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Tabilo surpreende Djokovic novamente e elimina sérvio na abertura de Monte Carlo

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Tabilo - Foto: Instagram Tabilo - Foto: Instagram

Novak Djokovic, número 5 do mundo, sofreu uma derrota inesperada em sua estreia no Masters 1000 de Monte Carlo, em 9 de abril de 2025, para o chileno Alejandro Tabilo, atual 32º do ranking. O jogo, válido pela segunda rodada, terminou com placar de 6/3 e 6/4 a favor de Tabilo, marcando a segunda vitória do sul-americano sobre o sérvio em menos de um ano. O confronto, disputado na quadra Rainier III, no saibro monegasco, durou pouco mais de uma hora e expôs um Djokovic irreconhecível, longe do nível que o levou à final do Masters 1000 de Miami na semana anterior. Tabilo, por outro lado, mostrou consistência e aproveitou o dia apagado do adversário para avançar às oitavas de final. Mais cedo, Carlos Alcaraz, número 3 do mundo, estreou com vitória sobre Francisco Cerúndolo por 6/3 e 7/5, marcando seu primeiro triunfo no saibro de Monte Carlo.

A eliminação precoce de Djokovic em Monte Carlo frustra sua busca pelo 100º título da carreira, um marco que ele persegue desde a medalha de ouro nas Olimpíadas de Paris, em 2024. O sérvio, bicampeão do torneio em 2013 e 2015, chegou a Mônaco com expectativas moderadas, após uma infecção ocular que quase o tirou da competição. Apesar de ter treinado com Alcaraz no domingo anterior, ele não conseguiu repetir o desempenho sólido exibido em Miami, onde perdeu a final para Jakub Mensik. Tabilo, que já havia derrotado Djokovic em Roma no ano passado por 6/2 e 6/3, confirma seu domínio sobre o tenista de 37 anos, interrompendo uma sequência de oito derrotas no saibro e consolidando sua ascensão no circuito.

O chileno, que vinha de uma vitória suada contra Stan Wawrinka na primeira rodada (1/6, 7/5, 7/5), demonstrou agressividade e precisão, especialmente no primeiro saque, onde venceu 81% dos pontos. Djokovic, por sua vez, parecia desconfortável no saibro lento de Monte Carlo, com dificuldades na movimentação e na devolução de bolas. A torcida, que lotou as arquibancadas do Monte Carlo Country Club, testemunhou um jogo de altos e baixos, com o sérvio tentando reagir no segundo set, mas sem força para reverter o placar. Enquanto Tabilo segue na competição, Djokovic agora volta suas atenções para o Masters 1000 de Madri, onde tentará recuperar o ritmo na temporada de saibro rumo a Roland Garros.

Histórico de confrontos entre Djokovic e Tabilo

A rivalidade entre Novak Djokovic e Alejandro Tabilo ganhou um novo capítulo em Monte Carlo. Antes desse encontro, os dois haviam se enfrentado apenas uma vez, em maio de 2024, na terceira rodada do Masters 1000 de Roma. Na ocasião, Tabilo surpreendeu o então número 1 do mundo com uma vitória dominante por 6/2 e 6/3, em um jogo que durou apenas 67 minutos. Djokovic, que vinha de uma temporada forte, não encontrou respostas para o jogo agressivo do chileno, que quebrou seu saque quatro vezes sem oferecer um único break point.

Agora, em Monte Carlo, Tabilo repetiu o feito, elevando seu retrospecto contra o sérvio para 2 a 0. O chileno, de 27 anos, parece ter encontrado a fórmula para neutralizar o estilo de jogo de Djokovic, combinando potência no saque e consistência na linha de base. Para o sérvio, essas derrotas representam um raro revés contra um mesmo adversário em um curto intervalo, algo incomum em sua carreira de 24 títulos de Grand Slam. Enquanto Tabilo avança para enfrentar o vencedor do duelo entre Grigor Dimitrov e Valentin Vacherot, Djokovic deixa o torneio com mais perguntas do que respostas.

