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The Chosen cresce com nova temporada: veja como rompimento com Angel Studios impulsiona série

The Chosen
The Chosen - Foto: Divulgação/Netflix The Chosen - Foto: Divulgação/Netflix

A série The Chosen atravessa um momento de transformação significativo em sua trajetória. Conhecida por sua abordagem inovadora ao retratar a vida de Jesus Cristo, a produção criada por Dallas Jenkins rompeu recentemente com a Angel Studios, sua parceira original, e agora avança com novos rumos na quinta temporada. Apesar da mudança, o financiamento coletivo, que sempre foi a espinha dorsal do projeto, continua firme por meio da organização sem fins lucrativos Come and See. Esse modelo permitiu que a série não apenas mantivesse sua essência, mas também expandisse sua alcance global, alcançando plataformas como Netflix, Prime Video e SBT, além de estrear episódios nos cinemas. Com mais de 280 milhões de espectadores em 175 países, The Chosen se consolida como um fenômeno cultural, e as novidades não param por aí: novos projetos, como uma série animada e uma minissérie sobre José, estão a caminho.

Desde o início, The Chosen se destacou por ser financiada diretamente pelos fãs, uma estratégia que revolucionou a produção audiovisual. A ruptura com a Angel Studios, anunciada em 2024 após uma disputa contratual, marcou o fim de uma era, mas abriu portas para uma estrutura mais robusta. Jenkins, em entrevistas recentes, explicou que a Come and See assumiu a gestão das doações, garantindo que 100% dos recursos sejam direcionados à produção, marketing e tradução da série. Esse ajuste trouxe alívio financeiro à equipe, que antes arcava com custos crescentes sozinha, e possibilitou um salto em escala. A quinta temporada, intitulada The Chosen: Last Supper, foca na Semana Santa e estreia em março nos cinemas, evidenciando a ambição de alcançar públicos ainda maiores.

O impacto dessa transição vai além dos números. A série, que começou como um projeto independente com orçamento modesto, hoje rivaliza com grandes produções seculares em qualidade e influência. A parceria com a Amazon MGM Studios para distribuição teatral é um marco nesse crescimento, enquanto o apoio contínuo dos fãs — mais de 104 mil doadores de 151 países financiaram a quinta temporada — mantém o projeto vivo e gratuito. Jenkins destaca que o objetivo é levar a história de Jesus a 1 bilhão de pessoas, e os novos recursos estão tornando esse sonho mais tangível.

Por que o rompimento com Angel Studios aconteceu?

O fim da relação entre The Chosen e a Angel Studios não foi uma surpresa para quem acompanhou os bastidores. A parceria, iniciada em 2017, foi essencial para lançar a série, mas tornou-se insustentável com o tempo. Jenkins revelou que apenas 40% das doações arrecadadas via crowdfunding pela Angel eram destinadas à produção, enquanto o restante ficava com marketing e a própria empresa. Esse modelo, embora funcional no início, começou a limitar o crescimento da série à medida que os custos aumentavam com cenários mais elaborados e uma equipe maior, hoje composta por mais de 70 funcionários na 5&2 Studios, produtora de Jenkins.

A situação chegou ao ápice em 2024, quando a The Chosen LLC, empresa responsável pela série, acusou a Angel Studios de violar termos contratuais firmados em um acordo revisado de 2022. Uma arbitragem privada resolveu a disputa, com o árbitro decidindo em favor de The Chosen, encerrando oficialmente a parceria. A Angel, por sua vez, lamentou o desfecho e anunciou intenção de recorrer, mas Jenkins já deixou claro que uma reconciliação é improvável. Ele agradeceu o papel da Angel no lançamento da série, mas enfatizou que o projeto precisava de uma estrutura mais sólida para seguir em frente.

Com a Come and See no comando do financiamento, a dinâmica mudou. Agora, cada doação vai diretamente para a produção, e a organização ainda iguala os valores recebidos, dobrando o impacto financeiro. Esse sistema não só mantém a série gratuita no aplicativo oficial, mas também permite investimentos em traduções para dezenas de idiomas — a meta é alcançar 600 línguas. A transição reflete uma evolução natural para um projeto que deixou de ser um experimento indie para se tornar uma força global no entretenimento.

Como o financiamento coletivo sustenta The Chosen?

