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Emily Ratajkowski detona voo da Blue Origin com Katy Perry: “Desperdício que destrói o planeta”

Emily Ratajkowski
Emily Ratajkowski - Foto: Instagram aniversário de Biancardi - Foto: Instagram

Na última segunda-feira, 14 de abril, o céu do oeste do Texas, nos Estados Unidos, foi palco de um evento que marcou a história da exploração espacial: o voo NS-31 da Blue Origin, primeira missão suborbital composta exclusivamente por mulheres desde 1963. A tripulação, formada por Katy Perry, Lauren Sánchez, Gayle King, Aisha Bowe, Amanda Nguyen e Kerianne Flynn, alcançou a linha de Kármán, a 100 quilômetros da Terra, em uma jornada de 11 minutos que combinou glamour e simbolismo. Enquanto muitos celebraram o feito como um marco para a representatividade feminina, a modelo e atriz Emily Ratajkowski usou suas redes sociais para expressar indignação, classificando a missão como um desperdício de recursos com impactos ambientais graves. O vídeo, postado no TikTok, viralizou rapidamente, gerando um debate acalorado sobre os custos ecológicos e sociais do turismo espacial.

Katy Perry, conhecida por hits como “Firework”, emocionou-se ao retornar à Terra, beijando o chão em um gesto que rodou o mundo. A bordo, ela cantou “What a Wonderful World”, de Louis Armstrong, em um momento de gravidade zero que encantou suas colegas de tripulação. Lauren Sánchez, noiva de Jeff Bezos, dono da Blue Origin, descreveu a experiência como “profunda”, destacando a visão da Terra contra o vazio do espaço. Gayle King, apresentadora da CBS, reforçou a importância do momento, enquanto Aisha Bowe, ex-cientista da Nasa, e Amanda Nguyen, ativista pelos direitos humanos, trouxeram credenciais técnicas e sociais à missão. Kerianne Flynn, produtora de cinema, completou o grupo, que foi apresentado como uma celebração do potencial feminino. Apesar do entusiasmo, a crítica de Ratajkowski trouxe à tona questionamentos sobre a real utilidade do voo e seus impactos no planeta.

A reação de Emily Ratajkowski, gravada em um vídeo direto e sem filtros, ressoou entre milhões de seguidores. Ela acusou a missão de ser uma “paródia”, apontando a contradição de promover valores como a preservação da Terra enquanto se consome recursos em uma atividade de alto impacto ambiental. A Blue Origin, fundada por Bezos em 2000, tem como lema “Para o benefício da Terra”, mas a modelo questionou a coerência dessa mensagem, chamando a atenção para o contraste entre o discurso de sustentabilidade e a realidade das emissões de carbono geradas por foguetes. O debate iniciado por ela ganhou força com o apoio de outros nomes, como Olivia Wilde e Olivia Munn, que também criticaram o evento, ampliando a discussão sobre privilégio, consumo e responsabilidade ambiental.

O que motivou a crítica de Ratajkowski

Emily Ratajkowski, conhecida por combinar glamour com comentários políticos afiados, não mediu palavras ao abordar a missão NS-31. No vídeo que ultrapassou 1,8 milhão de visualizações, ela questionou o propósito do voo, apontando que os recursos gastos poderiam ter sido direcionados a questões terrestres mais urgentes, como pobreza e crise climática. A modelo destacou a ironia de um discurso que exalta a “Mãe-Terra” enquanto utiliza tecnologias que, segundo críticos, contribuem para a degradação ambiental. A Blue Origin, embora defenda que suas missões inspiram avanços científicos, enfrenta críticas recorrentes pelo alto custo e impacto de seus voos suborbitais, que duram apenas alguns minutos.

Além do impacto ambiental, Ratajkowski tocou em um ponto sensível: a percepção de que a missão seria uma jogada de marketing. A presença de celebridades como Katy Perry e Gayle King, ao lado de Sánchez, ligada diretamente a Bezos, levantou suspeitas de que o voo tinha como objetivo principal promover a marca Blue Origin. A escolha de uma tripulação exclusivamente feminina, embora histórica, foi vista por alguns como uma tentativa de capitalizar o discurso de empoderamento sem oferecer benefícios concretos às mulheres em contextos mais vulneráveis. A modelo, que frequentemente aborda questões de desigualdade, sugeriu que o evento foi mais um espetáculo de ego do que uma iniciativa com propósito real.