  • Primeiro confronto: Roma, maio de 2024 – Tabilo 6/2, 6/3
  • Segundo confronto: Monte Carlo, abril de 2025 – Tabilo 6/3, 6/4

Preparação de Djokovic para Monte Carlo

Djokovic chegou a Monte Carlo com um misto de otimismo e cautela. Após alcançar a final do Masters 1000 de Miami, onde perdeu para Jakub Mensik por duplo 7/6, ele afirmou que o desempenho nas quadras duras o inspirava a continuar, mas admitiu que a transição para o saibro seria desafiadora. Uma infecção ocular recente, que o incomodou antes do torneio, também pesou em sua preparação, limitando seu tempo de adaptação ao saibro monegasco. No domingo, dia 6 de abril, ele treinou com Carlos Alcaraz, mostrando sinais de boa forma, mas reconheceu que suas expectativas para o torneio não eram altas.

A escolha de competir em Monte Carlo sem o técnico Andy Murray, que só retornará em Madri, trouxe um elemento emocional ao sérvio. Ele optou por trazer seu irmão Marko como apoio, buscando equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Apesar disso, o desempenho contra Tabilo revelou um jogador fora de sintonia, com dificuldades para encontrar ritmo e precisão. A eliminação precoce frustra os planos de Djokovic de usar o torneio como um trampolim para alcançar seu 100º título e preparar-se para Roland Garros, onde almeja o 25º Grand Slam.

Ascensão de Tabilo no circuito

Alejandro Tabilo vive um momento de redenção em Monte Carlo. Antes da vitória sobre Djokovic, o chileno vinha de um início de temporada difícil em 2025, com apenas três vitórias em 11 partidas. Sua última sequência de dois triunfos consecutivos havia sido em agosto de 2024, no Canadian Open. No saibro, ele acumulava oito derrotas seguidas até enfrentar Wawrinka na primeira rodada, em um jogo que exigiu uma virada após perder o primeiro set por 1/6. O triunfo por 7/5 e 7/5 contra o suíço, ex-campeão de Monte Carlo em 2014, deu ao chileno a confiança necessária para encarar Djokovic.

Nascido em Toronto, mas representando o Chile, Tabilo alcançara o auge de sua carreira em 2024, quando chegou ao 19º lugar do ranking mundial. Naquele ano, ele conquistou dois títulos ATP: em Mallorca, na grama, e em Auckland, na quadra dura. Sua semifinal em Roma, também em 2024, após bater Djokovic, foi o ponto alto de suas 14 participações em Masters 1000 até então. Agora, com a vitória em Monte Carlo, ele interrompe uma fase de instabilidade e reforça sua reputação como um adversário perigoso no saibro, especialmente contra os gigantes do esporte.

Desempenho de Djokovic no jogo

O jogo contra Tabilo expôs um Djokovic abaixo de seu padrão habitual. No primeiro set, o sérvio até começou bem, quebrando o saque do chileno logo no início e mostrando intenções de dominar a partida. No entanto, Tabilo respondeu rapidamente, devolvendo a quebra e impondo um ritmo agressivo que desestabilizou o adversário. Com 5/2 no placar, o chileno fechou o set em 6/3, aproveitando os erros de Djokovic, que acumulou 12 não forçados e teve dificuldades com o primeiro saque, vencendo apenas 58% dos pontos nessa estatística.

No segundo set, Djokovic tentou reagir, salvando dois break points no sétimo game e levando a torcida ao delírio com uma defesa impressionante que culminou em um ponto ganho na rede. Mesmo assim, Tabilo manteve a calma e, no décimo game, aproveitou o saque para fechar em 6/4, com um ace que selou a vitória. O sérvio terminou a partida com 20 erros não forçados e apenas 62% de aproveitamento no primeiro saque, números que contrastam com sua média histórica de precisão e consistência.

Reação do público e da mídia

A derrota de Djokovic para Tabilo agitou as redes sociais e os meios de comunicação. No Monte Carlo Country Club, os torcedores, que esperavam ver o sérvio avançar rumo ao 100º título, aplaudiram a performance de Tabilo, mas não esconderam a surpresa com o desempenho apático de Djokovic. Nas arquibancadas, gritos de incentivo se misturaram a murmúrios de decepção, especialmente no segundo set, quando o sérvio perdeu oportunidades de equilibrar o jogo.

