Os trabalhadores brasileiros que aguardam o abono salarial têm um marco importante neste mês. A partir do dia 15 de abril, o terceiro lote do PIS/Pasep será liberado, beneficiando aqueles nascidos em março e abril. Esse pagamento, que pode chegar a R$ 1.518, é destinado a quem trabalhou com carteira assinada ou como servidor público por pelo menos 30 dias em 2023, recebendo até dois salários mínimos da época, equivalente a R$ 2.640. O programa, gerenciado pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil, prevê a distribuição de R$ 30,7 bilhões a 25,8 milhões de pessoas ao longo do ano, segundo dados oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego. A expectativa é alta, especialmente para quem depende desse recurso como um reforço financeiro anual.
Cerca de 25,8 milhões de trabalhadores estão aptos a receber o benefício em 2025, conforme o calendário divulgado. O valor varia de acordo com o tempo de serviço no ano-base: quem trabalhou os 12 meses completos recebe o teto de R$ 1.518, enquanto quem atuou por apenas um mês tem direito a R$ 126,50. Para ter acesso ao dinheiro, é necessário estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter os dados corretamente informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou no eSocial. O terceiro lote marca o avanço do cronograma, que começou em fevereiro e segue até agosto.
O processo de pagamento é facilitado por canais tradicionais e digitais. Na Caixa, responsável pelo PIS, o crédito é priorizado em conta-corrente ou poupança, mas saques também podem ser feitos em agências, lotéricas e terminais de autoatendimento. Já o Banco do Brasil, que administra o Pasep, oferece opções como transferência via Pix ou TED, além do atendimento presencial. Os valores ficam disponíveis até 29 de dezembro, prazo final para retirada em 2025.
Quem tem direito ao abono salarial?
Elegibilidade ao PIS/Pasep exige critérios específicos que muitos trabalhadores já conhecem, mas vale reforçar. Para receber o terceiro lote, o beneficiário deve ter exercido atividade remunerada formal em 2023 por, no mínimo, 30 dias consecutivos ou não. Além disso, o salário mensal médio naquele ano não pode ter ultrapassado R$ 2.640, valor correspondente a dois salários mínimos da época. A inscrição no programa por pelo menos cinco anos é outro requisito essencial, garantindo que apenas trabalhadores com vínculo consolidado sejam contemplados.
Outro ponto crucial é a responsabilidade do empregador. Os dados do trabalhador precisam ter sido enviados corretamente na RAIS até 15 de maio de 2024 ou no eSocial até 19 de agosto de 2024. Falhas nessas informações podem impedir o recebimento, o que torna importante a verificação prévia por parte dos beneficiários. O programa abrange tanto empregados da iniciativa privada quanto servidores públicos, incluindo militares e funcionários de estatais.

Como funciona o cálculo do valor?
O abono salarial não é fixo para todos os beneficiários. Ele é proporcional ao número de meses trabalhados no ano-base, neste caso, 2023. O valor máximo, equivalente ao salário mínimo vigente em 2025 (R$ 1.518), é pago a quem esteve empregado formalmente durante os 12 meses. Para períodos menores, o cálculo segue a fração de 1/12 do mínimo por mês trabalhado. Assim, quem atuou por seis meses, por exemplo, recebe R$ 759, enquanto três meses garantem R$ 379,50.
Essa estrutura proporcional busca atender de forma justa às diferentes realidades laborais. Trabalhadores que tiveram múltiplos empregos no ano-base têm o valor calculado com base na soma dos períodos, desde que respeitado o teto de dois salários mínimos mensais. O sistema é simples, mas exige atenção aos registros fornecidos pelos empregadores para evitar discrepâncias.
Calendário de pagamentos do PIS/Pasep
O cronograma do abono salarial segue uma lógica baseada no mês de nascimento dos trabalhadores. O terceiro lote, que começa em 15 de abril, é exclusivo para nascidos em março e abril. Veja as datas dos próximos pagamentos:
- Nascidos em maio e junho: a partir de 15 de maio
- Nascidos em julho e agosto: a partir de 17 de junho
- Nascidos em setembro e outubro: a partir de 15 de julho
- Nascidos em novembro e dezembro: a partir de 15 de agosto
Os lotes iniciaram em 17 de fevereiro, com os nascidos em janeiro, e seguem até agosto, totalizando sete etapas. Após cada liberação, o dinheiro permanece disponível para saque até o fim do calendário, em 29 de dezembro.