Nos comentários do vídeo, a opinião do público se dividiu. Alguns aplaudiram a coragem de Ratajkowski em confrontar o que chamaram de “turismo espacial para ricos”, enquanto outros a acusaram de seletividade, apontando que ela não critica com a mesma veemência outros setores poluentes, como a aviação privada usada por celebridades. A discussão se espalhou para outras plataformas, com internautas debatendo se o voo realmente representava um avanço ou apenas uma exibição de privilégio.

Marcos da missão NS-31

  • Tripulação histórica: Primeira missão exclusivamente feminina desde a cosmonauta Valentina Tereshkova, em 1963.
  • Duração: 11 minutos, com quatro minutos de gravidade zero.
  • Altitude: Atingiu 100 quilômetros, na linha de Kármán, marco do espaço sideral.
  • Impacto midiático: Presença de Katy Perry e Gayle King garantiu cobertura global.

A composição da tripulação

A missão NS-31 reuniu um grupo diverso, mas a escolha das participantes alimentou tanto elogios quanto críticas. Katy Perry, aos 40 anos, trouxe visibilidade pop ao projeto, enquanto Gayle King, de 70 anos, representou uma voz influente do jornalismo americano. Lauren Sánchez, de 55 anos, além de ser a noiva de Bezos, é piloto de helicóptero e autora de livros infantis, o que adicionou uma camada pessoal ao evento. Aisha Bowe, engenheira aeroespacial e ex-cientista da Nasa, destacou-se pelo background técnico, assim como Amanda Nguyen, pesquisadora bioastronáutica e ativista que reformulou leis contra violência sexual nos Estados Unidos. Kerianne Flynn, produtora de cinema, completou a equipe, trazendo uma perspectiva artística.

Cada mulher foi selecionada para simbolizar diferentes áreas de impacto, desde o entretenimento até a ciência. Sánchez, por exemplo, enfatizou o trabalho dos milhares de funcionários da Blue Origin, enquanto King defendeu a missão como uma jornada, não apenas um “passeio”. Perry, por sua vez, levou um toque pessoal ao trazer uma margarida (daisy) em homenagem à filha, Daisy, de 4 anos, compartilhada com o ator Orlando Bloom. Apesar das credenciais impressionantes, a presença de figuras públicas de alto perfil gerou questionamentos sobre a legitimidade do voo como um marco científico, com críticos como Ratajkowski apontando que a seleção parecia mais voltada para publicidade do que para pesquisa.

A Blue Origin promoveu a missão como um passo para democratizar o acesso ao espaço, mas o preço estimado de cada assento, na casa dos milhões de dólares, reforçou a percepção de exclusividade. A empresa não divulga valores exatos, mas exige depósitos iniciais de 150 mil dólares para reservas, o que coloca o turismo espacial fora do alcance da maioria. Esse contraste entre o discurso de inclusão e a realidade financeira foi um dos alvos centrais das críticas de Ratajkowski, que destacou a desconexão entre as prioridades da missão e as necessidades globais.

Contexto ambiental em debate

O impacto ambiental dos voos espaciais é um tema cada vez mais discutido, e a crítica de Ratajkowski trouxe números e fatos à tona. Foguetes como o New Shepard, usado na missão NS-31, consomem quantidades significativas de combustível, liberando emissões que, embora menores em comparação com a aviação comercial, têm um impacto desproporcional devido à altitude em que são liberadas. Estudos apontam que os lançamentos espaciais podem contribuir para a depleção da camada de ozônio e o aquecimento global, especialmente quando realizados em escala crescente. A Blue Origin argumenta que suas tecnologias são mais limpas que as de concorrentes, mas os dados ainda geram preocupação entre ambientalistas.

Ratajkowski não foi a primeira a levantar essa bandeira. A indústria aeroespacial privada, liderada por empresas como Blue Origin, SpaceX e Virgin Galactic, enfrenta escrutínio por priorizar o turismo de elite em vez de soluções para crises terrestres. A modelo, que já criticou figuras como Elon Musk e Donald Trump por políticas antiambientais, incluiu a missão de Bezos nesse espectro, sugerindo que o voo simboliza uma hipocrisia corporativa. A menção à Amazon, também comandada por Bezos, reforçou sua argumentação, já que a gigante do varejo é frequentemente criticada por práticas como o uso excessivo de embalagens e emissões logísticas.

Enquanto isso, defensores da missão destacam que os voos suborbitais podem inspirar avanços tecnológicos e científicos. Aisha Bowe, por exemplo, usou sua participação para promover a educação em STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) entre jovens, especialmente mulheres e minorias. Nguyen, por sua vez, conectou sua experiência ao ativismo, enfatizando a importância de sonhar grande. Mesmo assim, essas justificativas não convenceram críticos como Ratajkowski, que veem o custo ambiental e social como injustificável diante do retorno imediato limitado.