O sucesso de The Chosen está intrinsecamente ligado ao apoio dos fãs. Desde a primeira temporada, lançada em 2019, o crowdfunding foi a base do projeto, arrecadando mais de 10 milhões de dólares de 19 mil investidores iniciais. Hoje, esse número cresceu exponencialmente: a quinta temporada foi financiada por 104 mil doadores de 151 países, segundo a Come and See Foundation. Esse modelo, conhecido como “pay-it-forward”, permite que os espectadores assistam gratuitamente enquanto contribuem para futuras temporadas, criando um ciclo de sustentabilidade único no mercado audiovisual.

Jenkins explica que menos de 5% dos mais de 580 milhões de espectadores doam, mas o impacto dessas contribuições é enorme. Cada dólar arrecadado é potencializado pela Come and See, que duplicou as doações para a quinta temporada, garantindo recursos para filmagens em locações como Goshen, Utah, e Midlothian, Texas. Além disso, parcerias com plataformas de streaming e redes de TV, como a exibição da segunda temporada no SBT em março de 2024, geram receita adicional que cobre despesas gerais e impulsiona o crescimento da série.

Os números impressionam:

  • Mais de 500 milhões de visualizações globais até o início de 2025.
  • Tradução em andamento para dezenas de idiomas, com meta de 600.
  • Média de 65 dólares por doação ao longo dos anos, segundo dados de 2021.
    Esse suporte financeiro permitiu que The Chosen expandisse sua equipe, cenários e qualidade técnica, mantendo-se fiel à visão de Jenkins de oferecer uma narrativa íntima e acessível sobre Jesus.

O que a quinta temporada traz de novo?

A quinta temporada de The Chosen, batizada de The Chosen: Last Supper, promete ser um marco na série. Focada na Semana Santa, ela retrata eventos cruciais como a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e os momentos que antecedem a crucificação. Filmada com uma escala ainda maior, a temporada teve sua estreia mundial em um evento especial no Texas em 20 de março, atraindo 600 fãs presencialmente e 212 mil espectadores via transmissão ao vivo no YouTube. O lançamento nos cinemas, em parceria com a Amazon MGM Studios, começa no final de março, semanas antes da Páscoa, alinhando-se ao período da Quaresma.

Jenkins descreveu essa temporada como uma das mais impactantes, oferecendo uma perspectiva nova e poderosa sobre a história de Jesus. A produção investiu em cenografia detalhada e atuações marcantes, com Jonathan Roumie retornando como Jesus ao lado de um elenco que inclui Shahar Isaac, Elizabeth Tabish e Paras Patel. A exibição nos cinemas, uma estratégia iniciada na quarta temporada, reflete a demanda crescente por uma experiência imersiva, enquanto o aplicativo The Chosen continuará disponibilizando os episódios gratuitamente após o lançamento teatral.

A parceria com a Amazon é um divisor de águas. Jenkins comparou o apoio do estúdio a “colocar gasolina no fogo”, destacando como a infraestrutura e o alcance da empresa aceleram a disseminação global da série. O resultado é uma temporada que combina qualidade cinematográfica com uma mensagem que ressoa tanto com o público religioso quanto com quem busca entretenimento de alto nível.

Quais são os projetos paralelos em andamento?

Além da série principal, The Chosen está expandindo seu universo narrativo com uma variedade de projetos. Jenkins revelou planos ambiciosos que vão desde materiais complementares até novas produções audiovisuais. Livros, estudos bíblicos, devocionais e até livros infantis já estão sendo desenvolvidos para aprofundar a experiência dos fãs e alcançar públicos de todas as idades. Esses produtos não só geram receita adicional, mas também fortalecem a conexão emocional com a audiência.

Entre os destaques, está uma série animada baseada em The Chosen, que promete trazer as histórias bíblicas para um formato acessível a crianças e jovens. Outro projeto em desenvolvimento é uma minissérie sobre a vida de José, do Antigo Testamento, que explorará uma narrativa épica com o mesmo cuidado técnico da série principal. Além disso, programas de aventura e reality shows estão na mira, incluindo uma colaboração com o survivalista Bear Grylls, que já gravou um especial ao ar livre com membros do elenco.

