidou como um ícone de mobilidade, apelidada de “cidadão geral” por sua versatilidade. Nos últimos anos, o perfil dos compradores mudou: em 2019, 81% eram homens, mas em 2023, as mulheres já representavam 30% dos clientes, impulsionadas por profissões como delivery. Com entregas nas ruas a partir de novembro, a nova CG 160 chega para reforçar essa conexão com os brasileiros, oferecendo desde a simplicidade da Start até o pacote mais completo da Titan, que inclui farol de LED, painel blackout e entrada USB-C. Confira os detalhes dessa evolução.

  • Quatro versões: Start (R$ 16.194), Cargo (R$ 17.175), Fan (R$ 17.723) e Titan (R$ 19.230).
  • Freio ABS dianteiro exclusivo da Titan, com disco traseiro sem ABS.
  • Novo design com tanque interno e carenagens mais robustas em todas as versões.

Segurança em destaque: o que muda nos freios

A segurança ganhou atenção especial na linha CG 160 2025, com a introdução de freios mais avançados. A versão Titan, topo de linha, agora conta com sistema ABS na roda dianteira, um recurso que evita travamentos em frenagens bruscas, oferecendo maior controle ao piloto. O freio traseiro da Titan também evoluiu, trocando o tambor por um disco de 220 mm, embora sem ABS, o que a diferencia das concorrentes como a Royal Enfield Hunter 350 (R$ 19.990) e a Shineray Storm 200 (R$ 18.990), que já trazem ABS de dois canais. Esse upgrade reflete uma demanda crescente por segurança no segmento de baixa cilindrada, especialmente em um mercado onde a CG é usada tanto no trânsito urbano quanto em entregas.

Nas outras versões — Start, Cargo e Fan —, o avanço foi mais modesto, mas significativo. Todas agora possuem freio a disco de 240 mm na dianteira com sistema CBS (Combined Brake System), que distribui a força de frenagem entre as rodas, mantendo o tambor na traseira. A Start, que antes tinha tambor nas duas rodas, deu um salto importante ao adotar o disco frontal, alinhando-se às irmãs da linha. Esses ajustes atendem às expectativas de um público que usa a moto diariamente, enfrentando desde ruas esburacadas até chuvas repentinas, onde a capacidade de parar com precisão é essencial.

O impacto dessas mudanças vai além da técnica. Com mais de 367 mil emplacamentos em 2024 até outubro, a CG responde por um terço do mercado nacional de motos, superando em três vezes o carro mais vendido do país, o Fiat Strada (116 mil unidades no mesmo período). A inclusão do ABS na Titan e do disco dianteiro em todas as versões reforça a posição da Honda como líder, mesmo com o aumento de preço que acompanha essas melhorias. A Titan, por exemplo, subiu de R$ 17.440 para R$ 19.230, um acréscimo de R$ 1.790 que reflete os novos equipamentos.

Design renovado: estilo agressivo conquista olhares

O visual da CG 160 2025 foi completamente redesenhado, trazendo uma estética mais moderna e robusta. A grande inovação está no tanque, agora interno e metálico, protegido por carenagens plásticas que permitem formas mais ousadas. Inspirado na CB 300F Twister, o design ganhou linhas angulares e vincadas, dando à moto um porte mais imponente, mesmo sendo de baixa cilindrada. Esse estilo agressivo aparece em todas as versões, mas é mais evidente na Fan e na Titan, que também receberam um novo farol de LED, substituindo o modelo tradicional das gerações passadas.

A Start e a Cargo, embora compartilhem o novo tanque, mantêm faróis halógenos semelhantes aos de anos anteriores, preservando uma identidade mais funcional para quem prioriza o uso no trabalho, como entregadores. Todas as versões, no entanto, ganharam lanterna traseira de LED, um detalhe que padroniza a linha e melhora a visibilidade noturna. O assento em dois níveis e as alças de garupa redesenhadas em resina completam as mudanças externas, oferecendo mais conforto e praticidade tanto para o piloto quanto para o passageiro.

Essa repaginada não é apenas estética. A liberdade criativa proporcionada pelo tanque interno permite substituições mais baratas das carenagens em caso de danos, um ponto positivo para quem usa a moto intensamente. Com capacidade de 14 litros, o tanque mantém a autonomia que os usuários esperam, enquanto o novo visual atrai olhares de um público mais diverso, incluindo as mulheres, que hoje representam 30% dos compradores. A CG 160 segue sendo um símbolo de versatilidade, agora com um toque de sofisticação.

