A terceira fase do abono salarial PIS-Pasep 2025, referente ao ano-base 2023, começou em abril, beneficiando trabalhadores nascidos em março e abril. Com um orçamento total de R$ 30,7 bilhões, o programa prevê atender cerca de 25,8 milhões de pessoas ao longo do ano. O valor do benefício, que pode chegar a um salário mínimo, varia conforme o tempo trabalhado no ano-base e estará disponível para saque até 29 de dezembro. Milhões de brasileiros aguardam o pagamento, que segue um calendário unificado para trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos, organizado por mês de nascimento. A consulta aos valores e datas está liberada em plataformas digitais, como o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, facilitando o acesso às informações.
O programa PIS-Pasep é uma política consolidada no Brasil, oferecendo suporte financeiro anual a trabalhadores formais. Criado na década de 1970, o abono tem como objetivo complementar a renda de quem recebe até dois salários mínimos mensais. Para 2025, o governo manteve a estrutura de pagamentos proporcional ao tempo de trabalho, com valores que vão de R$ 126,50 a R$ 1.518, refletindo o salário mínimo vigente. A unificação do calendário, implementada desde 2024, simplificou o processo, eliminando diferenças entre PIS e Pasep.
Além disso, a liberação dos recursos ocorre em um contexto de recuperação econômica, com o governo buscando estimular o consumo. Os trabalhadores que já receberam em fases anteriores, como os nascidos em janeiro e fevereiro, relatam alívio financeiro com o benefício. A expectativa é que os pagamentos de abril injetem bilhões na economia, especialmente em setores como comércio e serviços.
Como funciona o abono salarial
O abono salarial é destinado a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e servidores públicos (Pasep) que cumprem critérios específicos. Para ter direito, é necessário estar cadastrado no programa há pelo menos cinco anos, ter trabalhado no mínimo 30 dias no ano-base (2023) e recebido até dois salários mínimos mensais. Outra exigência é que o empregador tenha informado corretamente os dados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou no eSocial.
O valor pago depende do período trabalhado. Quem atuou os 12 meses de 2023 recebe o valor integral de R$ 1.518. Para períodos menores, o cálculo divide o salário mínimo por 12 e multiplica pelo número de meses trabalhados. Por exemplo, seis meses de trabalho resultam em R$ 759. Essa proporcionalidade garante justiça no pagamento, beneficiando tanto quem trabalhou pouco quanto quem completou o ano.
Cerca de 25,8 milhões de trabalhadores estão habilitados em 2025, com um impacto econômico significativo. O programa abrange diversas categorias, como operários, comerciários e funcionários públicos, desde que atendam aos requisitos. A exclusão de empregados domésticos e trabalhadores rurais contratados por pessoa física reforça o foco em vínculos formais.
- Critérios para receber o abono:
- Cadastro no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos.
- Trabalho formal por 30 dias ou mais em 2023.
- Remuneração média de até dois salários mínimos.
- Dados atualizados no Rais ou eSocial.
Calendário de pagamentos
O calendário de 2025 segue um cronograma claro, baseado no mês de nascimento do trabalhador. A unificação do PIS e Pasep trouxe mais organização, permitindo que todos consultem as mesmas datas. Abaixo, as datas de liberação:
- Janeiro: a partir de 17 de fevereiro.
- Fevereiro: a partir de 17 de março.
- Março e abril: a partir de 15 de abril.
- Maio e junho: a partir de 15 de maio.
- Julho e agosto: a partir de 16 de junho.
- Setembro e outubro: a partir de 15 de julho.
- Novembro e dezembro: a partir de 15 de agosto.
Os valores ficam disponíveis até 29 de dezembro, independentemente da data de liberação. Essa janela ampla permite que os beneficiários planejem o saque, evitando correria. O Ministério do Trabalho reforça a importância de verificar a habilitação com antecedência para evitar surpresas.
Impacto econômico do abono
O pagamento de R$ 30,7 bilhões ao longo de 2025 deve movimentar a economia brasileira. Em cidades menores, o abono salarial é especialmente relevante, pois aumenta o poder de compra em comércios locais. Setores como varejo, alimentação e serviços tendem a sentir os efeitos positivos, com consumidores utilizando o benefício para quitar dívidas ou realizar compras essenciais.
Em 2024, o programa injetou valores semelhantes, e estudos apontaram um incremento no PIB de pequenas e médias cidades. Para 2025, a expectativa é que o impacto seja ainda maior, considerando o ajuste do salário mínimo. Regiões como Nordeste e Norte, onde o abono atinge um número expressivo de trabalhadores, devem registrar maior circulação de recursos.
O programa também contribui para a formalização do mercado de trabalho. Como o benefício exige vínculo empregatício registrado, empresas são incentivadas a manter a regularidade nas contratações. Isso fortalece a arrecadação de impostos e a sustentabilidade do sistema.
Como consultar o benefício
A consulta ao abono salarial é simples e pode ser feita por canais digitais. O aplicativo Carteira de Trabalho Digital é a principal ferramenta, exigindo apenas CPF e senha do portal gov.br. Após acessar a seção de benefícios, o trabalhador verifica se está habilitado e confere a data de pagamento.

Para trabalhadores do setor privado, os aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem também oferecem informações detalhadas. Servidores públicos podem consultar diretamente no Banco do Brasil. A digitalização do processo facilitou o acesso, reduzindo filas em agências bancárias.
Passo a passo para consulta:
- Baixe ou atualize o aplicativo Carteira de Trabalho Digital.
