Lexa, uma das figuras mais vibrantes do carnaval carioca, não será mais rainha de bateria da Unidos da Tijuca, escola de samba onde brilhou por cinco anos. A decisão, anunciada pelo presidente da agremiação, Fernando Horta, marca o fim de uma trajetória marcada por dedicação e conexão com a comunidade do Borel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A saída da cantora, de 30 anos, foi motivada por complicações de saúde enfrentadas durante sua gravidez, que culminaram em um momento de luto pessoal com a perda de sua filha, Sofia, em fevereiro de 2025. Durante o carnaval deste ano, Lexa se afastou do desfile, e a escola optou por não ter uma rainha à frente da bateria como forma de homenageá-la. Agora, a Unidos da Tijuca se prepara para um novo capítulo, enquanto nomes como o da apresentadora Lívia Andrade surgem como possíveis sucessoras.
A trajetória de Lexa na Unidos da Tijuca começou em 2020, quando assumiu o posto com entusiasmo e carisma. Sua presença na Marquês de Sapucaí conquistou o público, trazendo energia à bateria Pura Cadência. No entanto, os desafios de saúde enfrentados no início de 2025 mudaram seus planos. Diagnosticada com pré-eclâmpsia, uma condição grave que afeta a pressão arterial durante a gravidez, Lexa precisou priorizar sua recuperação e o cuidado com a filha recém-nascida, que, infelizmente, faleceu dias após um parto prematuro. A cantora acompanhou o desfile da escola de casa, emocionando-se com o tributo prestado pela agremiação.
Embora a saída de Lexa tenha sido oficializada recentemente, especulações sobre sua permanência já circulavam desde o carnaval. A Unidos da Tijuca, uma das escolas mais tradicionais do Rio, terminou o desfile de 2025 em nono lugar, com 268,8 pontos, ficando fora do Desfile das Campeãs. A ausência de Lexa na avenida e os rumores de questões financeiras, incluindo uma possível dívida de cerca de R$ 150 mil relacionada ao seu reinado, alimentaram debates nos bastidores do samba. Enquanto isso, a escola planeja o futuro, com a possibilidade de uma nova rainha para 2026.
Um reinado inesquecível
- Início marcante: Lexa assumiu o posto em 2020, trazendo renovação à bateria da Tijuca.
- Homenagem em 2025: A escola desfilou sem rainha, em respeito à cantora e sua perda.
- Legado no Borel: Sua conexão com a comunidade permanece forte, mesmo após a saída.
Desafios de saúde e superação
Lexa enfrentou um período delicado no início de 2025. Internada por 17 dias, incluindo quatro na UTI, devido à pré-eclâmpsia, ela passou por um parto prematuro em 2 de fevereiro. Sua filha, Sofia, nasceu com fragilidades e faleceu três dias depois, deixando Lexa e seu noivo, Ricardo Vianna, em luto. A cantora usou as redes sociais para compartilhar sua dor, agradecendo o apoio de fãs e amigos. A decisão de se afastar do carnaval foi inevitável, priorizando sua saúde e o cuidado com a filha enquanto esteve internada.
A pré-eclâmpsia, que atinge cerca de 5% das gestantes no Brasil, trouxe complicações sérias para Lexa. A condição, caracterizada por hipertensão e risco de danos a órgãos, exigiu monitoramento constante. Após a perda de Sofia, Lexa dedicou-se à recuperação física e emocional, contando com o suporte da família, incluindo sua mãe, Darlin Ferrattry, que também se afastou do carnaval em solidariedade. A experiência reforçou a resiliência da artista, que, mesmo diante da adversidade, manteve sua conexão com a Unidos da Tijuca à distância.
O impacto no carnaval de 2025
O desfile da Unidos da Tijuca em 2025 foi marcado pela ausência de Lexa e pela decisão de não substituí-la. A escola levou à Sapucaí o enredo “Logun-Edé – Santo menino que velho respeita”, celebrando a ancestralidade e a figura do orixá Logun-Edé. Apesar da beleza das alegorias e da força da bateria, a agremiação enfrentou críticas por alguns pontos do samba-enredo, que recebeu notas como 9,7, descartada na pontuação final. A escolha de desfilar sem rainha emocionou o público, mas também gerou debates sobre o impacto na performance geral.