Motor ajustado: menos potência, mais sustentabilidade

Adequar-se ao Promot M5 trouxe mudanças ao coração da CG 160. O motor monocilíndrico de 162,7 cm³, refrigerado a ar, foi ajustado com dois catalisadores no escapamento para reduzir emissões de poluentes como CO, HC e NOx. Essa alteração, necessária para cumprir as normas que entram em vigor em janeiro de 2025, resultou em uma leve perda de potência. Na linha 2024, o motor entregava 15,1 cv com etanol e 14,9 cv com gasolina; agora, são 14,7 cv (-0,4 cv) e 14,4 cv (-0,5 cv), respectivamente, ambos a 8.000 rpm.

O torque também foi impactado, mas apenas com etanol, caindo de 1,54 kgfm para 1,43 kgfm a 6.750 rpm, enquanto com gasolina se mantém em 1,4 kgfm. A versão Start, que só aceita gasolina, segue os mesmos números das outras quando abastecida com esse combustível. Apesar da redução, o câmbio manual de cinco marchas e o sistema FlexOne nas versões Cargo, Fan e Titan preservam a eficiência que fez da CG um sucesso. A média de consumo ainda não foi divulgada, mas a expectativa é que permaneça próxima dos 35 a 40 km/l, dependendo do combustível e das condições de uso.

Esses ajustes refletem um compromisso ambiental, mas também uma adaptação às exigências legais. Modelos como Biz, Pop e Elite já passaram por mudanças semelhantes para evitar descontinuação. Na CG, a Honda optou por manter o motor consagrado, ajustando-o para atender às normas sem perder sua essência prática, essencial para os mais de 330 mil motociclistas que escolheram a moto em 2024 até setembro.

Tecnologia a bordo: painel e conectividade

A nova CG 160 traz avanços tecnológicos que acompanham as demandas do mercado. Todas as versões agora contam com um painel digital, um salto em relação aos modelos analógicos do passado. Na Titan e na Fan, o estilo blackout, com fundo escuro e dígitos brancos, oferece alta visibilidade e inclui velocímetro, hodômetro (total e parcial), conta-giros, marcador de combustível e o novo indicador de marcha engatada. Esse último item, cada vez mais comum em motos de baixa cilindrada, ajuda na condução eficiente e é um diferencial em relação a concorrentes.

As versões Start e Cargo também ganharam painel digital, mas com fundo claro e dígitos pretos, mantendo as mesmas funções. Outro destaque na Titan é a entrada USB-C, que permite carregar dispositivos como smartphones, um recurso prático para entregadores e usuários urbanos que passam horas na rua. A Fan pode receber o mesmo acessório como opcional, enquanto Start e Cargo não oferecem essa possibilidade. Essas adições mostram a intenção da Honda de modernizar a CG, mantendo-a relevante em um mercado onde a tecnologia é cada vez mais valorizada.

Com mais de 367 mil unidades emplacadas até outubro de 2024, a CG segue sendo três vezes mais popular que o Fiat Strada, o carro mais vendido do país no mesmo período. A combinação de painel digital e conectividade reforça sua posição como uma moto versátil, atendendo desde trabalhadores até motociclistas casuais que buscam praticidade e estilo no dia a dia.

  • Painel digital com indicador de marcha em todas as versões.
  • Entrada USB-C exclusiva da Titan, opcional na Fan.
  • Estilo blackout na Titan e Fan, fundo claro na Start e Cargo.

Suspensão mais robusta: conforto nas ruas

Enfrentar buracos e ruas irregulares ficou mais fácil com a nova suspensão da CG 160. A dianteira teve o diâmetro das bengalas ampliado de 31 mm para 33 mm, com curso de 135 mm, oferecendo maior robustez e estabilidade. Na traseira, o sistema com dois amortecedores foi ajustado, ancorados a uma balança oscilante de aço retangular, com curso de 106 mm na roda de 18 polegadas. Essas mudanças tornam a pilotagem mais suave, absorvendo melhor os impactos do asfalto brasileiro, conhecido por sua má qualidade em muitas cidades.

A suspensão reforçada é um ponto positivo para os mais de 30% de compradoras mulheres, muitas delas entregadoras que enfrentam longas jornadas. O assento em dois níveis complementa o conforto, enquanto as rodas de liga leve, agora padrão em todas as versões, substituem as antigas raiadas da Start, melhorando a durabilidade e o visual. Com peso seco de 120 kg na Titan, a CG mantém a leveza que facilita manobras no trânsito urbano, um fator essencial para sua popularidade.