Na mídia internacional, a vitória de Tabilo foi destacada como um feito raro, já que poucos jogadores conseguiram derrotar Djokovic duas vezes consecutivas em torneios Masters 1000. Analistas apontaram a consistência do chileno, que venceu 81% dos pontos com o primeiro saque, como fator decisivo. A eliminação precoce também levantou debates sobre o momento atual do sérvio, que, aos 37 anos, enfrenta desafios físicos e a ascensão de uma nova geração no circuito.

Impacto no ranking e na temporada de saibro

A eliminação em Monte Carlo não deve afetar imediatamente a posição de Djokovic no ranking, onde ele ocupa o 5º lugar com 7.265 pontos. No entanto, a derrota significa a perda de uma chance de somar até 1.000 pontos caso conquistasse o título, o que poderia aproximá-lo do top 3. Tabilo, por sua vez, deve ganhar posições, saindo dos atuais 32º lugar e 1.845 pontos, dependendo de seu desempenho nas próximas rodadas.

Para a temporada de saibro, o resultado é um alerta para Djokovic. Após a final em Miami, ele planejava usar Monte Carlo como preparação para Roland Garros, que começa em 25 de maio. A derrota precoce o obriga a ajustar sua estratégia, com o Masters 1000 de Madri, no final de abril, sendo a próxima oportunidade de encontrar ritmo no saibro. Tabilo, enquanto isso, ganha moral para enfrentar adversários mais fortes e sonhar com uma campanha profunda em Mônaco.

Alcaraz brilha na estreia em Monte Carlo

Enquanto Djokovic caía, Carlos Alcaraz dava um passo firme em Monte Carlo. O espanhol, número 3 do mundo, enfrentou o argentino Francisco Cerúndolo na segunda rodada e venceu por 6/3 e 7/5, em um jogo que durou 1 hora e 47 minutos. Foi a primeira vitória de Alcaraz no saibro monegasco, onde ele havia perdido na estreia em 2022 e se ausentado nos dois anos seguintes por lesões. Aos 21 anos, ele mostrou agressividade e controle, quebrando o saque de Cerúndolo três vezes e salvando quatro dos cinco break points que enfrentou.

Alcaraz, que vem de uma eliminação precoce em Miami, destacou a importância de começar bem no saibro. Ele enfrenta agora o argentino Tomás Etcheverry ou o espanhol Alejandro Davidovich Fokina nas oitavas, em busca de seu primeiro título em Monte Carlo. A vitória contrasta com o revés de Djokovic e reforça a posição do espanhol como um dos favoritos ao troféu, ao lado de nomes como Alexander Zverev e Casper Ruud.

Próximos passos de Tabilo no torneio

Com a vitória sobre Djokovic, Tabilo avança às oitavas de final de Monte Carlo, onde enfrentará o vencedor do confronto entre Grigor Dimitrov, 15º do mundo, e Valentin Vacherot, 132º colocado e wildcard local. Dimitrov, que já chegou às semifinais em Mônaco em 2018, é o favorito no duelo, mas Vacherot, jogando em casa, pode surpreender. Para Tabilo, a chance de alcançar as quartas de final em um Masters 1000 pela segunda vez na carreira (a primeira foi em Roma, 2024) é real, especialmente após o desempenho sólido contra Djokovic.

O chileno, que soma 18 vitänas em Masters 1000 na carreira, tem agora a oportunidade de consolidar sua volta por cima em 2025. Sua agressividade no saque e a capacidade de manter a calma sob pressão serão testadas contra adversários de alto nível, mas o triunfo sobre Djokovic já o coloca como uma das surpresas do torneio.

  • Oitavas de final: Tabilo x Dimitrov ou Vacherot
  • Possível quartas de final: contra Alex de Minaur ou Daniil Medvedev
  • Melhor resultado anterior em Masters 1000: semifinal em Roma, 2024

Djokovic e o caminho para Roland Garros

A derrota em Monte Carlo força Djokovic a recalcular sua rota para Roland Garros, o segundo Grand Slam do ano. Após o ouro olímpico em Paris, em 2024, o sérvio almeja o 25º título de Slam, superando o recorde que divide com Margaret Court. No entanto, o início no saibro em 2025 expôs fragilidades, como a falta de ritmo e os erros não forçados, que podem preocupar sua equipe. O próximo compromisso, o Masters 1000 de Madri, a partir de 28 de abril, será crucial para ele ajustar o jogo e recuperar a confiança.

