Mick Box, do Uriah Heep, sofre assalto em Curitiba e pede ajuda para recuperar colar

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Mick Box

Mick Box - Foto: Instagram

Uma tarde que deveria ser tranquila em Curitiba transformou-se em um momento de tensão para Mick Box, lendário guitarrista da banda britânica Uriah Heep. Na véspera de um show da turnê de despedida do grupo, no dia 12 de abril de 2025, o músico de 77 anos foi vítima de um assalto enquanto caminhava de volta ao hotel após o almoço. Um ciclista, em alta velocidade, arrancou um colar de ouro com uma cruz incrustada de diamantes, peça que Box descreveu como de grande valor sentimental. O incidente chocou fãs e a comunidade local, que acompanham a passagem da banda pelo Brasil com entusiasmo.

O Uriah Heep, ícone do hard rock e rock progressivo, está no país para a turnê “The Magician’s Farewell”, que marca o fim de 55 anos de carreira. A apresentação em Curitiba, na Ópera de Arame, era uma das mais aguardadas da etapa brasileira, que já passou por Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Mick Box, único integrante original da banda, é conhecido não apenas por seu talento na guitarra, mas também por sua simpatia e proximidade com os fãs. O assalto, no entanto, trouxe um tom de tristeza à visita, embora o músico tenha mantido a compostura ao relatar o ocorrido.

Por meio de uma mensagem publicada nas redes sociais, Box fez um apelo emocionado. Ele pediu ajuda para localizar o colar, oferecendo uma recompensa valiosa para quem o devolver. O guitarrista destacou que, apesar do incidente, foi recebido com carinho por muitas pessoas em Curitiba, lamentando que “são sempre alguns poucos que estragam tudo”. A notícia do assalto se espalhou rapidamente, gerando comoção entre os fãs brasileiros, que organizaram campanhas online para apoiar o músico e pressionar por investigações.

Um colar de valor inestimável

A peça roubada não é apenas um acessório caro. Para Mick Box, o colar carrega um significado pessoal profundo, embora ele não tenha detalhado publicamente sua história. Feito de ouro e adornado com diamantes, o item é facilmente reconhecível, o que aumenta as chances de ser identificado caso o ladrão tente vendê-lo ou penhorá-lo. Box orientou que qualquer informação sobre o paradeiro do colar seja enviada por meio de seu site oficial, das páginas da banda ou até mesmo pelo Facebook, reforçando sua esperança de recuperá-lo.

O assalto ocorreu em uma área central de Curitiba, conhecida por ser movimentada e relativamente segura. Testemunhas relataram que o ciclista agiu com rapidez, aproveitando um momento de distração para cometer o crime. A polícia local foi acionada, e um boletim de ocorrência foi registrado, mas até o momento não há pistas concretas sobre o autor do roubo. A rapidez do incidente dificultou a identificação imediata, e imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas para auxiliar nas investigações.

A situação expôs a vulnerabilidade de artistas em turnês internacionais, mesmo em cidades preparadas para receber grandes eventos. Curitiba, que já sediou shows de nomes como Paul McCartney e Iron Maiden, tem uma reputação de acolher bem seus visitantes, o que torna o caso ainda mais surpreendente. A prefeitura da cidade emitiu uma nota lamentando o ocorrido e prometendo apoio às autoridades para esclarecer o crime.

  • Descrição do colar: Ouro com uma cruz incrustada de diamantes, de alto valor sentimental.
  • Local do crime: Centro de Curitiba, próximo a hotéis frequentados por turistas.
  • Recompensa oferecida: Box prometeu uma “recompensa muito valiosa” pela devolução.
  • Canais de contato: Sites www.uriah-heep.com, www.mick-box.net e redes sociais do músico.

A turnê de despedida do Uriah Heep no Brasil

Apesar do assalto, Mick Box e o Uriah Heep seguiram com a agenda de shows. A apresentação em Curitiba, na noite de 12 de abril, foi marcada por emoção. O público lotou a Ópera de Arame, cantando clássicos como “Easy Livin’”, “July Morning” e “Lady in Black” em uníssono, em um gesto de apoio ao guitarrista. Box, conhecido por sua energia no palco, não deixou o incidente abalar sua performance, entregando um espetáculo que muitos descreveram como inesquecível.