Esses projetos refletem a visão de Jenkins de criar um “universo cinematográfico de Jesus”. Ele já confirmou que a série principal terminará na sétima temporada, com a ressurreição e ascensão de Cristo, mas spin-offs como uma série sobre os Atos dos Apóstolos estão nos planos. A diversificação mostra como The Chosen transcendeu o nicho cristão para se posicionar como uma franquia cultural de alcance global.

Como The Chosen chegou tão longe?

A trajetória de The Chosen é uma história de perseverança e inovação. Tudo começou com um curta independente chamado The Shepherd, lançado por Jenkins em 2017, que chamou a atenção da então VidAngel (hoje Angel Studios). O sucesso do piloto no Facebook, com mais de 15 milhões de visualizações, abriu caminho para o crowdfunding da primeira temporada. Arrecadando mais de 10 milhões de dólares, o projeto se tornou o maior sucesso de financiamento coletivo da história da TV, superando até mesmo iniciativas seculares.

O crescimento foi exponencial. Da exibição inicial no aplicativo da Angel Studios, a série migrou para plataformas como Netflix, Peacock e Prime Video, além de redes como The CW nos EUA e o SBT no Brasil, onde a primeira temporada estreou em dezembro de 2023. A estratégia de lançar episódios nos cinemas, iniciada na quarta temporada em 2024, elevou ainda mais o patamar da produção, com bilheterias expressivas e uma base de fãs fiel que lota as salas. Hoje, com mais de 280 milhões de espectadores em 175 países, The Chosen é um exemplo raro de como um projeto independente pode competir com gigantes do entretenimento.

A chave está na combinação de uma narrativa envolvente com um modelo financeiro inovador. Jenkins sempre quis retratar Jesus de forma “pessoal, íntima e imediata”, focando nas pessoas ao seu redor — como Simão Pedro, Maria Madalena e Mateus — para humanizar a história. Esse enfoque, aliado ao apoio dos fãs e à qualidade crescente da produção, transformou The Chosen em um fenômeno que não mostra sinais de desaceleração.

O que esperar das próximas temporadas?

Com a sexta temporada já em planejamento, The Chosen segue uma estrutura clara para suas três temporadas finais. A quinta aborda a Semana Santa, a sexta focará na crucificação, e a sétima encerrará com a ressurreição e ascensão de Jesus. As filmagens da sexta temporada devem começar em breve, com Jenkins prometendo manter o mesmo nível de emoção e detalhamento que marcou as temporadas anteriores. A produção continuará apostando em locações autênticas e uma equipe técnica de ponta para entregar um desfecho memorável.

O cronograma aproximado inclui:

  • Sexta temporada: início das filmagens em 2025, com estreia prevista para 2026.
  • Sétima temporada: produção entre 2026 e 2027, encerrando a série principal.
  • Spin-offs: desenvolvimento paralelo, com possíveis estreias a partir de 2027.
    Essas etapas dependem do suporte contínuo dos fãs, mas o sucesso da quinta temporada sugere que o financiamento não será um obstáculo. A parceria com a Amazon MGM Studios também pode acelerar o processo, trazendo mais recursos e visibilidade.

A expansão para outras plataformas e formatos é outro ponto forte. Após o lançamento nos cinemas, os episódios da quinta temporada chegarão ao aplicativo The Chosen e, eventualmente, a serviços como Netflix e Prime Video, seguindo o padrão das temporadas anteriores. No Brasil, a exibição no SBT deve continuar, reforçando a presença da série no mercado latino-americano.

Como a série impacta o público global?

O alcance de The Chosen vai muito além de seu público inicial. Com mais de 500 milhões de visualizações e uma comunidade de milhões de seguidores nas redes sociais, a série conquistou espectadores de diferentes crenças e culturas. A tradução para dezenas de idiomas, financiada pela Come and See, é um esforço para torná-la acessível a “todas as nações”, como diz Jenkins. Eventos como a exibição de pôsteres em Times Square, em fevereiro de 2025, fotografados por Annie Leibovitz, mostram o impacto cultural da produção.

No Brasil, a série ganhou força com a exibição no SBT e a disponibilidade em plataformas como Netflix e Globoplay. A estreia da quarta temporada na Netflix em abril de 2025, por exemplo, coincidiu com o lançamento teatral da quinta, gerando um buzz significativo entre os fãs. A narrativa, que mistura drama histórico com temas universais como superação e fé, ressoa tanto com cristãos quanto com quem busca uma história bem contada.