Em Madri, Djokovic já venceu três vezes (2011, 2016 e 2019) e terá a chance de enfrentar rivais como Alcaraz e Zverev, testando sua forma antes de Paris. A presença de Andy Murray como técnico, ausente em Monte Carlo, pode trazer um reforço tático importante. Para o sérvio, o foco agora é acumular partidas e chegar ao pico em Roland Garros, onde ele soma três títulos (2016, 2021 e 2023).

Contexto do torneio de Monte Carlo

O Masters 1000 de Monte Carlo, disputado no Monte Carlo Country Club, é o primeiro grande evento no saibro da temporada. Em 2025, o torneio começou em 6 de abril e vai até 13 de abril, reunindo 17 dos 20 melhores do mundo. Alexander Zverev, cabeça de chave número 1, lidera o caminho na ausência de Jannik Sinner, suspenso. Outros favoritos incluem Alcaraz, Casper Ruud (finalista em 2024) e Andrey Rublev (campeão em 2023). A eliminação de Djokovic abre espaço para surpresas, com Tabilo emergindo como um nome a ser observado.

O saibro lento de Monte Carlo exige resistência física e paciência tática, características que Tabilo explorou bem contra Djokovic. O torneio, que distribui até 1.000 pontos ao campeão, é um termômetro para Roland Garros, e a vitória de Alcaraz na estreia reforça sua candidatura ao título. Enquanto isso, a queda precoce de Djokovic alimenta especulações sobre o domínio da nova geração no circuito.

Legado de Djokovic em Monte Carlo

Djokovic tem um histórico sólido em Monte Carlo, com 39 vitórias em 54 partidas disputadas desde sua estreia em 2005. Seus títulos vieram em 2013, contra Rafael Nadal na final, e em 2015, vencendo Tomas Berdych. Em 2024, ele alcançou as semifinais, perdendo para Casper Ruud, e tornou-se, aos 36 anos, o semifinalista mais velho do torneio. A derrota para Tabilo, no entanto, é apenas a terceira vez que ele cai na estreia em Mônaco, algo que não ocorria desde 2012.

Aos 37 anos, Djokovic enfrenta o desafio de manter seu nível contra uma geração mais jovem e fisicamente exigente. Sua busca pelo 100º título, que o colocaria ao lado de Jimmy Connors (109) e Roger Federer (103), segue em aberto, mas Monte Carlo mostrou que o caminho não será fácil. Para os fãs, a eliminação é um choque, mas o legado do sérvio, com 24 Grand Slams e 40 títulos Masters 1000, permanece intacto.

Destaques do dia em Monte Carlo

Além da derrota de Djokovic e da vitória de Alcaraz, o dia 9 de abril em Monte Carlo trouxe outros resultados notáveis. Jiri Lehecka venceu Lorenzo Musetti por 6/4 e 7/6(5), enquanto Andrey Rublev passou por Gael Monfils com um duplo 6/3. Casper Ruud também avançou, derrotando Roberto Bautista Agut por 6/4 e 7/5. Esses jogos mostram a força do saibro como superfície imprevisível, onde veteranos e novatos têm chances de brilhar.

O torneio segue com confrontos aguardados, como Daniil Medvedev contra Alexandre Muller e Alex de Minaur contra Tomas Machac, que podem definir os próximos destaques da competição. Para Tabilo, a vitória sobre Djokovic é o ponto alto do dia, enquanto Alcaraz solidifica sua posição como um dos nomes a bater em Mônaco.

Próximos eventos no calendário de Djokovic

Após a saída precoce de Monte Carlo, Djokovic tem um calendário definido para a temporada de saibro. Confira os próximos compromissos do sérvio:

  • 28 de abril a 11 de maio: Masters 1000 de Madri
  • 12 a 19 de maio: Masters 1000 de Roma
  • 25 de maio a 8 de junho: Roland Garros

Esses torneios serão fundamentais para Djokovic ajustar seu jogo e buscar o 100º título, com Roland Garros como o grande objetivo. A presença de Murray em Madri pode trazer um impulso extra, enquanto Roma, palco da primeira derrota para Tabilo, oferece uma chance de redenção.

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