A turnê “The Magician’s Farewell” celebra mais de cinco décadas de uma carreira que colocou o Uriah Heep ao lado de gigantes como Led Zeppelin e Deep Purple. Formada em Londres em 1969, a banda vendeu mais de 40 milhões de álbuns e influenciou gerações com sua mistura de riffs pesados, teclados atmosféricos e harmonias vocais. Além de Box, o grupo conta com Bernie Shaw (vocal), Phil Lanzon (teclados), Russell Gilbrook (bateria) e Dave Rimmer (baixo), uma formação estável que conquistou respeito pela fidelidade ao som clássico da banda.

No Brasil, o Uriah Heep sempre teve uma conexão especial com os fãs. Shows históricos, como na Virada Cultural de São Paulo em 2014, quando tocaram para 30 mil pessoas, reforçam o carinho mútuo. A etapa brasileira da turnê de despedida incluiu cinco cidades: Rio de Janeiro (9 de abril), Porto Alegre (10 de abril), São Paulo (11 de abril), Curitiba (12 de abril) e Belo Horizonte (13 de abril). Cada apresentação foi planejada para revisitar os maiores sucessos, sem incluir faixas do álbum mais recente, Chaos & Colour (2023), atendendo ao desejo do público por nostalgia.

O impacto do assalto na comunidade roqueira

A notícia do roubo gerou indignação entre os fãs brasileiros, que veem Mick Box como uma figura quase mítica do rock. Nas redes sociais, mensagens de solidariedade se multiplicaram, com hashtags como #DevolvamOColarDeMick ganhando força. Fóruns de rock, como o Whiplash.Net, registraram milhares de comentários, muitos lamentando que um momento tão especial para a banda tenha sido manchado por um crime. Alguns fãs chegaram a oferecer ajuda para rastrear o colar em lojas de penhores e mercados online.

O incidente também reacendeu debates sobre a segurança em grandes cidades brasileiras. Embora Curitiba seja considerada uma das capitais mais organizadas do país, com índices de criminalidade relativamente baixos, o assalto a uma personalidade internacional trouxe à tona questões sobre a proteção de turistas. Autoridades locais prometeram reforçar o policiamento em áreas turísticas, especialmente durante eventos culturais de grande porte.

Para o Uriah Heep, a passagem pelo Brasil continua sendo um marco. Bernie Shaw, vocalista da banda, destacou a energia dos fãs brasileiros, que “transformam cada show em uma celebração”. A turnê de despedida, que se estende por dois ou três anos, levará o grupo a mais de 60 países, mas o Brasil permanece como um dos destinos mais queridos, mesmo com o episódio em Curitiba.

Contexto da criminalidade em Curitiba

Curitiba, com cerca de 1,9 milhão de habitantes, é conhecida por sua qualidade de vida e planejamento urbano. Dados recentes mostram que a cidade registra taxas de crimes violentos inferiores à média nacional, mas furtos e roubos em áreas centrais ainda são uma preocupação. Em 2024, a Guarda Municipal reportou 3.200 casos de furtos na região central, com bicicletas sendo usadas em 15% desses crimes, um modus operandi semelhante ao relatado por Box.

O assalto ao guitarrista não é um caso isolado envolvendo artistas no Brasil. Em 2017, a banda inglesa The Cult teve equipamentos roubados em São Paulo, e em 2019, o vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson, relatou um incidente de tentativa de furto no Rio de Janeiro. Esses episódios destacam os desafios enfrentados por músicos em turnês, que muitas vezes circulam por áreas movimentadas sem segurança reforçada.

A polícia de Curitiba informou que está tratando o caso com prioridade, devido à visibilidade do incidente e ao impacto cultural da visita do Uriah Heep. Investigações incluem a análise de câmeras de segurança e a busca por informações em redes de receptação de joias. Até o momento, no entanto, o colar não foi localizado, e o ciclista permanece foragido.

  • Índices de criminalidade: Curitiba registrou 1.800 roubos em 2024, 20% a menos que em 2023.
  • Área do crime: O centro da cidade concentra 30% dos furtos e roubos da capital paranaense.
  • Ação policial: Equipes da Polícia Civil estão cruzando dados de câmeras e denúncias anônimas.
  • Apoio da comunidade: Fãs criaram grupos online para monitorar sites de venda de joias roubadas.