A homenagem à Lexa foi um gesto significativo. A escola, conhecida por seus quatro títulos no Grupo Especial, demonstrou respeito pela trajetória da cantora, que conquistou a comunidade com seu carisma. Durante a concentração, Darlin Ferrattry, mãe de Lexa, esteve presente, levando mensagens de apoio da artista aos ritmistas. A passagem da Tijuca pela avenida, embora não tenha garantido um lugar entre as campeãs, reforçou o laço afetivo com Lexa, que assistiu à apresentação de casa, visivelmente tocada.
Rumores e questões financeiras
Nos bastidores, a saída de Lexa não foi isenta de polêmicas. Desde 2024, quando a Unidos da Tijuca ficou em 11º lugar, a poucos décimos da Porto da Pedra, especulava-se sobre a relação financeira entre a escola e a cantora. Negociações para sua permanência envolveram um valor estimado em R$ 380 mil, mas, até fevereiro de 2025, cerca de R$ 150 mil ainda estariam pendentes, segundo rumores. Essas questões, embora não confirmadas oficialmente pela agremiação, alimentaram discussões sobre os custos de manter uma rainha de bateria no carnaval carioca.
A realidade financeira das escolas de samba é um tema recorrente. O papel de rainha, além de simbólico, envolve investimentos em fantasias, ensaios e compromissos com a comunidade, o que pode gerar tensões quando expectativas não são alinhadas. No caso de Lexa, sua ausência no desfile e os desafios pessoais enfrentados podem ter dificultado a resolução de pendências, mas a escola optou por focar no respeito à cantora, evitando comentários públicos sobre o assunto.
O futuro da bateria Pura Cadência
A saída de Lexa abre espaço para mudanças na Unidos da Tijuca. A apresentadora Lívia Andrade, de 41 anos, surge como forte candidata ao posto de rainha de bateria para 2026. Com experiência no carnaval, tendo brilhado em escolas como Paraíso do Tuiuti, Acadêmicos do Tucuruvi e Império de Casa Verde, Lívia é vista como uma escolha que pode manter o brilho da Pura Cadência. A escola, no entanto, ainda não oficializou a substituição, prometendo novidades em suas redes sociais.
Outros nomes também foram cogitados nos bastidores, mas a Tijuca parece cautelosa ao definir a sucessora. A escolha de uma nova rainha envolve não apenas carisma, mas também compromisso com a comunidade e capacidade de atrair atenção para a escola. Lexa deixou um legado de proximidade com os ritmistas e os moradores do Borel, algo que a próxima rainha terá de igualar. Enquanto isso, a agremiação planeja seu enredo para 2026, buscando recuperar posições na disputa do Grupo Especial.
- Lívia Andrade na mira: A apresentadora é a favorita para assumir o posto em 2026.
- Tradição da Pura Cadência: A bateria segue como um dos pontos fortes da Tijuca.
- Renovação à vista: A escola planeja novidades para o próximo carnaval.
A conexão com a comunidade
Lexa construiu uma relação especial com o Borel durante seu reinado. Sua presença nos ensaios, o apoio aos projetos sociais da escola e a interação com os ritmistas marcaram sua passagem. Mesmo afastada, ela manteve contato com a comunidade, enviando mensagens de carinho durante o carnaval. A decisão da Tijuca de desfilar sem rainha em 2025 foi vista como um reconhecimento desse vínculo, reforçando o respeito mútuo entre a artista e a agremiação.
A comunidade do Borel, coração da Unidos da Tijuca, valoriza rainhas que se engajam de verdade. Lexa participou de eventos locais, como feijoadas e ensaios de rua, conquistando o carinho dos moradores. Sua saída, embora triste, não apaga o impacto que teve, e muitos esperam que ela retorne à escola em outro papel no futuro, talvez como madrinha ou convidada especial.
Lexa além do samba
Fora da Sapucaí, Lexa segue ativa em sua carreira musical. Após o luto pela perda de Sofia, ela lançou uma música em homenagem à filha, um projeto que trouxe conforto em meio à dor. A canção, gravada com emoção, reflete sua força para transformar experiências pessoais em arte. A artista também planeja novos shows e parcerias, mantendo seu nome em destaque no funk e no pop brasileiro.
A pausa no carnaval não diminui sua influência. Com milhões de seguidores nas redes sociais, Lexa usa sua plataforma para falar sobre saúde mental, maternidade e superação. Sua abertura sobre a pré-eclâmpsia e o luto inspirou muitas mulheres, que se identificaram com sua vulnerabilidade. A cantora, que já enfrentou desafios como burnout no passado, mostra que segue em evolução, equilibrando a vida pessoal com os compromissos profissionais.