Passo a passo para consultar o benefício
Verificar se há direito ao abono salarial é um processo acessível. Desde fevereiro, a consulta está liberada por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital, disponível para Android e iOS. O trabalhador precisa atualizar o app, acessar a aba “Benefícios”, selecionar “Abono Salarial” e clicar em “Pagamentos” para conferir valor, data e banco de recebimento. O procedimento é rápido e permite planejar o uso do recurso.
Para quem prefere atendimento telefônico, a Central Alô Trabalho, no número 158, funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, com ligação gratuita. Outras opções incluem o portal Gov.br e as Superintendências Regionais do Trabalho, que oferecem suporte presencial. A consulta antecipada evita surpresas e garante que eventuais problemas com os dados sejam corrigidos a tempo.
Impacto econômico do abono salarial
O pagamento do PIS/Pasep em 2025 injetará R$ 30,7 bilhões na economia brasileira. Esse montante beneficia diretamente 25,8 milhões de trabalhadores, muitos dos quais utilizam o valor para despesas essenciais, como alimentação, transporte e pagamento de dívidas. A iniciativa privada responde pela maioria dos beneficiários, com cerca de 22 milhões de pessoas, enquanto 3,8 milhões são servidores públicos, incluindo empregados de estatais e militares.
A distribuição desse recurso tem efeito significativo em regiões onde a renda média é mais baixa. Pequenos comércios e serviços locais tendem a sentir o impacto positivo, já que o dinheiro circula rapidamente após os saques. Para os trabalhadores, o abono representa um alívio financeiro em um contexto de inflação persistente e custo de vida elevado.
Diferenças entre PIS e Pasep
Embora o abono salarial seja conhecido como PIS/Pasep, os dois programas têm particularidades. O PIS, voltado para trabalhadores da iniciativa privada, é administrado pela Caixa Econômica Federal. Já o Pasep, direcionado a servidores públicos, é gerenciado pelo Banco do Brasil. Apesar das diferenças, ambos seguem o mesmo calendário de pagamento e critérios de elegibilidade, unificados para facilitar o acesso.
Na prática, o PIS é pago prioritariamente por crédito em conta ou via canais como lotéricas e terminais de autoatendimento. O Pasep, por sua vez, oferece opções modernas como Pix e TED, além do atendimento presencial nas agências do Banco do Brasil. Essa estrutura dual reflete a diversidade do mercado de trabalho brasileiro, abrangendo tanto o setor privado quanto o público.
Benefícios para trabalhadores informais?
Trabalhadores informais, que não possuem vínculo formal com carteira assinada, não têm direito ao abono salarial. O programa é exclusivo para quem esteve empregado formalmente em 2023, seja na iniciativa privada ou no serviço público. Isso exclui milhões de brasileiros que atuam no mercado informal, uma realidade comum no país, especialmente em períodos de instabilidade econômica.
Para esses trabalhadores, outras políticas sociais, como o Bolsa Família, podem ser alternativas de suporte financeiro. O PIS/Pasep, por sua vez, mantém o foco em recompensar o trabalho formal, incentivando a regularização de vínculos empregatícios e a contribuição para os fundos que sustentam o programa.
Formas de recebimento do abono
A facilidade no acesso ao dinheiro é um destaque do PIS/Pasep. Na Caixa, o crédito automático em conta-corrente ou poupança é a opção prioritária para correntistas. Quem não possui conta pode sacar em agências, lotéricas ou terminais de autoatendimento com o Cartão Cidadão. O Banco do Brasil, por outro lado, prioriza o crédito em conta, mas permite transferências via Pix ou TED para contas de outros bancos, além do saque presencial.
Essas opções atendem às diferentes necessidades dos beneficiários. Trabalhadores em áreas rurais, por exemplo, podem preferir lotéricas, enquanto os mais conectados digitalmente optam por Pix. A diversidade de canais garante que o recurso chegue ao maior número possível de pessoas.
Curiosidades sobre o PIS/Pasep
O programa tem raízes históricas que poucos conhecem. Criado em 1970, o PIS (Programa de Integração Social) visava aumentar a poupança dos trabalhadores do setor privado. Logo depois, em 1971, surgiu o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), com o mesmo objetivo para servidores. Em 1975, os dois foram unificados no Fundo PIS/Pasep, que funcionou até 1988, quando o modelo atual do abono salarial foi instituído.
Hoje, o benefício é um dos poucos direitos trabalhistas que pagam até um salário mínimo integral. Diferente do Fundo PIS/Pasep antigo, que ainda tem R$ 26 bilhões esquecidos por 10,5 milhões de trabalhadores de 1971 a 1988, o abono atual é anual e depende do ano-base.
O que fazer se não receber o benefício?