A trajetória de Mick Box e o Uriah Heep

Mick Box, nascido em Londres em 9 de junho de 1947, é a alma do Uriah Heep. Desde a fundação da banda, sua guitarra definiu o som do grupo, com riffs marcantes e solos influenciados por jazzistas como Django Reinhardt e roqueiros como Jeff Beck. Ao longo de 55 anos, ele enfrentou mudanças de formação, perdas de membros queridos, como David Byron e Ken Hensley, e altos e baixos na indústria musical. Sua resiliência o transformou em um ícone, respeitado por colegas como Judas Priest e Def Leppard.

O Uriah Heep surgiu em uma era de ouro do rock britânico, ao lado de Black Sabbath e Deep Purple. Álbuns como Demons and Wizards (1972) e Look at Yourself (1971) venderam milhões de cópias, com hits que ainda ecoam em rádios e festivais. A banda foi pioneira ao misturar hard rock com elementos progressivos, como o órgão Hammond e harmonias vocais complexas, influenciando nomes como Dio e Blind Guardian. Mesmo nos anos 1980, quando o punk e o new wave dominaram, Box manteve o grupo ativo, lançando discos como Abominog (1982).

A turnê de despedida reflete o desejo de Box de encerrar a carreira em alta. Com 25 álbuns de estúdio e shows em mais de 60 países, o Uriah Heep deixa um legado inegável. A escolha de incluir o Brasil no roteiro mostra o peso do país na história da banda, que sempre encontrou aqui uma recepção calorosa, mesmo em meio a contratempos como o assalto em Curitiba.

Cronograma da turnê no Brasil

A etapa brasileira da turnê “The Magician’s Farewell” foi planejada para emocionar os fãs. Abaixo, as datas realizadas:

  • 9 de abril de 2025: Vivo Rio, Rio de Janeiro.
  • 10 de abril de 2025: Auditório Araújo Vianna, Porto Alegre.
  • 11 de abril de 2025: Tokio Marine Hall, São Paulo.
  • 12 de abril de 2025: Ópera de Arame, Curitiba.
  • 13 de abril de 2025: Arena Hall, Belo Horizonte.

A turnê segue para Argentina e Uruguai, antes de retornar à Europa. Mick Box afirmou que o grupo pretende tocar “em todos os lugares possíveis”, garantindo que a despedida alcance o maior número de fãs.

Repercussão e apoio dos fãs

O assalto a Mick Box mobilizou a comunidade roqueira no Brasil. Fãs de cidades como Recife, Fortaleza e Brasília, que não receberam shows da turnê, enviaram mensagens de apoio, lamentando o ocorrido. Clubes de fãs do Uriah Heep, ativos no Brasil desde os anos 1970, organizaram iniciativas para divulgar o apelo de Box, compartilhando a descrição do colar em grupos de WhatsApp e Telegram.

A imprensa especializada também deu destaque ao caso. Sites como Whiplash.Net e IgorMiranda.com.br publicaram matérias detalhando o roubo, enquanto rádios como Kiss FM tocaram clássicos do Uriah Heep em homenagem. A reação mostra o impacto da banda no Brasil, onde músicas como “Gypsy” e “The Wizard” são parte da trilha sonora de gerações de roqueiros.

O incidente, embora triste, não apagou o brilho da passagem do Uriah Heep pelo país. Os shows foram descritos como uma celebração da música, com Box e seus companheiros entregando performances cheias de paixão. Para muitos fãs, a turnê é uma chance de dizer adeus a uma banda que marcou suas vidas, mesmo que o episódio em Curitiba tenha deixado um gosto amargo.

O futuro do Uriah Heep e de Mick Box

Embora a turnê marque o fim das apresentações ao vivo, Mick Box não descarta projetos futuros. Ele mencionou a possibilidade de lançar gravações dos shows e até um documentário sobre a história da banda. Aos 77 anos, o guitarrista mantém a vitalidade que o levou a superar décadas de desafios, desde crises financeiras até a morte de colegas como Lee Kerslake e Gary Thain. Sua paixão pela música continua sendo a força motriz do Uriah Heep.

O assalto em Curitiba, por mais doloroso que seja, é apenas um capítulo em uma carreira repleta de conquistas. Box, com seu bordão “’Appy Days”, já demonstrou que não se deixa abater facilmente. A busca pelo colar segue, com a esperança de que a solidariedade dos fãs brasileiros ajude a recuperar a peça. Enquanto isso, o legado do Uriah Heep permanece intacto, gravado em álbuns que atravessam gerações e em noites de rock que nunca serão esquecidas.

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