Essas melhorias alinham a CG a modelos como a Bros 160, que também ganhou suspensão mais firme em 2025. Para um veículo que vendeu mais de 13 milhões de unidades desde 1976, adaptar-se às condições das ruas brasileiras é parte do segredo do sucesso, agora reforçado por um chassi que suporta o uso intenso sem sacrificar o conforto.

Versões da CG 160: diferenças e preços

A linha CG 160 2025 oferece quatro opções, cada uma com características específicas para diferentes perfis. A Start, por R$ 16.194, é a mais acessível, com aumento de R$ 1.544 em relação a 2024. Voltada para quem busca economia, ela traz disco dianteiro, suspensão reforçada e painel digital, mas mantém farol halógeno e freio traseiro a tambor. Disponível em prata metálico, vermelho perolizado e preto, é ideal para iniciantes ou uso básico.

A Cargo, custando R$ 17.175 (aumento de R$ 1.205), foca no trabalho, com cavalete central e porta-bagagem amplo. Em cor branca, ela compartilha o disco dianteiro e o CBS com a Start, mas adiciona uma calibragem específica na suspensão para cargas. A Fan, por R$ 17.723 (+R$ 1.653), eleva o padrão com farol e lanterna de LED, painel blackout e cores vibrantes (vermelho, preto e azul), atraindo quem quer estilo e funcionalidade. Já a Titan, a R$ 19.230 (+R$ 1.790), é o pacote completo: ABS dianteiro, disco traseiro, USB-C e grafismos exclusivos em vermelho, preto ou laranja.

Esses valores, baseados em São Paulo sem frete, refletem os aprimoramentos. A Titan, com 120 kg e tanque de 14 litros, é a mais equipada, mas todas atendem ao Promot M5, garantindo continuidade no mercado a partir de janeiro de 2025. A variedade mantém a CG acessível a diferentes públicos, de entregadores a motociclistas casuais.

Por que a CG segue líder no mercado

Dominar o mercado brasileiro não é tarefa fácil, mas a CG 160 faz isso há quase cinco décadas. Em 2023, 30 de cada 100 motos vendidas no país eram da linha CG, e em 2024, até outubro, mais de 367 mil unidades foram emplacadas, superando em três vezes o Fiat Strada. Esse sucesso vem da combinação de preço competitivo, durabilidade e versatilidade, agora reforçada por segurança e design na linha 2025. A Titan, com ABS e disco traseiro, responde às críticas por mais tecnologia, enquanto a Start mantém a acessibilidade a R$ 16.194.

O perfil dos compradores evoluiu. Há cinco anos, 81% eram homens; hoje, 30% são mulheres, muitas no setor de entregas, que cresceu com o boom do delivery. A moto se adapta a essa realidade com suspensão robusta e freios melhores, ideais para longas jornadas. Com mais de 13 milhões de unidades vendidas desde 1976, a CG é mais que uma moto: é um símbolo de mobilidade para o “cidadão geral”, como sugere seu nome em inglês.

A concorrência, como Yamaha e Shineray, oferece opções com ABS duplo a preços próximos, mas a CG mantém a dianteira pela rede de assistência ampla e reputação sólida. A linha 2025, lançada em 23 de outubro de 2024, chega às lojas em novembro, pronta para consolidar essa liderança.

Detalhes técnicos que fazem diferença

A CG 160 2025 combina ajustes técnicos com praticidade. O motor de 162,7 cm³, com 14,7 cv (etanol) ou 14,4 cv (gasolina) a 8.000 rpm, perdeu potência para atender ao Promot M5, mas mantém o torque em 1,43 kgfm (etanol) e 1,41 kgfm (gasolina) a 6.750 rpm. O câmbio de cinco marchas e a injeção eletrônica PGM-FI FlexOne (exceto na Start) garantem eficiência. O chassi Diamond de aço, com 2,03 m de comprimento e 79 cm de altura do assento, oferece equilíbrio entre leveza e resistência.

A suspensão dianteira de 33 mm e a traseira com amortecedores ajustáveis enfrentam bem os buracos, enquanto os freios variam por versão: ABS dianteiro e disco traseiro na Titan, CBS com disco dianteiro nas demais. O tanque de 14 litros e o peso seco de 120 kg na Titan mantêm a autonomia e a facilidade de manobra. Esses detalhes técnicos reforçam a CG como escolha confiável para mais de 330 mil compradores em 2024 até setembro.

  • Motor: 162,7 cm³, 14,7 cv (etanol) ou 14,4 cv (gasolina).
  • Suspensão: dianteira de 33 mm, traseira com 106 mm de curso.
  • Dimensões: 2,03 m (comprimento), 74 cm (largura), 1,09 m (altura).
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