Nem todos os trabalhadores elegíveis recebem o abono automaticamente. Erros nos dados enviados pelo empregador, como informações inconsistentes na RAIS ou no eSocial, são os principais motivos para a exclusão. Nesses casos, o trabalhador deve entrar em contato com a empresa para corrigir os registros e, se necessário, buscar orientação nas Superintendências Regionais do Trabalho.
Outra possibilidade é a falta de atualização cadastral no PIS/Pasep. Quem não confirma os dados há mais de cinco anos pode enfrentar problemas. A solução é simples: atualizar as informações pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou presencialmente nos canais oficiais.
Importância do prazo de saque
Os valores do terceiro lote, assim como dos demais, ficam disponíveis até 29 de dezembro de 2025. Após essa data, o dinheiro não sacado retorna aos cofres públicos, e o trabalhador perde o direito ao benefício daquele ano. Em 2024, por exemplo, milhares de beneficiários deixaram de retirar o abono por desconhecimento ou atraso, um cenário que o governo tenta evitar com campanhas de divulgação.
Planejar o saque é essencial. O prazo longo oferece flexibilidade, mas a proximidade do fim do ano, com despesas típicas como Natal e Ano Novo, pode sobrecarregar os pontos de atendimento. A dica é aproveitar os meses iniciais após a liberação para evitar filas e transtornos.
Volume de beneficiários por lote
Cada lote do PIS/Pasep atende milhões de trabalhadores. No terceiro, focado em nascidos em março e abril, a estimativa é que cerca de 4 milhões de pessoas sejam contempladas, considerando a distribuição proporcional dos 25,8 milhões totais. Os lotes iniciais, como o de janeiro e fevereiro, já beneficiaram aproximadamente 3,8 milhões, enquanto os finais, como novembro e dezembro, devem alcançar números semelhantes.
Essa divisão reflete a organização do programa, que busca evitar sobrecarga nos sistemas bancários e facilitar o acesso. A Caixa e o Banco do Brasil ajustam suas operações a cada etapa, garantindo que o pagamento ocorra sem atrasos significativos.
Alternativas para quem não se qualifica
Quem não atende aos critérios do abono salarial, como tempo mínimo de trabalho ou limite salarial, pode buscar outros benefícios. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), por exemplo, permite saques em situações específicas, como demissão sem justa causa ou compra de imóvel. Já o seguro-desemprego é uma opção para quem perdeu o emprego recentemente, desde que tenha trabalhado formalmente por um período mínimo.
Para os nascidos em março e abril que não receberem o terceiro lote, vale conferir se os dados estão corretos ou se houve falha no cadastro. O PIS/Pasep é apenas um dos pilares de apoio ao trabalhador brasileiro, complementado por outras políticas públicas.
Canais de suporte ao trabalhador
Dúvidas sobre o abono salarial têm solução em múltiplos canais. O telefone 158, da Central Alô Trabalho, é gratuito e atende em horário amplo, das 7h às 22h, de segunda a sábado. O aplicativo Carteira de Trabalho Digital, por outro lado, é a ferramenta mais prática para consultas rápidas, disponível 24 horas por dia. As Superintendências Regionais do Trabalho oferecem atendimento presencial, ideal para casos complexos.
Esses recursos são fundamentais para esclarecer questões como valores, datas e elegibilidade. Com o terceiro lote a poucos dias da liberação, os trabalhadores têm tempo para se preparar e garantir o recebimento sem complicações.
Calendário completo para consulta
Confira todas as datas de pagamento do PIS/Pasep em 2025:
- Janeiro: a partir de 17 de fevereiro
- Fevereiro: a partir de 17 de março
- Março e abril: a partir de 15 de abril
- Maio e junho: a partir de 15 de maio
- Julho e agosto: a partir de 17 de junho
- Setembro e outubro: a partir de 15 de julho
- Novembro e dezembro: a partir de 15 de agosto
O cronograma é fixo e vale tanto para o PIS quanto para o Pasep, com saques disponíveis até 29 de dezembro.
Preparação para o terceiro lote
Com a liberação do terceiro lote em 15 de abril, os nascidos em março e abril devem se organizar. Verificar a conta bancária, atualizar o aplicativo Carteira de Trabalho Digital e confirmar os dados com o empregador são passos simples que evitam contratempos. Para quem depende do saque em dinheiro, planejar a ida a uma agência ou lotérica logo após a data também ajuda a evitar filas.
O pagamento do abono salarial é uma oportunidade de alívio financeiro para milhões de brasileiros. Com R$ 30,7 bilhões em jogo, o programa reforça sua relevância como suporte aos trabalhadores formais, mantendo a economia aquecida ao longo do ano.