Reações que dividiram opiniões

A crítica de Ratajkowski não ficou sem resposta. Nos dias seguintes ao vídeo, sua conta no TikTok recebeu milhares de comentários, refletindo a polarização em torno do tema. Muitos internautas concordaram com sua visão, chamando a missão de “propaganda cara” e questionando por que os recursos não foram investidos em causas como saúde ou educação. Um comentário amplamente curtido dizia: “Empoderar mulheres seria ajudar as que estão na Terra, não mandar celebridades para o espaço”. Outros, porém, acusaram a modelo de hipocrisia, apontando que ela também faz parte de uma indústria que consome recursos, como a moda e o entretenimento.

Além de Ratajkowski, outras celebridades entraram no debate. Olivia Wilde compartilhou um meme no Instagram Stories mostrando Katy Perry beijando o chão, com a legenda: “Um bilhão de dólares comprou bons memes, suponho”. Olivia Munn, semanas antes do lançamento, já havia chamado a missão de “glutona”, destacando o custo exorbitante em um momento de dificuldades econômicas para muitos. Até a rede de fast-food Wendy’s entrou na discussão, com posts irônicos sugerindo que Perry poderia “voltar para o espaço”. Essas reações mostram como o voo, embora bem-sucedido tecnicamente, falhou em conquistar apoio unânime.

A tripulação, por sua vez, defendeu a experiência com paixão. Gayle King afirmou que os críticos “não entendem o que está acontecendo”, enquanto Sánchez convidou detratores a conhecerem o trabalho da Blue Origin. Perry, que evitou responder diretamente às críticas, focou em compartilhar a emoção do momento, mencionando a conexão com sua filha. A divisão entre apoiadores e críticos reflete um desafio maior para a indústria espacial: equilibrar inovação com responsabilidade em um mundo que enfrenta crises simultâneas.

Cronologia da missão Blue Origin NS-31

A missão NS-31 marcou o 11º voo tripulado da Blue Origin e o 31º do programa New Shepard. Alguns momentos definiram sua trajetória:

  • Fevereiro de 2025: Anúncio da tripulação exclusivamente feminina, com destaque para Katy Perry e Lauren Sánchez.
  • Abril de 2025: Lançamento em 14 de abril, às 9h30, no horário do Texas.
  • Duração do voo: 11 minutos, com retorno seguro em Van Horn, Texas.
  • Pós-lançamento: Reações mistas, com elogios de figuras como Oprah Winfrey e críticas de Ratajkowski.

O papel da Blue Origin no turismo espacial

A Blue Origin, fundada por Jeff Bezos, tem como objetivo expandir a presença humana no espaço, mas o turismo subordinal é sua vitrine mais visível. O New Shepard, foguete reutilizável usado na NS-31, já levou 58 pessoas ao espaço desde seu primeiro voo tripulado, em 2021. Cada missão é projetada para oferecer alguns minutos de gravidade zero e vistas da curvatura terrestre, atraindo desde bilionários até celebridades. A empresa destaca que essas experiências financiam pesquisas de longo prazo, mas o foco em passageiros de alto perfil gera críticas sobre acessibilidade e prioridades.

O custo de um assento no New Shepard é estimado em milhões de dólares, embora a Blue Origin não confirme valores. Comparado a concorrentes como a SpaceX, que foca em missões orbitais, ou a Virgin Galactic, que também aposta no turismo, o modelo da Blue Origin é mais acessível em termos técnicos, mas inacessível financeiramente para a maioria. A escolha de uma tripulação feminina para a NS-31 foi um aceno à inclusão, mas críticos como Ratajkowski argumentam que a narrativa de empoderamento não compensa o impacto ambiental ou a exclusividade do projeto.

Para além do turismo, a Blue Origin investe em tecnologias como motores de foguete e habitats espaciais. A missão NS-31, segundo a empresa, serviu para testar melhorias no New Shepard e inspirar futuras gerações. Ainda assim, o contraste entre os objetivos declarados e a percepção pública, amplificada por vozes como a de Ratajkowski, mostra que o caminho para legitimar o turismo espacial é cheio de obstáculos.

Impacto cultural do voo

O voo de Katy Perry e suas colegas transcendeu o campo técnico, tornando-se um fenômeno cultural. A imagem de Perry beijando o chão ao desembarcar foi compartilhada milhões de vezes, simbolizando tanto alívio quanto reverência pela Terra. Sua performance de “What a Wonderful World” no espaço, embora breve, foi celebrada como um toque humano em um ambiente estéril. Gayle King, por sua vez, trouxe reflexões sobre a fragilidade do planeta, enquanto Sánchez destacou a beleza do contraste entre a Terra e o espaço.