O peso do papel de rainha
Ser rainha de bateria no carnaval carioca é mais do que desfilar na avenida. O posto exige dedicação o ano inteiro, com presença em ensaios, eventos comunitários e compromissos financeiros para custear fantasias e equipes. Para Lexa, o papel foi uma oportunidade de se conectar com a cultura do samba, mas também trouxe pressões, especialmente em um ano marcado por dificuldades pessoais.
Outras rainhas, como Paolla Oliveira e Viviane Araújo, também falam sobre o equilíbrio entre glamour e responsabilidade. No caso de Lexa, sua saída reflete a prioridade dada à saúde e à família, uma escolha que ressoa com muitas mulheres que enfrentam dilemas semelhantes. A decisão da Tijuca de respeitá-la, desfilar sem rainha e agora buscar uma nova liderança mostra o cuidado em preservar o legado da artista.
Preparativos para 2026
A Unidos da Tijuca já olha para o futuro. Após o nono lugar em 2025, a escola busca um enredo impactante para 2026, com o objetivo de voltar ao Desfile das Campeãs. A escolha da nova rainha será um passo crucial, trazendo renovação à bateria e atraindo holofotes para a agremiação. Lívia Andrade, com sua experiência e carisma, pode ser a chave para essa retomada, mas a decisão final dependerá de negociações nos próximos meses.
A escola também enfrenta o desafio de manter sua relevância no Grupo Especial, onde a competição é acirrada. Escolas como Beija-Flor, campeã de 2025, e Salgueiro mostraram força na avenida, enquanto a Tijuca precisa recuperar o brilho de seus títulos passados, conquistados em 1936, 2010, 2012 e 2014. A saída de Lexa, embora emotiva, abre portas para inovações que podem fortalecer a agremiação.
- Novo enredo: A Tijuca planeja um tema forte para 2026, ainda em definição.
- Competição acirrada: A escola busca superar o nono lugar de 2025.
- Aposta em renovação: Uma nova rainha pode trazer fôlego à agremiação.
Momentos marcantes do reinado
Lexa deixou lembranças inesquecíveis na Unidos da Tijuca. Seu primeiro desfile, em 2020, foi um marco, com uma fantasia que destacou sua energia e paixão pelo samba. Ao longo dos anos, ela trouxe visibilidade à escola, atraindo fãs do funk para a Sapucaí e aproximando gerações diferentes. Sua saída, embora motivada por circunstâncias difíceis, não apaga esses momentos de glória.
A homenagem da escola em 2025, desfilar sem rainha, foi um dos pontos altos do carnaval, emocionando quem acompanhou a trajetória de Lexa. A presença de Darlin Ferrattry na concentração, levando o apoio da cantora, reforçou o laço familiar e comunitário que Lexa construiu com a Tijuca. Esses gestos mostram que, mesmo fora do posto, ela segue sendo uma figura querida.
Cronograma do carnaval recente
A trajetória de Lexa na Unidos da Tijuca reflete os altos e baixos do carnaval:
- 2020: Lexa assume como rainha, estreando com destaque na Sapucaí.
- Fevereiro 2025: Afastamento por pré-eclâmpsia e perda de Sofia.
- Março 2025: Tijuca desfila sem rainha, homenageando Lexa.
- Abril 2025: Saída oficial confirmada, com Lívia Andrade cotada para 2026.
Uma despedida com carinho
Lexa deixa a Unidos da Tijuca com um legado de afeto e superação. Sua passagem pela escola foi marcada por momentos de alegria, como os desfiles vibrantes, e por desafios, como a luta pela saúde em 2025. A decisão de priorizar a recuperação e a família ressoa com muitos fãs, que admiram sua coragem de ser vulnerável. Enquanto a Tijuca planeja o futuro, Lexa segue seu caminho, levando o samba no coração e a força para novos recomeços.
A possibilidade de Lívia Andrade assumir o posto traz expectativa para o carnaval de 2026. Com sua experiência e popularidade, a apresentadora pode manter a bateria Pura Cadência no centro das atenções. A escola, por sua vez, aposta em renovação para voltar ao topo, honrando sua história e a contribuição de Lexa. O próximo desfile promete ser um marco, com ou sem a presença da funkeira que encantou a Sapucaí.
A história de Lexa no carnaval não termina aqui. Sua música, sua voz e sua conexão com o público seguem vivas, seja nas redes sociais, onde compartilha sua jornada, seja nos palcos, onde leva o funk a novos públicos. A Unidos da Tijuca, agora em busca de uma nova rainha, carrega o respeito pela artista que, por cinco anos, deu brilho à avenida.