- Faça login com CPF e senha gov.br.
- Acesse a aba “Benefícios” e clique em “Abono Salarial”.
- Verifique a situação do benefício e a data de pagamento.
Modalidades de pagamento
Os pagamentos do PIS são gerenciados pela Caixa Econômica Federal. Trabalhadores com conta corrente ou poupança na Caixa recebem o valor automaticamente. Outras opções incluem o saque via Poupança Social Digital, no aplicativo Caixa Tem, ou com cartão social em terminais de autoatendimento, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.
Quem não possui cartão social pode sacar em agências da Caixa, apresentando documento de identificação. Para o Pasep, o Banco do Brasil prioriza créditos em conta, mas também oferece transferências via PIX, TED ou atendimento presencial. Essa variedade de canais garante acesso amplo, mesmo para quem não usa serviços digitais.
A flexibilidade no recebimento é um avanço em relação a anos anteriores, quando filas nas agências eram comuns. A digitalização também reduziu fraudes, com sistemas mais rigorosos de verificação. Ainda assim, o Ministério do Trabalho recomenda atenção a golpes, como mensagens falsas prometendo liberações antecipadas.
Quem não tem direito
Nem todos os trabalhadores são elegíveis ao abono. Empregados domésticos, trabalhadores rurais contratados por pessoa física e empregados por pessoa física equiparada a jurídica ficam fora do programa. Essas exclusões geram debates, já que muitos desses profissionais enfrentam condições precárias.
A exigência de vínculo formal também limita o alcance do benefício. Em um país com altos índices de informalidade, milhões de trabalhadores ficam sem acesso ao abono, mesmo recebendo menos de dois salários mínimos. O governo estuda formas de ampliar a cobertura, mas não há mudanças previstas para 2025.
Por outro lado, a clareza nos critérios ajuda a evitar expectativas frustradas. O Ministério do Trabalho mantém canais de atendimento para esclarecer dúvidas, como o telefone 158 e e-mails regionais. Esses serviços recebem milhares de consultas anualmente, especialmente durante o período de pagamentos.
Histórico do programa
O PIS-Pasep surgiu na década de 1970, com objetivos distintos: o PIS visava integrar o trabalhador ao desenvolvimento das empresas, enquanto o Pasep fortalecia o patrimônio dos servidores públicos. Com o tempo, os programas foram unificados em termos operacionais, mas mantiveram suas identidades.
Até os anos 2000, o abono era pago apenas a quem recebia até um salário mínimo, mas a ampliação para dois salários mínimos expandiu o alcance. Hoje, o programa é um dos maiores mecanismos de transferência de renda do país, ao lado do Bolsa Família.
A unificação do calendário, iniciada em 2024, foi um marco. Antes, servidores públicos e trabalhadores privados seguiam cronogramas diferentes, gerando confusão. A mudança trouxe mais transparência e facilitou a comunicação com os beneficiários.
Benefícios para os trabalhadores
O abono salarial representa um alívio financeiro para milhões de brasileiros. Para muitos, o valor cobre despesas básicas, como contas de luz, água ou alimentação. Outros utilizam o benefício para investimentos pequenos, como reformas domésticas ou aquisição de eletrodomésticos.
Em 2025, o aumento do salário mínimo elevou o teto do abono, garantindo maior poder de compra. Trabalhadores que recebem o valor integral, por terem trabalhado o ano todo, celebram a possibilidade de planejar melhor o orçamento. Mesmo os valores menores, como R$ 126,50, fazem diferença em contextos de alta inflação.
Além do impacto individual, o programa fortalece a economia local. Pequenos comerciantes, especialmente em cidades do interior, relatam aumento nas vendas durante os meses de pagamento. Esse efeito multiplicador beneficia toda a cadeia produtiva.
Canais de atendimento
Para dúvidas, o Ministério do Trabalho disponibiliza o telefone 158, que opera em horário comercial. E-mails regionais, no formato [email protected] (substituindo UF pela sigla do estado), também recebem consultas. As Superintendências Regionais do Trabalho oferecem atendimento presencial, embora a maioria prefira os canais digitais.
A digitalização reduziu a procura por agências, mas ainda há quem prefira o atendimento presencial, especialmente em áreas rurais. O governo investe em campanhas para orientar sobre o uso de aplicativos, visando incluir idosos e pessoas com menos acesso à tecnologia.
- Dicas para evitar problemas:
- Verifique a habilitação com antecedência.
- Evite compartilhar dados pessoais em links suspeitos.
- Mantenha o aplicativo Carteira de Trabalho Digital atualizado.
- Consulte apenas canais oficiais, como Caixa, Banco do Brasil ou gov.br.
Perspectivas para o futuro
O abono salarial deve continuar como pilar de apoio aos trabalhadores formais. Ajustes no salário mínimo influenciam diretamente o programa, aumentando seu impacto ano a ano. Para 2025, o governo prevê manter a estrutura atual, sem alterações nos critérios de elegibilidade.
A unificação do calendário e a digitalização são avanços celebrados, mas desafios permanecem. A exclusão de trabalhadores informais e domésticos alimenta discussões sobre a necessidade de reformular o programa. Enquanto isso, os beneficiários de 2025 aguardam os pagamentos com expectativa.
O programa também enfrenta o desafio de alcançar todos os elegíveis. Milhares de trabalhadores não sacam o benefício por desconhecimento ou falhas na comunicação com empregadores. Iniciativas para melhorar a divulgação, como parcerias com sindicatos, estão em andamento.