No entanto, a crítica de Ratajkowski redirecionou o foco para questões mais amplas. A modelo, que já usou sua plataforma para abordar temas como feminismo e desigualdade, posicionou o voo como um exemplo de greenwashing – a prática de empresas que promovem discursos sustentáveis enquanto mantêm práticas danosas. O debate iniciado por ela tocou em temas sensíveis, como o privilégio de classe e a responsabilidade das celebridades em um mundo em crise. A presença de Sánchez, ligada a Bezos, intensificou as críticas, com muitos vendo o voo como uma extensão do império financeiro do bilionário.

A missão também reacendeu discussões sobre o papel das mulheres no espaço. Aisha Bowe e Amanda Nguyen representam uma nova geração de cientistas e ativistas, mas a inclusão de figuras como Perry e King levantou questões sobre mérito versus visibilidade. Para alguns, a diversidade da tripulação foi um passo à frente; para outros, uma estratégia de marketing que diluiu o impacto científico do evento.

Respostas da tripulação às críticas

As mulheres da NS-31 não ficaram em silêncio diante do backlash. Lauren Sánchez, em particular, expressou frustração com os julgamentos, convidando críticos a visitarem as instalações da Blue Origin para entenderem o empenho de seus funcionários. Gayle King reforçou que a missão era mais do que um momento de ostentação, descrevendo-a como uma experiência transformadora que reforça a necessidade de proteger o planeta. Katy Perry, embora menos direta, usou sua plataforma para destacar a inspiração que o voo poderia trazer, especialmente para jovens sonhando com carreiras no espaço.

Aisha Bowe, com sua experiência na Nasa, defendeu o potencial educacional da missão, argumentando que visibilidade é essencial para atrair diversidade ao setor aeroespacial. Amanda Nguyen, conhecida por sua luta contra a violência sexual, conectou sua participação a uma mensagem de superação, enquanto Kerianne Flynn viu o voo como uma oportunidade de contar histórias humanas através do cinema. Apesar dessas defesas, as críticas continuaram, com Ratajkowski e outros mantendo que o custo – tanto financeiro quanto ambiental – superava os benefícios simbólicos.

A polarização em torno da missão reflete um momento de transição para a indústria espacial. Enquanto empresas como a Blue Origin buscam popularizar o acesso ao espaço, vozes como a de Ratajkowski exigem que esse progresso venha acompanhado de responsabilidade. O debate, longe de se esgotar, continua a moldar a percepção pública sobre o futuro das viagens espaciais.

Legado da NS-31 em perspectiva

A missão NS-31 entrou para a história como um marco de representatividade, mas seu legado é complexo. Para a Blue Origin, o voo reforçou sua posição no mercado de turismo espacial, atraindo atenção global e consolidando o New Shepard como uma plataforma confiável. A presença de mulheres de diferentes origens destacou o potencial da diversidade, mas também expôs as tensões entre inclusão e privilégio. O impacto midiático, impulsionado por nomes como Katy Perry, garantiu que a missão fosse discutida muito além dos círculos científicos.

Por outro lado, a crítica de Emily Ratajkowski trouxe à tona questões que a indústria aeroespacial não pode ignorar. A sustentabilidade dos voos espaciais, o acesso equitativo e a relevância de missões de curta duração são temas que continuarão a desafiar empresas como a Blue Origin. A modelo, ao dar voz a essas preocupações, colocou o turismo espacial sob um microscópio, forçando um exame mais profundo de suas implicações. A discussão, amplificada por outras vozes públicas, sugere que o futuro do espaço dependerá de como essas tensões forem resolvidas.

O voo também deixou um impacto pessoal nas participantes. Perry, que levou uma margarida ao espaço, conectou a experiência à sua maternidade, enquanto King refletiu sobre a humildade que a visão da Terra proporciona. Sánchez, Bowe, Nguyen e Flynn, cada uma à sua maneira, trouxeram perspectivas que enriqueceram o evento, mesmo que suas vozes tenham sido parcialmente ofuscadas pelo debate. A missão, com seus altos e baixos, permanece como um capítulo singular na história do espaço.

Momentos que definiram a missão

  • Lançamento: Realizado às 9h30 de 14 de abril, em Van Horn, Texas.
  • Gravidade zero: Quatro minutos de flutuação, com Perry cantando “What a Wonderful World”.
  • Retorno: Aterrissagem segura, com Perry beijando o chão.
  • Repercussão: Críticas de Ratajkowski e apoio de figuras como Oprah Winfrey.
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