A interação com o público também é um diferencial. Transmissões ao vivo, como a do lançamento da quinta temporada, conectam Jenkins e o elenco diretamente com os fãs, enquanto o aplicativo oficial oferece conteúdo bônus, como mesas redondas bíblicas e making-of. Essa proximidade fortalece a base de doadores e mantém a série relevante em um mercado saturado de opções.

Por que The Chosen é diferente de outras produções religiosas?

Diferente de adaptações bíblicas tradicionais, The Chosen aposta em uma abordagem humana e acessível. Jenkins quis fugir das representações idealizadas de Jesus, focando nas histórias de quem o conheceu. Personagens como Mateus, retratado com traços de autismo, e Maria Madalena, com um passado complexo, ganham profundidade emocional que raramente se vê em produções do gênero. Essa escolha narrativa, aliada a uma produção de alto nível, eleva a série acima da média das obras cristãs recentes.

A qualidade técnica também impressiona. Filmada com câmeras de ponta e cenários realistas, The Chosen compete com séries seculares em termos de estética e direção. A trilha sonora, composta por artistas como Dan Haseltine, e a fotografia detalhada reforçam a experiência imersiva. Para muitos, é a primeira vez que uma produção religiosa alcança esse patamar sem sacrificar sua mensagem central.

Outro fator é a estratégia de distribuição. Enquanto filmes e séries cristãs costumam ficar restritos a nichos, The Chosen abraça o mainstream com exibições no cinema, parcerias com gigantes do streaming e um aplicativo próprio. Essa visão ampla, combinada com o financiamento coletivo, cria um modelo que outros produtores já começam a observar com interesse.

Qual o legado de The Chosen até agora?

Aos cinco anos de existência, The Chosen já deixou uma marca indelével no entretenimento. Como o maior projeto de crowdfunding da história da TV, com mais de 10 milhões de dólares arrecadados só na primeira temporada, a série provou que o público pode sustentar uma produção de qualidade sem depender de estúdios tradicionais. Esse sucesso inspirou outras iniciativas, como os projetos da Angel Studios, que continuam apostando no financiamento coletivo para conteúdos cristãos.

O impacto cultural também é notável. Com mais de 280 milhões de espectadores e uma meta de alcançar 1 bilhão, The Chosen está redefinindo como histórias bíblicas são contadas na era digital. A série gerou uma comunidade global de fãs que não apenas assistem, mas participam ativamente do processo criativo por meio de doações e engajamento nas redes sociais. Eventos como o lançamento no Texas e a ação em Times Square mostram o poder dessa conexão.

Para Jenkins, o legado vai além dos números. Ele vê The Chosen como uma ferramenta para apresentar Jesus de forma autêntica e acessível, alcançando tanto os fiéis quanto os curiosos. A expansão do universo narrativo, com spin-offs e materiais complementares, sugere que esse impacto só tende a crescer nos próximos anos.

O que vem por aí no universo de The Chosen?

O futuro de The Chosen é promissor e diversificado. Além das temporadas finais da série principal, os projetos paralelos estão ganhando forma. A série animada, voltada para um público mais jovem, deve estrear nos próximos anos, enquanto a minissérie sobre José promete explorar uma narrativa bíblica menos conhecida com o mesmo cuidado da produção original. Programas de aventura, como o especial com Bear Grylls, também estão em andamento, trazendo uma abordagem inovadora ao conteúdo cristão.

Os planos incluem:

  • Uma série sobre os Atos dos Apóstolos, confirmada por Jenkins como um dos spin-offs principais.
  • Expansão de materiais educativos, como estudos bíblicos e devocionais, para igrejas e escolas.
  • Novas parcerias com estúdios e plataformas para ampliar o alcance global.
    Com a sexta temporada em pré-produção e a sétima já planejada, The Chosen segue firme em sua missão de levar a história de Jesus a 1 bilhão de pessoas. O apoio da Amazon e o modelo da Come and See garantem os recursos necessários para essa ambição.

A cada novo lançamento, a série reafirma sua relevância. Seja nos cinemas, no aplicativo ou em plataformas de streaming, The Chosen continua atraindo milhões com uma combinação única de narrativa, qualidade e propósito. O rompimento com a Angel Studios, longe de ser um obstáculo, abriu caminho para um crescimento que poucos imaginavam possível quando o projeto começou.

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